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RETA FINAL ENEM

Dicas para controlar a ansiedade e manter a saúde mental antes da prova

Mais de 5 milhões de estudantes vão encarar o Enem nos dias 8 e 15 de novembro e, para muitos, a reta final será também um teste emocional. Mapeamento com 89 mil alunos do ensino médio conduzido pelo Instituto Ayrton Senna mostra que cerca de 79% relatam um ou mais sintomas de ansiedade ou depressão em nível alto. 

Segundo Daniel Reis, professor de Biologia e coordenador pedagógico do Estratégia Vestibulares, vertente voltada para candidatos de vestibulares do grupo especialista em provas complexas no Brasil, a ansiedade e o nervosismo são respostas naturais do sistema nervoso para preparar o corpo diante de situações de incerteza. No entanto, o limite entre a reação normal e o sinal de alerta é ultrapassado quando o sofrimento prejudica o rendimento diário e a rotina básica do jovem.

“No caso do vestibular, o risco que enfrentamos é o medo da frustração, do constrangimento próprio perante a família, além do receio do desconhecido, por se tratar de uma avaliação extenuante. O sinal de alerta acende quando essa ansiedade passa a prejudicar a qualidade de vida, afetando o sono, a alimentação e a capacidade de concentração”, destaca Reis.

Para ajudar os candidatos a enfrentarem essa etapa desafiadora de forma estruturada e sem comprometer a saúde mental, o especialista do Estratégia Vestibulares reuniu 4 dicas valiosas para a reta final de preparação:

Trate o estudo como uma maratona

Forçar uma carga horária desproporcional perto da prova gera exaustão e prejudica a retenção de conteúdo. “Gosto de comparar a preparação para o vestibular com o treinamento para uma maratona: ninguém sai do sedentarismo e corre 42 quilômetros do dia para a noite”, exemplifica o professor. Na rotina de estudos, o ritmo precisa aumentar gradualmente. Ter momentos de cansaço é normal, e entender que o descanso é parte integrante da preparação evita o esgotamento.

Faça “detox” de redes sociais para conter a autocobrança

A cultura de exibição das redes sociais costuma intensificar a sensação de insuficiência, isso porque as pessoas costumam compartilhar apenas vitórias. No caso dos estudos, é comum ter acesso a relatos de candidatos que afirmam estudar 18 horas por dia, por exemplo, o que cria a ilusão de que você está sempre para trás. A rotina que funciona para o outro não é necessariamente a ideal para você. O melhor caminho nesse período crítico é distanciar-se das redes sociais ou limitar a exposição aos conteúdos que geram ansiedade.

A imprevisibilidade da avaliação costuma alimentar a ansiedade. A melhor forma de combater esse receio é antecipar tudo o que for possível, acostumando-se com as condições do exame. “Simule tudo o que vai acontecer no dia oficial. Faça simulados respeitando o tempo de duração do exame e treinando o preenchimento do cartão-resposta. Ler o edital com atenção é crucial para evitar erros banais que levam à eliminação”, reforça Daniel.

Planejar a logística da rotina para o grande dia é outra estratégia eficaz para manter o foco. Práticas como organizar o material com antecedência, separar a roupa que irá vestir no dia ou até mesmo realizar previamente o trajeto até o local de prova são recomendadas pelo professor.

Fortaleça a rede de apoio e busque ajuda se necessário

Enfrentar o período pré-vestibular não deve ser uma jornada solitária. Manter um diálogo aberto com amigos e familiares ajuda a externalizar sentimentos de frustração e insegurança que costumam se acumular na reta final. O acolhimento no ambiente familiar ajuda a aliviar o peso da cobrança e a manter a estabilidade emocional.

“Caso o estudante perceba que o estresse ultrapassou o limite saudável e está paralisando sua rotina, contar com orientação profissional é um passo essencial para retomar o equilíbrio e alcançar os objetivos acadêmicos com mais estabilidade”, conclui Daniel Reis.

Fonte: Assessoria

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