Com o passar do tempo nos damos conta de que a vida constantemente nos apresenta lições. Mas, infelizmente só percebemos muito tempo depois e alguns nem percebem. Passam a existência a repetir velhos padrões ou a imitar padrões alheios. Continuam em conduta passiva, automática, comer, trabalhar, dormir, lazer, trabalhar…
Não se preocupam com os porquês de sua existência. Plantam os pés no chão e o olho a plagiar os outros. Em uma torrente de imitação desenfreada, sem ao menos parar um instante que seja e pesar suas decisões. O automatismo os atropela e são levados de roldão pela onda de uma cultura cada vez mais alienada e consumista.
Fazer o próprio caminho, dá trabalho, exige planejamento, dedicação e disciplina. Estacionemos por um instante para organizar e nortear nosso caminho. Procuremos dentro de nós, o que nos faz feliz? Qual a mola propulsora que nos faz avançar? Do que gostamos e temos facilidade em realizar? Esse é o primeiro passo que impulsionará a caminhada e daqui a pouco estaremos andando com as próprias pernas. Trazendo nossas escolhas para um campo de discernimento e equilíbrio. Assim sairemos do automatismo, do “copismo”, de meros imitadores de padrões, que chegam ao ponto de perderem sua individualidade, seus valores… em nome de um certo “pertencimento”. Infelizmente fomos engolidos pelo mar do consumismo, pelo alienismo cada vez mais dominador e ainda achamos que somos o “cara”, o “esperto”.
Não estamos nesta existência a passeio, num parque de diversões onde os prazeres do corpo falam mais alto. Estamos sim em busca de nos melhorarmos como pessoa, angariar conhecimento, desenvolver nossa moralidade através dos relacionamentos pessoais.
Você já se perguntou, onde está seu coração? O que lhe traz prazer em realizar? Dessa forma encontrará sua mola propulsora, sua bússola norteadora.
Faça um exercício e observe sua vida por outro ângulo, por outro prisma. Com este pensamento remetemos a cena de um antigo filme, “Sociedade dos Poetas Mortos’, onde o ator principal Robin Willians, na pele de um professor nada convencional. Pede aos seus alunos que subam em cima da mesa e de lá observem a sala por outro prisma. É isso, passe a olhar a vida por outro ângulo, verá que tem outras possibilidades, outros caminhos a seguir.
Observe que a vida traz em si os nuances que precisam ser direcionados e realizados. Não precisamos repetir o que todo mundo está fazendo. Coloque flores nas manchas rugosas da indiferença. Flocos de bondade nas rachaduras da intolerância, compreensão nos ataques alheios. Pois eles estão cheios de medos e inseguranças. Agem por instinto e não por discernimento. Passe também o bálsamo de candura nos corações endurecidos e embrutecidos pelas instâncias da maldade. Coloque a bandagem de esperança nas feridas abertas pelos atropelamentos da insanidade e drogadição. Coloque por fim o amor em toda e qualquer chaga que cruzar seu caminho. Que você seja o óleo da unção renovadora e carregue sempre consigo as sementes de um mundo regenerador. E ao final de tudo isso perceberá que o maior beneficiado será você.




