Colunista
“ENCONTRAR o caminho de uma nova ordem social que possa resgatar a autoestima do cidadão e o desenvolvimento do país “depende apenas do Governo Federal em pressionar o Congresso Nacional para instituir leis claras desvinculadas da tutela do STF que, hoje, cria insegurança nacional, a exemplo da discussão em pauta que pode acabar com a prisão de condenados em 2ª Instância”, observa o senador paranaense Oriovisto Guimarães. Antes de ser um profeta do caos, tem sugestões para o país sair da crise, o que poderá acontecer a partir de 2024. 
RELATOR do Plano Plurianual que desenha o planejamento e traça as metas de investimentos do governo federal para os próximos quatro anos, relata que o “governo está, literalmente, falido, que terá um déficit primário – não consegue pagar as contas e terá que tomar empréstimos – todos os anos antes de pagar os juros da dívida interna. Esta dívida, explica o senador, tem aumento diário de R$ 1 bilhão e a maioria provém da Previdência e da folha do funcionalismo público. A projeção do PPA para 2020 a 2023 é de R$ 6,8 trilhões e somente com a Previdência Social o governo terá que disponibilizar R$ 2,9 bilhões, o que representa 66% do total do orçamento e mais R$ 1,5 trilhão de gastos com pessoal (34%), o que soma R$ 4,4 trilhões de uma receita prevista de R$ 7,2 trilhões no período. Portanto, uma receita estimada de R$ 7,2 trilhões, uma despesa de R$ 8,3 trilhões o que resulta em um déficit de R$ 1,1 trilhão.
ORIOVISTO, que apresentou estes números ao ministro da Economia, Paulo Guedes, durante audiência pública na Comissão Mista de Orçamentos e foi elogiado pelo próprio Guedes devido ao trabalho que dedicou a traçar um perfil da crise econômica do país, também mostrou perspectiva política e econômica para os próximos três anos a empresários paranaenses na semana passada em Curitiba. Segundo o senador, existem duas saídas para o Brasil voltar a crescer: (1) Seria através de investimentos do governo federal o que provocaria crescimento e, com isso, surgiria um ciclo virtuoso, onde as pessoas comprariam mais e o comércio, indústria e serviços criariam mais empregos. “Por esta via, infelizmente, não acontecerá, porque o governo não tem dinheiro para investir”. (2) De acordo com estudos do senador, é através  da iniciativa privada, onde teria que ter, no país, um ambiente favorável para tais investimentos, começando com soluções que dependem única e exclusivamente da política. 
PARA o empresário, hoje aposentado e que se dedica à função de Senador da República, os investidores querem: Estado de direito, liberdade econômica, regras claras e estáveis, simplificação das relações trabalho e capital, estabilidade da moeda, boa gestão das contas públicas, tributação simples e moderada e justiça eficaz. “Com isso, teremos um ambiente para crescimento”, prevê.
NESSA linha de raciocínio, Oriovisto Guimarães pauta a aprovação das reformas necessárias para alavancar o país. A reforma política é uma delas, pois dará estabilidade à iniciativa privada e à sociedade e acabaria, também, com o grande número de partidos o que ele chama de “base da nossa ingovernabilidade”. Segundo o senador, são 30 partidos que só pensam no fundo partidário para campanhas e assim não se consegue negociar.
Guimarães também defende o fim do foro privilegiado que, na sua opinião, está nas mãos do STF que “não condena ninguém e apenas quer soltar presos que lesaram os cofres públicos”. Segundo ele, “todos os congressistas que têm processo no STF terão que, efetivamente, responder pelas suas ações na 1ª Instância, com juízos como o atual ministro Sergio Moro. Isto resultaria em uma limpeza no Congresso Nacional”, prevê. Neste contexto, observa, o STF deixaria de ter a importância que hoje tem e abriria espaço para o Senado tocar para frente a CPI da Lava Toga.
RELATOR da PEC 12/2019, proposta pelo também senador paranaense Alvaro Dias, Oriovisto quer a redução do número de congressistas. O Senado Federal, que hoje conta com 81 senadores, reduziria em um terço e ficaria com 54 e a Câmara Federal, hoje com 513 deputados, ficaria com 342, também diminuindo um terço do seu contingente. Ele chama de “sala de loucos” o Congresso e o STF. Guimarães incluiu na PEC a redução, também, na mesma proporção, dos deputados estaduais. “Isso seria um bem para o país, pois reduziria as chances das negociatas, do toma lá dá cá, do número de partidos políticos e daria mais transparência para a população acompanhar as ações dos congressistas”, disse. O grupo “Muda Senado, Muda Brasil” é formado por 21 senadores e tem como objetivo cobrar atitudes do presidente do senado, Davi Alcolumbre, principalmente quanto à CPI da Lava Toga, além de dar visibilidade a temas de grande repercussão nacional. 
VOLUME de empresas negativadas continua crescendo, embora a taxas menores em relação ao período mais crítico da crise econômica. De acordo com o Indicador de Inadimplência de Pessoas Jurídicas, calculado pela CNDL e pelo Serviço de Proteção ao Crédito, a alta foi de 4,14% em setembro na comparação com o mesmo mês do ano anterior.
QUEM não compareceu às urnas no último pleito por estar fora do país ainda pode justificar a ausência por meio da internet. Basta acessar o Sistema Justifica, uma ferramenta on-line desenvolvida pelo Tribunal Superior Eleitoral para dar comodidade aos eleitores que não puderam votar nem justificaram a ausência. A justificativa mediante a ferramenta deve ser apresentada em até 60 dias, contados a partir da data de cada turno do pleito, ou, ainda, em 30 dias após o retorno do eleitor ao Brasil.
CHEGOU a US$ 4,274 bilhões, segundo dados divulgados pelo Banco Central, o déficit em transações correntes, que são compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda do Brasil com outros países, O resultado ficou bem acima do registrado em igual mês de 2018: déficit de US$ 1,757 bilhão.
PRESIDENTE Bolsonaro admitiu nesta terça-feira (29), na Arábia Saudita, que a publicação em sua conta no Twitter em que se compara a um leão sendo atacado por hienas  foi um “erro” e, por isso, pede desculpas. No vídeo divulgado segunda-feira (28) os animais que ameaçam o leão levam o símbolo de instituições, como o STF, a ONU, o seu partido, PSL, e siglas de oposição – entre as quais o PT e o PCdoB – além da imprensa. 
POSTAGEM foi apagada cerca de duas horas depois diante de forte repercussão negativa. A trilha sonora épica dá espaço a uma gravação do presidente repetindo o seu lema de campanha: “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos” (Informações de O Estado de S. Paulo).
FRASE: A educação exige os maiores cuidados, porque influi sobre toda a vida (Sêneca)

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