Colunista
EMBORA discretamente, começa a dança dos partidos também em Paranavaí, visando a reorganização para a disputa das eleições municipais do ano que vem. Nos últimos dias pelo menos dois partidos enfrentaram a renúncia de seus principais dirigentes. Depois do MDB, que era presidido por Valdir Tetila, nesta semana foi o PSDB do ex-governador Beto Richa, cujo presidente, o advogado Ary Bracarense Costa Júnior, decidiu abandonar as fileiras.
APESAR dessas duas renúncias aos cargos de presidente, outros partidos devem enfrentar o mesmo problema nas próximas semanas. Na semana que termina pelo menos quatro reuniões partidárias foram realizadas com a presença de multipartidários, governistas ligados politicamente ao governador Ratinho Júnior e ao presidente Jair Bolsonaro, e oposição.
PELO andar da carruagem, nem todos os governistas devem permanecer nos partidos ligados a Ratinho e Bolsonaro. Alguns se revelaram descontentes com o andamento da carruagem e projetam melhores perspectivas de suas candidaturas – prefeito, vice ou vereador – em partidos diferentes. Pelo menos se dizem apoiados em pesquisas internas.
UM partido que poderá perder algumas de suas principais lideranças em Paranavaí é o PT de Lula. Essas lideranças confidenciam que não veem mais espaço para candidaturas neste momento, diante de tantas denúncias contra as principais lideranças nacionais petistas. A tendência é se direcionarem para o PSol ou PSTU.
SEM confirmação, dois tradicionais líderes petistas locais que têm admitido conversações com lideranças desses partidos  são os ex-vereadores César Alexandre e Daniel Moreira. Eles projetam candidaturas a prefeito, vice ou vereador, dependendo das composições que conseguirem. Eles já vêm mantendo contatos com lideranças de bairros, locais da cidade onde sempre obtiveram expressivas votações.
ESTUDO do Instituto Fiscal Independente (IFI) sobre o impacto da reforma da Previdência nas contas públicas, publicado pelo Senado, para auxiliar na decisão dos parlamentares, empacou na falta de transparência do Legislativo, Judiciário e do Ministério Público. A análise da contribuição previdenciária não pôde ser realizada devido à ausência de dados sobre “distribuição de salários e aposentadorias”. Para ter o valor dos gastos dessa turma com previdência e salários, os pesquisadores do IFI terão de checar contracheque por contracheque. Sem acesso aos gastos com salário e previdência no Legislativo, no Judiciário e no MP, restou ao IFI calcular a estimativa: R$29,3 bilhões. Segundo o IFI, a arrecadação com as contribuições previdenciárias dos servidores do Executivo deve aumentar R$ 25,5 bilhões em 10 anos.
TRÂNSITO provocou em 2018 mais mortes do que os crimes de homicídio, latrocínio e lesão corporal seguida de morte, os chamados crimes violentos em nove Estados brasileiros, inclusive no Paraná. É o que mostra levantamento realizado pela Seguradora Líder, administradora do Seguro Dpvat. O levantamento compara o total de indenizações pagas por morte pelo seguro obrigatório e os dados das Secretarias Estaduais de Segurança Pública.
São Paulo e Minas Gerais lideram a lista, com 5.462 e 4.127 sinistros pagos por acidentes fatais no trânsito contra 3.464 e 3.234 óbitos por crimes violentos, respectivamente. 
PARANÁ ocupa a terceira posição neste ranking de fatalidades. Em 2018 foram 2.712 mortes em acidentes contra 2.088 por crimes violentos. Estão na lista ainda Santa Catarina, Mato Grosso, Piauí, Mato Grosso do Sul, Tocantins e Rondônia. Os nove estados somaram mais de 17 mil pagamentos do Seguro Dpvat destinados à cobertura por morte, representando 46% do total de sinistros pagos por acidentes fatais em todo o país no ano passado. Já os crimes violentos somaram 12.559 óbitos no mesmo período.
MOTOCILETAS estiveram entre os veículos com maior participação nos acidentes fatais em todos os Estados. No Piauí elas foram responsáveis por 73% dos pagamentos de indenização do seguro obrigatório para este tipo de cobertura. Os números reforçam a distância do Brasil em relação ao cumprimento da meta fixada junto à Organização das Nações Unidas (ONU), em 2011.
SENADOR Alvaro Dias (PODE-PR) também criticou o corte linear de 30% nas verbas de custeio do orçamento descentralizado das universidades e instituições federais pelo Ministério da Educação. Alvaro disse que defende uma fase de enxugamento, mas critica o ataque pontual. “Retirar recurso da universidade porque houve algum ato de balbúrdia é punir aqueles que são comportados, disciplinados. Nem todos participam de balbúrdia na UNB. Se houve, certamente, nem todos participaram. Então este critério é inadequado para uma área tão importante como a Educação. Claro que há necessidade de investir na educação da primeira infância, mas um investimento não pode anular o outro”, disse Alvaro Dias no Plenário do Senado. Os senadores paranaenses Oriovisto Guimarães e Flavio Arns também condenaram os cortes. 
BRASILEIROS voltaram a retirar dinheiro da poupança em abril. No mês passado os saques superaram os depósitos em R$ 2,88 bilhões, informou o Banco Central. Essa foi a maior retirada líquida da caderneta para meses de abril desde 2016 (-R$ 8,25 bilhões). O cenário ainda é de influência na queda da renda e do desemprego.
TRABALHADORES da Educação, incluindo professores da rede estadual de ensino, devem realizar uma paralisação no dia 15 de maio como parte da mobilização da “Greve Nacional da Educação – Contra o Desmonte da Aposentadoria”, convocada pela Central Única dos Trabalhadores. A APP-Sindicato, que representa os professores das escolas estaduais, lembra que a paralisação foi decidida em assembleia da categoria e estava já previamente agendada. A direção da APP explica que, em vez de ato estadual, nesta data as atividades vão acontecer em atos regionais. Paralelamente a comunidade acadêmica das instituições federais de ensino, como a UFPR, devem também promover um ato na mesma da data. 
NÚMERO de transações bancárias feitas pelo celular por meio de aplicativos cresceu 24% em 2018 em comparação ao ano anterior. Segundo pesquisa da Febraban, o número de transações bancárias com movimentações financeiras cresceu 33%. A quantidade de transações com movimentações financeiras por celular aumentou 80%. 
TRABALHADORES que ainda não sacaram o Abono Salarial ano-base 2017 têm até o dia 28 de junho para procurar uma agência bancária e retirar o dinheiro. Mais de 2,33 milhões de pessoas com direito ao benefício ainda não resgataram o recurso. Elas representam aproximadamente 10% do total. O valor disponível para saque chega a R$ 1,53 bilhão. 
NO Paraná, 25.252 pessoas “esqueceram” R$ 17.362.734,53. O Abono Salarial ano-base 2017 começou a ser pago em 26 de julho de 2018. Desde então, já foram pagos 22,28 milhões de trabalhadores, o que representa 90,51% do total. Os valores sacados até 8 de maio (última atualização) somam R$ 17,17 bilhões. Os empregados da iniciativa privada, vinculados ao PIS, sacam o dinheiro na Caixa. 
PARA os funcionários públicos (Pasep), a referência é o Banco do Brasil. Tem direito ao abono salarial calendário 2018/2019 quem estava inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos, trabalhou formalmente por pelo menos 30 dias em 2017 com remuneração mensal média de até dois salários mínimos. Além disso, é preciso que os dados do trabalhador tenham sido informados corretamente pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais). 
FRASE: Olhos que olham são comuns, olhos que veem são raros (Oswald Sanders)  

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