Colunista
DIRIGENTES de Associações de prefeitos do Paraná reúnem-se nesta terça em Curitiba para debater suas reivindicações para a 22ª Marcha dos Municípios a Brasília. A marcha está programada para os próximos dias 8 a 11 de abril. Entre as reivindicações estão novas regras para o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) permanente; de licitações e de consórcios, reforma tributária; teto dos gastos públicos federais e aprovação da Medida Provisória do Saneamento; repasses dos programas federais do Ministério da Cidadania, como para os Centros de Referência de Assistência Social (CRASs); convênios em andamento; pagamentos referentes às obras; programa Mais Médicos; saúde indígena; e nova previdência. 
COM 399 municípios o Paraná estará presente em peso no maior evento político brasileiro dedicado à pauta da gestão municipal, segundo dirigentes de associações. O Estado chegou a 50% dos prefeitos confirmados e ocupa o 2º lugar na lista de maior número de inscritos para o evento, atrás apenas de Minas Gerais. Além das 201 lideranças do Executivo, 40 vereadores e 62 participantes em geral fizeram sua inscrição. Em 2018, foram 145 dos 399 prefeitos paranaenses, à capital federal.
ÍNDICE de confiança do empresário do comércio, elaborado pela CNC e divulgado pela Fecomércio-PR, mostra que os empresários paranaenses estão mais confiantes no mês de março. Com 113,4 pontos, o índice oscilou positivamente em 17,5% na variação anual e 5,9% na comparação com fevereiro. 
MINISTRO da Economia, Paulo Guedes, elogiou projeto do senador Oriovisto Guimarães (PODE) que estabelece a responsabilidade compartilhada dos servidores públicos e dos governantes, durante audiência pública no Senado, realizada pela Comissão de Assuntos Econômicos. A proposta proíbe estados com déficit primário de promoverem aumento de gastos com despesas não obrigatórias como locação de imóveis e veículos, pagamentos de diárias e passagens e aquisição de automóveis, bem como o aumento para o funcionalismo público, seja civil ou militar. Em compensação, em caso de superávit primário, será destinado até 5% do resultado positivo em bônus aos servidores. 
NÚMERO de empresas com contas em atraso e registradas no cadastro de inadimplentes cresceu 5,02% em fevereiro na comparação com o mesmo mês de 2018. Além disso, cada empresa devedora continua acumulando, em média, duas pendências financeiras. Os dados são da CNDL e do SPC Brasil.
CONCESSIONÁRIA de pedágio Viapar fechou acordo de leniência com o Ministério Público Federal no Paraná concordando em ressarcir os cofres públicos em R$ 500 milhões, por conta das irregularidades denunciadas na Operação Integração – fase da Lava Jato que investiga um esquema de pagamento de propina a agentes públicos do Estado. No início do mês, outra concessionária, a Rodonorte, já havia fechado acordo com a força-tarefa da Lava Jato, comprometendo-se a ressarcir o Estado em R$ 750 milhões. 
COM os acordos as empresas evitam ficarem impedidas de promoverem novos contratos com o poder público. Ambas as negociações ainda dependem de homologação da Justiça Federal. 
SEGUNDO a denúncia da Lava Jato, as seis concessionárias de pedágio no Paraná pagaram propina a agentes públicos estaduais em troca do cancelamento de obras e aumento de tarifas. As acusações são baseadas nas delações premiadas do ex-diretor do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná, Nelson Leal Júnior, e de executivos das concessionárias. 
GAECO do Ministério Público do Paraná prendeu em Curitiba no último dia 29 Pablo Augusto Granemann, na 5ª fase da Operação Quadro Negro, que apura desvio de mais de R$ 20 milhões que deveriam ser usados na construção de escolas estaduais. Segundo o MP, ele seria intermediário de Luiz Abi Antoun, primo do ex-governador Beto Richa (PSDB), no recebimento de propina do esquema. De acordo com a promotoria, na época dos fatos investigados, entre 2011 e 2014, Granemann teria trabalhado como motorista de Antoun. Atualmente ele tem um cargo comissionado no Tribunal de Contas do Estado do Paraná, lotado no gabinete do conselheiro Fernando Guimarães. Em nota, o TC afirma que a prisão não tem qualquer relação com o cargo ocupado pelo investigado. 
CONGRESSISTAS de direita e centro-direita passaram a semana passada manifestando preocupação com a forma como o Executivo, em especial Bolsonaro, trata o Legislativo. O presidente fez provocações públicas a Maia, que retribuiu. As discussões envenenaram o ambiente político e as expectativas do mercado. Na quinta-feira (29), a disputa arrefeceu, mas o ceticismo permanece. Sem esforço de Bolsonaro para organizar uma base aliada para aprovação da reforma da Previdência, deputados dizem que ele flerta com o caos na intenção de desmoralizar o Congresso perante a opinião pública. A conversa chegou a Maia. “Precisamos ter paciência e fortalecer o Poder Legislativo”, disse o presidente da Câmara.
MONITORAMENTO da empresa Atlas Político identifica que dos 30 deputados federais paranaenses apenas oito são a favor da reforma da Previdência. Cinco dão apoio parcial; seis são contra e 11 estão indefinidos. A empresa está fazendo um monitoramento diário entre os 513 deputados sobre a aceitação da reforma da Previdência na Câmara e o resultado está publicado no site do Valor Econômico. Dos 513 deputados, ontem apenas 93 eram a favor; 77 davam apoio parcial; 199 estavam indefinidos e 144 eram contra.
NA bancada paranaense se posicionavam a favor da reforma proposta os deputados Christiane Yared, Felipe Francischini, Pedro Lupion, Stephanes Júnior, Toninho Wandscheer, Aline Sleutjes, Felipe Barros e Paulo Martins.
DEPUTADO federal Ricardo Barros (PP) vai presidir a comissão especial que analisará a medida provisória 859/18. A MP trata de empréstimos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço para os hospitais filantrópicos e sem fins lucrativos. Antes dela, o FGTS só podia ser aplicado em habitação, saneamento básico e infraestrutura urbana. Barros afirma que a linha de crédito com recursos do Fundo é um importante auxílio para as santas casas e os hospitais filantrópicos continuarem a atender pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
ONTEM pela manhã os deputados membros da Comissão de Segurança, que são ex-policiais, sob a presidência do deputado Coronel Lee, se reuniram no auditório legislativo para ouvir o secretário da Segurança do Estado, general Carbonell. Antes do início da exposição, o coronel Lee pediu aos jornalistas que se retirassem. Nada de imagem com o general. O assunto era o Porto de Paranaguá, onde se supõe que corre uma investigação sobre assuntos cabeludos da gestão anterior, que tem inclusive deputados envolvidos. Logo, é de se supor que algo muito sigiloso foi revelado. O secretário general Carbonell deu o seu recado em menos de meia hora.
DEPOIS da saída do general Carbonell, a reunião prosseguiu, e a informação oficial sobre o evento é a de que órgãos de segurança vão trabalhar em conjunto para dar mais agilidade no atendimento aos caminhoneiros que chegam para descarregar no Porto. O grupo, convidado pela Administração dos Portos do Paraná, discute formas efetivas de combater assaltos, vazadas e crimes ambientais. “Ora pois, a parte visível da notícia é mais antiga que a batalha do Cormorant. Jornalista sempre acha que há algo mais que a versão oficial de uma reunião feita a portas fechadas”, comentou o jornalista Fábio Campana. O nome de um deputado que representa a região estaria sendo bastante citado.
FRASE: A esmola, quando é dada, ou mata de vergonha ou vicia o cidadão (Luiz Gonzaga)

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