Não é novidade: o combate ao greening é essencial para a preservação da citricultura. Esse foi o tema de uma audiência pública realizada em Paranavaí na terça-feira (21), com organização do Ministério Público em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural (IDR) e a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar).
O evento reuniu mais de 120 participantes, entre produtores, profissionais técnicos e lideranças dos setores agrícola e ambiental. “Foi oportunidade de ouvir a comunidade e as pessoas interessadas no tema”, disse o chefe do IDR-PR de Paranavaí, José Jaime de Lima.
O greening é a doença mais destrutiva para os pomares de citros, em função da dificuldade de controle e da rápida disseminação. Por isso mesmo, a audiência pública abordou dispositivos legais voltados para a prevenção e o combate, tanto no âmbito nacional quanto no estadual, e os impactos econômicos, sociais e ambientais do avanço da praga.
As discussões também levaram em conta as técnicas e os fundamentos práticos para aumentar a produtividade e a rentabilidade dos citricultores a partir do manejo correto dos pomares e da aplicação de produtos adequados.
Diante da relevância do debate, os participantes solicitaram que o Ministério Público incentive eventos semelhantes em outras regiões do Paraná. Também apontaram a necessidade de intensificar a cobrança dos técnicos que prestam assistência aos produtores no sentido de identificar sinais do greening de forma mais ágil e aplicar as medidas de controle imediatamente.
Nesse contexto, o IDR-PR inicia um trabalho de pesquisa para calcular a incidência da doença na região Noroeste do Paraná, polo da citricultura no estado. De acordo com Lima, o levantamento permitirá estruturar novas estratégias e ampliar o alcance das ações de prevenção e combate.



