Colunista
PRESIDENTE Bolsonaro comemorou as manifestações de domingo em seu favor e após exaltar os manifestantes que foram às ruas em defesa do governo, admitiu ter exagerado ao chamar de “idiotas úteis” os participantes dos protestos contrários ao bloqueio de recursos da educação no último dia 15, principalmente alunos e servidores da área. “Eu exagerei, concordo, eu exagerei. O que diz aí o certo é que são os inocentes úteis. A grande maioria são garotos inocentes que não sabiam o que estavam fazendo lá.”
SEGUNDO Bolsonaro, “a garotada foi pra rua contra corte na educação”, sem estar ciente de que se tratava de um contingenciamento de recursos. “Eu deixei de gastar, não tirei o dinheiro do banco. Eu segurei aproximadamente 3,6% do montante. Quer dizer, 30% de 12% das despesas discricionais. E a molecada foi usada, essa garotada foi usada por professores inescrupulosos, uma parte né, para fazer manifestação política contra o governo.” Em entrevista à TV Record, Bolsonaro também sugeriu que parlamentares se desvinculem do Centrão, grupo informal com cerca de 200 deputados e que foi um dos principais alvos dos atos pró-governo. 
BOLSONARO fez aceno ao Congresso ao dizer não querer brigar com o Parlamento, mas disse que a palavra Centrão, que reúne parlamentares de siglas como PP, DEM, PRB, MDB e Solidariedade virou um “palavrão” e que parte considerável dos parlamentares não quer se rotulada de “grupo clientelista”. “Então eu acho que eles têm que trabalhar para desvincular-se disso daí. Agora, a melhor maneira de mostrar que eles não têm nada a ver com o dito Centrão, que foi satanizado este nome, é ajudar a votar aquilo que interessa para o Brasil. Agindo dessa maneira terá o reconhecimento por parte da população”, completou.
PELO menos em 160 cidades das 5.700 de todo o País realizaram manifestações domingo. Em Paranavaí aconteceu no sábado. Segundo observadores participaram cerca de 300 veículos, o que corresponde a 0,46% da frota local. 
DE cada 100 casos de corrupção no Brasil, 97 ficam impunes na Justiça Criminal. Revelação impactante do procurador da República Deltan Dallagnol  na 48ª Convenção Estadual dos Dirigentes Lojistas encerrada no fim de semana em Joinville. O coordenador da Força Tarefa da Lava Jato enfatizou que o Parlamento precisa dar respostas no combate à impunidade, aprovando mudanças na legislação.
COM apenas cinco meses de mandato, a aprovação ao governo de Jair Bolsonaro derrete a olhos vistos, segundo análise em editorial do jornal Estadão de S. Paulo. Segundo o editorial a Pesquisa da XP/Ipespe mostra que, numericamente, a avaliação negativa do presidente já supera a positiva. O levantamento feito entre os dias 20 e 21 de maio, mostra que subiu para 36% o número de entrevistados que consideram o governo ruim ou péssimo – há duas semanas, eram 31%. Já o porcentual de entrevistados que consideram a gestão ótima ou boa passou de 35% para 34% no mesmo período. 
EM fevereiro a desaprovação a Bolsonaro estava na casa dos 17%. Já a aprovação oscilou de 40% em fevereiro para 34% agora, indicando que pode haver uma espécie de “núcleo duro” de apoio ao governo. A avaliação “regular” passou de 31% há duas semanas para 26% na última pesquisa. Isso sugere que a paciência dos que ainda esperam alguma coisa positiva do governo está acabando rapidamente. 
SOBRE as expectativas para o restante do mandato a parcela dos otimistas, que estava em 63% em janeiro, hoje está em 47%, enquanto os entrevistados mais pessimistas já somam 31% – eram 15% em janeiro e fevereiro. A pesquisa mostra que a maioria dos entrevistados (49%) ainda atribui aos governos petistas a maior parte da responsabilidade pela crise econômica, dobrou de 5% para 10% em apenas duas semanas a parcela de eleitores que responsabilizam Bolsonaro.
RAIO-X feito pela plataforma “Rede Peteca – Chega de Trabalho Infantil” revela que o Paraná é o 6º estado brasileiro que mais faz uso do trabalho infantil. Em 2015, segundo o estudo da Rede, havia 157.693 crianças e adolescentes com idade entre 5 e 17 anos trabalhando no Paraná. Ainda segundo o levantamento, a exemplo de estados como São Paulo e Rio de Janeiro, no Paraná a administração pública emprega mais de 10% dessa população, via de regra de maneira regularizada: a partir dos 14 anos, como aprendiz, ou sob outros vínculos CLT. No entanto, agropecuária e comércio concentram quase 50% das ocupações de crianças e adolescentes, setores com grande grau de informalidade. 
UM fato inusitado aconteceu em Cascavel sexta-feira (24). No evento de liberação de quase R$ 60 milhões a 36 municípios da região Oeste, o deputado estadual petista Professor Lemos, que é de Cascavel, elogiou o governador Ratinho. No discursou disse que votará com o governador nos bons projetos para o Paraná.
ESTA última semana de maio deve ser “quente” na Assembleia Legislativa do Estado, com a votação do polêmico projeto “escola sem partido” e a discussão sobre a data-base do reajuste salarial anual dos servidores públicos. A proposta que pretende restringir discussões sobre política, gênero e sexualidade na rede de ensino estadual está programada para ser votada em plenário nesta terça (28) depois de mais de dois anos tramitando. A APP-Sindicato – que classifica a iniciativa de “lei da mordaça” – promete mobilizar os professores para pressionar os deputados a rejeitá-la.
APRESENTADO em dezembro de 2016, o projeto ‘escola sem partido’ tem o apoio da bancada evangélica e setores conservadores, mas nunca foi colocada em votação em razão da resistência dos professores. O projeto reproduz praticamente o mesmo texto de propostas semelhantes que vêm sendo apresentados por parlamentares das bancadas evangélicas e de outros setores em câmaras municipais e assembleias de todo o País, sob a alegação de combater a suposta “doutrinação” política nas escolas.
ONTEM também aconteceu nova rodada de negociação entre representantes do governo e dos servidores sobre o reajuste da categoria. Na semana passada o quinto encontro da comissão formada para discutir o assunto terminou sem avanços. Diante da falta de uma posição do Executivo, o Fórum de Entidades Sindicais anunciou que se o governo não apresentar uma proposta até a próxima quarta-feira, vai discutir a possibilidade de uma greve do funcionalismo a partir de junho.
DISCUSSÃO entre o governo e os servidores – que estão com os salários congelados desde 2016 – se arrastam há mais de um mês. A categoria cobra a reposição das perdas relativas à inflação de 16%. Inicialmente, o governo sinalizou que não haveria qualquer aumento, alegando que o Estado já estaria no limite dos gastos com pessoal previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal. Após o protesto do funcionalismo no último dia 29 de abril, porém, o Executivo criou uma comissão para debater o tema.

FRASE: Pare de tentar acalmar a tempestade. Acalme-se você. A tempestade vai passar (Popular).

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