Colunista
FORÇA-TAREFA da Lava Jato do Ministério Público Federal do Paraná fechou acordo de leniência com a empresa Purunã, no âmbito da operação Integração, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro e pagamento de propina por concessionárias do pedágio para políticos e agentes públicos em troca de aumento de tarifas e cancelamento de obras. Pelo acordo, a empresa confessou ter gerado caixa para que a Rodonorte fizesse pagamentos ilícitos em troca da “obtenção de modificações contratuais”. E se comprometeu a pagar R$ 20,5 milhões ao Estado como compensação pelos crimes praticados. Fechado na semana passada, o acordo ainda precisa ser homologado pela Justiça.
DESTE valor, R$ 20 milhões serão destinados à execução de parte das obras que sejam consideradas prioritárias atualmente pelo DER nas rodovias paranaenses concedidas à Rodonorte. O restante será destinado aos cofres do estado do Paraná. O acordo é o primeiro firmado entre a Lava Jato e uma empresa que participou lateralmente do esquema de corrupção nas concessões de rodovias no Estado. 
DE acordo com o coordenador da Lava Jato, procurador Deltan Dallagnol, os acordos fechados pela operação vêm permitindo “explicar pedágios caríssimos, estradas sem duplicação e a falta ou demora das obras”. Em agosto, a Lava Jato já havia fechado acordo de leniência com a Ecorodovias, controladora da Ecovia e da Ecocataratas, para reduzir em 30% as tarifas de seis praças de pedágio e a recuperação de R$ 400 milhões. A empresa reconheceu o pagamento de propinas para conseguir mudanças contratuais em benefício das concessionárias desde 2000. Os R$ 400 milhões devem ser pagos até o fim das concessões, em 2021. Em abril a Rodonorte também fechou acordo com o MPF, comprometendo-se em pagar R$ 750 milhões em decorrência de ilícitos praticados, dos quais R$ 350 milhões serão utilizados na redução da tarifa.
NOVOS voos diretos da Azul Linhas Aéreas para Foz do Iguaçu. A companhia aérea irá operar frequências diárias com Florianópolis. A informação foi confirmada pelo secretário de Turismo, Indústria, Comércio e Projetos Estratégicos, Gilmar Piolla. As novas operações serão realizadas entre 20 de dezembro a 2 de fevereiro.
 
EX-PRESIDENTE Lula decidiu não apresentar ao juízo da 13ª Vara Federal pedido para progredir de pena e ir para o semiaberto. Preso desde 7 de abril de 2018, o ex-presidente completou detido 1 ano, 5 meses e 16 dias na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, tendo direito à mudança de regime por ter cumprido um sexto da pena no caso do triplex do Guarujá. Em nota, o advogado Cristiano Zanin Martins, que defende o ex-presidente, assinalou que Lula busca o restabelecimento de sua liberdade plena, “com o reconhecimento de que foi vítima de processos corrompidos por nulidades, como a suspeição do ex-juiz Sérgio Moro”. A mudança do regime de prisão de Lula já havia sido discutida em junho, quando o Ministério Público Federal encaminhou dois pareceres ao STJ indicando que o ex-presidente já poderia progredir para o semiaberto. Lula foi condenado a 9 anos e 6 meses de prisão por Moro.
LULA ainda viverá fortes emoções na Lava-Jato por causa de Antonio Palocci. Guardados em sigilo, os anexos que falam das entregas de dinheiro vivo ao petista fazem parte das novas ações da operação. A informação é da revista VEJA.
CORRUPÇÃO aumentou no País, na opinião de 54% dos brasileiros. É o que aponta o Barômetro Global da Corrupção, pesquisa elaborada pelo movimento Transparência Internacional. O levantamento registra que 90% da população pensa que a corrupção no governo é um ‘grande problema’ e revela ainda o impacto da corrupção entre os cidadãos: 11% dos brasileiros já pagaram propinas ao utilizarem serviços públicos e cerca de 40% já receberam ofertas em troca de votos. A pesquisa foi realizada com mais de 17 mil cidadãos em 18 países da América Latina e do Caribe. No Brasil, o levantamento foi conduzido pelo Instituto Ipsos, que realizou entrevistas presenciais com mil pessoas, entre fim de fevereiro e início de abril.
NO Brasil, especificamente, instituições que geram maior desconfiança na população são o Congresso Nacional, os governos (local e federal) e a Presidência, segundo a pesquisa. O levantamento também apontou que há insatisfação da população com as medidas adotadas pelos governos da América Latina e do Caribe com relação ao controle da corrupção. Segundo a pesquisa, 57% acham que o governo de seus países não estão fazendo um bom trabalho na abordagem dos riscos de corrupção.
DE acordo com os resultados do expediente geral foi apontado que, em 2018, nos 18 países abarcados pela pesquisa, aproximadamente 56 milhões de pessoas pagaram propina por serviços como assistência médica ou educação. A polícia é o serviço público mais propenso a exigir e ganhar propina, indicou o Barômetro. O Brasil apresentou uma das menores taxa de suborno geral: 11%, atrás de Barbados, 9%, e Costa Rica, 7%. O País apresenta ainda a terceira maior taxa de compra de votos (40%) logo atrás da República Dominicana (46%) e do México (50%). O Brasil também ocupa o terceiro lugar em uma lista diferente, sobre a porcentagem dos que acreditam que pessoas comuns podem fazer a diferença na luta contra a corrupção. A média dos 18 países ficou em 77%, mas, segundo o levantamento, 82% dos entrevistados brasileiros acreditam ser parte importante no combate à corrupção.
EXPORTAÇÃO de frango está de vento em popa. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior o Paraná foi responsável por aproximadamente metade do volume exportado de carne de frango, pelo Brasil, para a China em agosto (48%), com cerca de 18,1 mil toneladas enviadas pelos nove frigoríficos já habilitados até então. A habilitação de mais quatro plantas frigoríficas paranaenses – inclusive da região de Paranavaí – para exportação de carne de frango para a China, neste mês de setembro, foi vista como promissora pelos empresário do setor que esperam um avanço ainda maior na produção e nos embarques do segmento no estado. 
PRESIDENTE Jair Bolsonaro fez ontem o discurso de abertura da 74ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, como acontece desde a criação do órgão, em 1947. Mas, por que? A explicação mais viável foi a decisiva participação do Brasil na criação do Estado de Israel, em que Oswaldo Aranha foi decisivo, e a pacificação da região, por decisão dos 51 países fundadores da ON – hoje são 193. Não existe nenhuma regra escrita para o privilégio do Brasil, mas é seguida desde meados do século passado.  
OUTRA explicação: seria um consolo para o Brasil por ter ficado fora do Conselho de Segurança da ONU, ao ser criado por Estados Unidos, Rússia, França, China e Reino Unido, por veto de Winston Churchill (Reino Unido) e Josef Stalin (Rússia). Até hoje o Brasil ainda não conseguiu entrar.  
DESDE a criação da ONU coube ao Brasil o discurso de abertura, mas quem fazia eram os embaixadores brasileiros. Só que após a chamada redemocratização, sete presidentes – agora oito com Bolsonaro – resolveram eles mesmos falarem: José Sarney (2 vezes), Collor (2), Itamar Franco (nenhuma), FHC (1), Lula (6), Dilma (5) e Michel Temer (3). 
FRASE: O homem comum fala, o sábio escuta, o tolo discute (Sabedoria Oriental).

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