O Brasil já conhece seu adversário na segunda fase da Copa do Mundo de 2026. Com o encerramento do Grupo F, foi confirmado que a equipe comandada por Carlo Ancelotti enfrentará o Japão na próxima segunda-feira, às 14h (de Brasília), na cidade de Houston. Considerando o desempenho na etapa de grupos, a seleção brasileira apresentou superioridade tanto no ataque quanto na defesa em relação ao rival, embora os times tenham enfrentado adversários com características e pesos diferentes neste Mundial.
Líder do Grupo C, o Brasil somou sete pontos após uma atuação de altos e baixos no empate diante de Marrocos na estreia e vitórias tranquilas contra Escócia e Haiti.
Já o Japão avançou na segunda colocação de sua chave, com cinco pontos. Os samurais azuis iniciaram o torneio deixando uma impressão positiva no empate por 2 a 2 contra a forte Holanda, aplicaram uma goleada por 4 a 0 contra a Tunísia na sequência e, na rodada final, sofreram para segurar o empate contra a Suécia por 1 a 1.
Refinamento e volume: a comparação ofensiva
Mesmo com as duas equipes empatadas em gols marcados na Copa -sete para cada lado-, os pentacampeões mundiais exibem maior qualidade na armação e na definição das jogadas. Na construção de jogo, o Brasil supera o Japão na precisão dos passes (90% contra 87%), nos passes no terço final do campo (85% contra 81%), no aproveitamento de bolas longas (50% contra 49%), nos cruzamentos certos (33% contra 28%) e na média de grandes chances criadas por partida (4 contra 2).
O volume de finalizações do time de Ancelotti também é significativamente maior. O Brasil tem ampla vantagem sobre os japoneses no total de arremates por jogo (13,3 contra 9) e nas conclusões em direção ao gol (6 contra 3).
Defesa brasileira em alta
No sistema defensivo, a superioridade verde-amarela é ainda mais acentuada: a seleção sofreu apenas um gol na fase de grupos, contra três dos japoneses. O Brasil se mostra bem mais eficiente nos combates, liderando as médias de desarmes (19,3 contra 14,0) e de interceptações (9,3 contra 5,0).
Contudo, há um ponto de atenção para a comissão técnica brasileira: o setor ofensivo precisa ajustar o posicionamento em alguns momentos do jogo. O Brasil registra uma média de impedimentos muito superior à do Japão (3,0 contra 1,3)
A favor do Japão, está a disciplina em campo. Na primeira fase, a equipe asiática levou apenas um cartão amarelo em três partidas. Do lado brasileiro, foram cinco atletas amarelados. Ambos os times entram limpos agora, pois as punições foram zeradas para a segunda fase.
Destaques individuais
O Brasil entrará em campo no duelo decisivo respaldado pelo brilho de um dos grandes nomes da Copa do Mundo até aqui. Vinicius Júnior comandou o ataque brasileiro na primeira fase, marcando em todas as partidas. Ele soma quatro gols no torneio e segue de perto o líder da artilharia, o argentino Lionel Messi, com cinco.
Do lado japonês, a artilharia é mais dividida, mas a principal referência técnica tem sido Ayase Ueda. O meio-campista do Feyenoord, da Holanda, é o motor da equipe e já acumula dois gols e uma assistência na competição.




