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Foto: Arquivo DN

TECNOLOGIA

Juíza eleitoral de Paranavaí reforça: urnas eletrônicas são totalmente seguras

Em entrevista ao Diário do Noroeste, Anacléa Valéria de Oliveira Schwanke explicou as etapas de verificação dos equipamentos até o dia de votação

Instituída nas eleições municipais de 1996, a urna eletrônica brasileira é considerada um marco global em tecnologia eleitoral. A primeira votação abrangeu todo o estado do Rio de Janeiro, as capitais estaduais e as cidades com mais de 200 mil eleitores, totalizando 57 municípios.

A experiência teve resultados positivos e se espalhou por todo o país. Atualmente, alcança toda a extensão territorial, chegando aos 158,7 milhões de eleitores brasileiros. 

Antes de chegar à sessão eleitoral, urnas eletrônicas passam por diferentes processos de conferência
Foto: Arquivo DN
 

Em 30 anos de operação, não houve qualquer indício de fraude. “Com certeza, é um sistema superseguro”, garante a juíza eleitoral da Comarca de Paranavaí, Anacléa Valéria de Oliveira Schwanke.

Ela explica que há várias etapas de verificação, desde a geração de mídias até o funcionamento efetivo no dia de votação. Os dispositivos não são conectados à rede de internet, o que evita a quebra de códigos e a interferência externa.

Anacléa Valéria de Oliveira Schwanke ressalta que notícias falsas comprometem o sistema de votação
Foto: Rafael Travain

Depois de concluídos todos os procedimentos de configuração das urnas eletrônicas, cada unidade é devidamente lacrada e armazenada em um espaço seguro, de onde só são retiradas na véspera do dia de votação – no caso deste ano, no próximo sábado (3 de outubro).

Preparadas as sessões eleitorais, os equipamentos são submetidos a nova testagem e permanecem trancados e sob vigilância permanente. No domingo de eleição, há nova etapa de conferência para constatar que não existe registro de voto – o comprovante é chamado de zerézima.  

Além disso, o TSE sorteia urnas eletrônicas em todas as comarcas para auditorias em tempo real, nos dias de votação. 

Toda a programação é assinada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com fiscalização de todos os partidos políticos, do Ministério Público e de diferentes entidades da sociedade civil, como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

“O sistema tem todas essas precauções”, reitera a juíza eleitoral de Paranavaí, destacando que discursos e notícias que descredibilizam a segurança das urnas eletrônicas são falsos, conspiratórios e prejudicam todo o sistema de votação do Brasil.

Neste ano, os eleitores votarão em seis candidatos, na seguinte ordem: deputado federal, deputado estadual, senador, novamente senador, governador e presidente. Se o primeiro turno, no dia 4 de outubro, não for definitivo, os brasileiros voltarão às urnas eletrônicas no dia 25 do mesmo mês para o segundo turno.

Fonte: REINALDO SILVA - Da Redação

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