Colunista
RELEMBRANDO o 29 de abril de 2015 no Centro Cívico em Curitiba – quando deputados tiveram que chegar e deixar o local de camburão – o gabinete militar, responsável pela segurança da Assembleia Legislativa, recomendou que os deputados adotem medidas de segurança para acessar as dependências do Legislativo na próxima segunda-feira (29), quando servidores devem promover um protesto pedindo reposição nos salários da categoria que estão congelados há três anos e somam uma defasagem de 16%. 
NO documento, assinado pelo major Robson Luiz Selleti, o gabinete sugere que os parlamentares entrem na Alep pelo portão do Tribunal de Justiça. No mesmo ano, em 29 de abril, ocorreu uma ação da Polícia Militar por determinação do então secretário de Segurança Fernando Francischini, hoje deputado estadual, em que mais de 200 pessoas ficaram feridas. A ação, a pedido do presidente da Assembleia Ademar Traiano (PSDB) na época, mobilizou 1,2 mil policiais para impedir nova ocupação, já que o governo Beto Richa (PSDB) exigia que o projeto fosse aprovado. O grupo foi apelidado pelos servidores e pela oposição de “Bancada do Camburão”. 
PRESIDENTE do Fórum das Entidades Sindicais do Paraná (FES), a paranavaiense Marlei Fernandes de Carvalho, afirma que o contexto do protesto de segunda-feira é diferente das manifestações de 2015. “Nós não temos neste primeiro momento nenhum projeto de lei na Assembleia (como havia em 2015). Tivemos audiência pública lá dentro (na terça). (Nos protestos de 2015) era um momento diferente. Nós já falamos com todos os deputados nesta semana, entregamos a nossa reivindicação a todos eles. Queremos o apoio da maioria. E o que temos sinalizado até agora é que podemos ter apoio da maioria”, confia. Segundo a presidente da FES, não há intenção de pressionar deputados neste momento. “A manifestação é pacífica, vai sair da Praça Santos Andrade e ir em direção ao Palácio Iguaçu. Não tem nenhum alarde em relação a segurança. Aliás, queremos estar seguros”, enfatiza. 
GOVERNADOR Ratinho Jr (PSD) designou um grupo de secretários para receber representantes dos sindicatos na segunda-feira. Será a primeira reunião específica sobre o reajuste da categoria. Desta vez, o ato terá participação de agentes penitenciários que já aprovaram a paralisação em assembleia, além de integrantes de outras categorias que devem participar no contraturno. Servidores devem vir de diversas cidades do Interior do Paraná para Curitiba. 
PROJETO de lei protocolado por nove integrantes da mesa executiva da Assembleia Legislativa propõe o congelamento do salário do governador Ratinho Júnior em R$ 33.763,00 até o final de seu mandato, em 31 de dezembro de 2022. Ele mesmo havia anunciado a possibilidade em janeiro. Na justificativa os deputados destacam que em 2007 a Lei 15.433 definiu a remuneração do governador do Estado com base no subsidio mensal dos ministros do STF, que até o ano passado foi de R$ 33.763,00. Mas, no final do ano passado o Senado aprovou projeto de lei para aumentar esse valor em 16,38%, passando o teto para R$ 39.293,32. 
DIRIGENTES da Assembleia argumentam que este aumento “representa um impacto em grande escala no Paraná uma vez que a remuneração do governador serve de base para estabelecer o salário das demais autoridades e servidores do Estado. O projeto, segundo a justificativa, está sendo apresentado com base num estudo (impacto mensal/anual) da própria Secretaria de Administração e da Previdência. 
TRIBUNAL de Justiça do Paraná, através da 2ª Câmara Criminal, manteve anteontem as penas de prisão do ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado, Heinz Erwig, e do ex-secretário da Fazenda e ex-presidente da Copel, Ingo Hubert. Ambos devem cumprir a condenação em regime semiaberto. No caso de Heinz, por ter sido reduzida para cinco anos, a pena já prescreveu. Ambos foram acusados de participar de desvio de créditos tributários devidos à Copel, no valor de quase R$ 40 milhões, para a empresa Olvepar. Desta operação ilícita participou também o notório doleiro Alberto Youssef, delator de diversos casos incluindo a Operação Lava Jato. O processo Copel/Olvepar tramitou pela Justiça durante 16 anos.
JUIZ Fernando Bardelli Fischer, da 13ª Vara Criminal de Curitiba, determinou a reabertura do processo da Operação Rádio Patrulha, que investiga fraude em obras de reparo de estradas rurais do Paraná. Fischer intimou as defesas dos réus para que apresentem, se quiserem, manifestações complementares. A ação estava com seu trâmite suspenso desde o dia 31 de janeiro passado por decisão liminar do ministro João Otávio de Noronha, presidente do STJ, que atendeu a um habeas corpus impetrado por um dos réus, o ex-governador Beto Richa (PSDB). Na última terça-feira, a 6ª Turma do STJ derrubou a liminar. Os cinco ministros da Turma acompanharam o voto da relatora, ministra Laurita Vaz, entendendo que não eram cabíveis os argumentos arrolados pela defesa de Richa. 
CAMPANHA publicitária do Banco do Brasil sobre diversidade deflagrou mais uma polêmica no governo Bolsonaro. O vídeo, que mostrava atores e atrizes negros e jovens tatuados, foi totalmente vetada pelo presidente. Com a crise deflagrada por conta da propaganda, Delano Valentim, o diretor de Comunicação e Marketing do banco, foi exonerado do cargo. 
ALÉM dos diretores da Sanepar tentarem reajuste de 12,2% dos próprios salários, diretores e conselheiros da Companhia Paranaense de Energia (Copel) tentam o mesmo. A Copel apresentou uma proposta de reajuste de 5,8% na remuneração dos executivos da empresa para 2019 em relação ao valor aprovado pelos acionistas em 2018. A votação sobre o aumento está pauta da assembleia geral marcada para próxima segunda-feira (29). A proposta apresentada pela administração da Copel prevê uma remuneração total de R$ 13,6 milhões à diretoria. Depois da repercussão, a Copel informou que “não haverá reajuste salarial do quadro de administradores e conselheiros da companhia em 2019”. 
PENA de 22 anos, 8 meses e 20 dias, em ação penal no âmbito da Operação Lava Jato, foi pedida pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, ao STF contra o senador Fernando Collor (PROS). Ela apontou a suposta participação do senador em propinas que, somadas, chegariam a R$ 50,9 milhões em contratos da BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras. Ele é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro entre 2010 e 2014.
AO ser questionado sobre como está sua relação com o vice, Hamilton Mourão, o presidente Jair Bolsonaro disse que o papel de vice-presidente é uma “sombra que às vezes não se guia de acordo com o sol, mas por enquanto está tudo bem”. “Como um excelente casamento, se todo mundo disser sim não vai dar certo”, afirmou em café com um grupo de jornalistas convidados. “A gente continua dormindo junto. O problema é quem vai lavar a louça no final do dia”, acrescentou o presidente. 
SENTADO ao lado, o vice emendou: “Ou cortar a grama”. Bolsonaro continuou: “Sei que meu filho (Carlos) tem um ânimo um pouco exaltado. Esse casamento (com Mourão) é, no mínimo, até 2022”. O presidente disse que nem sempre fica satisfeito com o que seu filho posta, mas garantiu que o vereador vai continuar “colaborando”.
FRASE: Em um mundo feito de aparências, feliz é aquele que é feito de verdades (Popular).

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