Colunista
EXISTEM hoje no Brasil 2,2 milhões de professores na rede pública de ensino. Deste total, 66% ou dois a cada três professores brasileiros já pediram afastamento por motivo de saúde, como estresse, dor de cabeça, dores musculares e outras. No município do Rio de Janeiro, por exemplo, um professor é licenciado a cada três horas por doenças ligadas ao estresse. Os dados foram apresentados na Comissão de Educação pelo presidente do colegiado, senador Dário Berger (MDB-SC). O senador disse ainda que 13% dos professores já sofreram algum tipo de agressão em sala de aula, seja física, verbal ou discriminatória. 
BRASIL é líder no ranking mundial em agressões deste tipo. Para o senador Flávio Arns (Rede-PR), o professor precisa ser valorizado e ter plano de carreira adequado e tempo para desenvolver as atividades docentes, segundo reportagem de Rodrigo Resende, da Rádio Senado. Pesquisa feita pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico sobre violência em escolas, com mais de 100 mil professores, o Brasil lidera o ranking de agressões contra docentes. Dentre os professores ouvidos, 12,5% afirmaram ser vítimas de agressões verbais ou intimidações de alunos.
EM São Paulo, segundo levantamento feito pela GloboNews, o número de agressões a professores cresceu 73% em 2018 em relação ao ano anterior. Já dados divulgados sobre uma pesquisa feita pelo Sindicato dos Professores de São Paulo apontam que mais da metade dos docentes da rede estadual de ensino afirmam já ter sofrido algum tipo de agressão, sendo a mais comum a agressão verbal (44%), seguida por discriminação (9%), bullying (8%), furto/roubo (6%), e agressão física (5%).
COMISSÃO de Constituição e Justiça da Alep aprovou segunda-feira (4) projeto do governo que prorroga por mais um ano os mandatos dos atuais diretores e diretores auxiliares das escolas da rede estadual. A eleição deveria ser realizada entre novembro e dezembro deste ano. A justificativa é que a paralisação dos professores em junho deste ano atrapalhou o calendário. Segundo o projeto, os diretores devem permanecer na função até dezembro de 2020. 
LÍDER da oposição, deputado Tadeu Veneri (PT), questionou a prorrogação por entender que a coincidência entre a eleição da comunidade escolar e as eleições municipais deveriam ocorrer em anos diferentes para não haver interferências no processo nas escolas. Mas não prevaleceu.
COMISSÃO de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa do Paraná aprovou o relatório do presidente, deputado Fernando Francischini, do projeto de lei que autoriza o Poder Executivo a contratar operação de crédito no valor de R$ 1,5 bilhão com instituições bancárias públicas e privadas, com garantia da União. A matéria será encaminhada para a Comissão de Finanças.
Protocolada no último dia 14 de outubro, a mensagem governamental chegou à CCJ no dia 29, quando teve a sua tramitação paralisada por um pedido de vista do deputado Tadeu Veneri (PT). O projeto apresenta como justificativa o levantamento de recursos para financiar obras de infraestrutura nas áreas de rodovias, segurança pública e segurança. Os empréstimos terão de ser avalizados pelo Tesouro Nacional, mas em contrapartida o governo estadual apresenta como garantias, entre outras, as receitas tributárias e a parcela que lhe cabe no Fundo de Participação dos Estados.
PRESIDENTE Jair Bolsonaro (PSL) exonerou segunda-feira (4) o pianista Miguel Proença da Presidência da Fundação Nacional de Artes (Funarte). Para o seu lugar, o principal cotado é o atual diretor do Centro de Artes Cênicas da Fundação, o bolsonarista Roberto Alvim. O cargo equivale atualmente ao de ministro da Cultura. Alvim ganhou os holofotes da mídia depois que protagonizou um embate público com a atriz Fernanda Montenegro. Ele usou as redes sociais em setembro para atacar a atriz, após ela ter posado para ensaio da revista Quatro Cinco Um. “A foto da sórdida Fernanda Montenegro como bruxa sendo queimada em fogueira de livros, publicada hoje na capa de uma revista esquerdista, mostra muito bem a canalhice abissal destas pessoas”, publicou Alvim, em texto em que ressalta que “trata-se de uma guerra irrevogável”. 
PIANISTA Miguel Proença disse que o fato de fazer a defesa da atriz Fernanda Montenegro foi determinante para a sua saída da Funarte. Depois da declaração de Alvim, Proença prometeu fazer um concerto em homenagem à atriz. Doutor em Música e pianista de renome internacional, Proença, 80 anos, estava desde fevereiro deste ano na Presidência da Funarte, que é responsável pelo desenvolvimento de políticas públicas de fomento a artes visuais, música, circo, dança e teatro.
NOVO presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) do Paraná, deputado estadual Arilson Chiorato, acusou a direção da rede de supermercados Condor de prática de “racismo”, em razão da nota em que anunciou o boicote do grupo à Rede Globo de TV como protesto contra a cobertura jornalística da empresa sobre o governo Bolsonaro (PSL). Na nota, a direção do Condor informou que não vai mais anunciar na emissora por não concordar com a linha editorial adotada pelos programas jornalísticos da emissora em relação ao atual governo. 
NO texto a empresa se refere aos governos do PT anteriores à administração Bolsonaro como “era negra em que vivemos sob a administração petista”, alegando que nessa época, “a emissora não agia da mesma forma”. Para o presidente do PT paranaense, não há nada de errado em escolher em que veículo anunciar. O problema, segundo Chiorato, foi o fato de que a nota do Condor atacou o governo do PT, chamando o período governado pelo partido de “era negra” e de desemprego. Para ele, o Condor agiu de forma racista e preconceituosa.
SECRETÁRIO especial de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, general Maynard Marques de Santa Rosa, pediu na tarde de segunda-feira (4) demissão do cargo. Outros cinco militares, entre generais e coronéis, devem acompanhá-lo. Segundo o blog O Antagonista, Santa Rosa estava insatisfeito com o descaso dado pelo ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Jorge Antonio de Oliveira Francisco, ao trabalho desenvolvido pela área de Assuntos Estratégicos.
FORAM aprovadas pela Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa as novas regras para o uso da verba de ressarcimento para gastos dos deputados. Entre as mudanças está a possibilidade de pagamento de diárias para custear as despesas dos parlamentares em viagens sem a necessidade de apresentação de notas fiscais para a comprovação dos gastos, e a vinculação da verba à Unidade de Padrão Fiscal do Paraná, com reajuste anual automático. 
ATUALMENTE, cada um dos 54 deputados tem direito a R$ 31.470,00 para gastos com telefone, alimentação, transporte, combustível, entre outras despesas. O pagamento é condicionado à apresentação de notas fiscais que comprovem esses gastos. A proposta prevê a possibilidade de que os deputados recebam diárias para custearem despesas com alimentação e hospedagem quando em viagem para atividades parlamentares, em um limite de 12 ao mês. 
NO caso da alimentação, as notas fiscais teriam valor máximo limitado a R$ 208,40 por nota. Substitutivo do deputado Marchese previa 17 mudanças no texto original. Entre eles a proibição de acúmulo do saldo das verbas de ressarcimento de um mês para o subsequente. Atualmente, o deputado que não gastar toda a verba em um mês, pode usar o saldo no mês seguinte.
FRASE: A pior democracia é preferível à melhor ditadura (Ruy Barbosa).

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