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odolfo Takahashi, CEO da Gooroo Crédito, fintech especializada em Crédito do Trabalhador

DINHEIRO

Cinco dicas para usar o crédito de forma estratégica

O cenário de juros elevados tem levado os brasileiros a repensar sua relação com o crédito. Embora o endividamento das famílias continue em níveis altos, especialistas observam uma mudança no comportamento dos consumidores, que estão cada vez mais preocupados em comparar taxas, buscar modalidades mais vantajosas e utilizar o crédito como ferramenta de planejamento financeiro.

Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da CNC, 81,6% das famílias brasileiras estavam endividadas em maio de 2026. Ao mesmo tempo, cresce a procura por alternativas que permitam substituir dívidas mais caras por opções com custos menores e maior previsibilidade no pagamento, como o Crédito do Trabalhador, que também têm ampliado o acesso a linhas de crédito mais competitivas, estimulando um comportamento mais estratégico por parte dos consumidores.

Para ajudar quem precisa recorrer a empréstimos ou financiamentos, Rodolfo Takahashi, CEO da Gooroo Crédito, fintech especializada em Crédito do Trabalhador, lista cinco dicas para contratar crédito de forma mais consciente e evitar que ele se transforme em um problema financeiro.

1. Entenda por que você precisa do crédito

Antes de contratar qualquer operação, é importante definir qual é o objetivo do recurso. O crédito pode ser uma solução para reorganizar dívidas, lidar com uma emergência ou realizar um investimento planejado. O problema surge quando ele é utilizado para cobrir gastos recorrentes sem que haja uma estratégia financeira por trás. “Tomar crédito sem um propósito definido aumenta o risco de endividamento e dificulta o planejamento do orçamento”, afirma o especialista.

2. Compare taxas antes de fechar negócio

Uma das principais mudanças no comportamento do consumidor está na busca por comparação. Hoje, aplicativos, bancos digitais e plataformas especializadas permitem avaliar diferentes ofertas em poucos minutos. Mesmo pequenas diferenças nas taxas de juros podem representar uma economia significativa ao longo do contrato.

3. Priorize a troca de dívidas caras por modalidades mais baratas

Quem possui saldo no rotativo do cartão de crédito, cheque especial ou empréstimos com juros elevados deve avaliar a possibilidade de migrar para linhas mais acessíveis. A substituição de dívidas caras por modalidades com menor custo pode reduzir o valor das parcelas e facilitar a reorganização financeira.

4. Analise o impacto da parcela no orçamento

Antes de assinar um contrato, é fundamental verificar quanto da renda mensal será comprometida pelo pagamento das parcelas. O ideal é que a prestação caiba confortavelmente no orçamento, sem comprometer despesas essenciais ou a capacidade de poupança.

5. Use o crédito como ferramenta de planejamento, não como extensão da renda

O crédito deve ser encarado como um instrumento financeiro e não como complemento permanente do orçamento. Quando utilizado de forma estratégica, ele pode ajudar na realização de projetos, na reorganização das finanças e até na redução de custos financeiros. Já o uso recorrente para cobrir gastos do dia a dia pode gerar um ciclo difícil de interromper.

Para Rodolfo, a evolução do mercado financeiro e o maior acesso à informação têm contribuído para uma mudança gradual na forma como os brasileiros lidam com o crédito. “O consumidor está mais atento às condições oferecidas, compara alternativas e busca soluções que façam sentido para sua realidade financeira. Esse é um movimento positivo para o mercado e para a saúde financeira das famílias”, finaliza.

Fonte: Assessoria

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