Colunista
GOVERNO do Estado e representantes dos sindicatos dos servidores públicos travaram anteontem (27) mais uma “guerra de números” sobre a possibilidade de reajuste do funcionalismo. O Fórum das Entidades Sindicais insiste que, ao contrário do que alega o Executivo, a situação financeira do Estado permite o pagamento da reposição da inflação dos últimos 12 meses, de 4,94%, e ainda começar a pagar as perdas de 16% acumuladas nos últimos três anos. O governo rebate alegando que os cálculos dos sindicatos não levam em conta outros fatores, como dívidas acumuladas pelo Estado em gestões anteriores. 
ÚLTIMA prestação de contas do governo, relativa a 2018, apontou que a despesa com pessoal do Executivo no ano passado foi de R$ 16,7 bilhões, o que representa 44,56% da receita corrente líquida. O resultado ficou acima do limite de alerta da Lei de Responsabilidade Fiscal (44,1%) e abaixo do limite prudencial (46,55%). O Fórum das Entidades Sindicais argumenta que a previsão inicial da Secretaria de Estado da Fazenda na Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2018 era de que o Paraná arrecadaria R$ 35 bilhões, mas no final do ano a arrecadação foi de R$ 37,2 bilhões. Com isso, afirma a entidade, haveria espaço para pagar o reajuste.  
SECRETÁRIO de Estado da Fazenda, Renê Garcia Junior, volta à Assembleia Legislativa hoje para apresentar o balanço das contas do Estado relativo aos primeiros quatro meses de 2019. 
SENADOR Oriovisto Guimarães (PODE-PR), como relator do projeto do senador José Serra (PSDB-SP), que avalia o impacto dos benefícios ou subsídios e incentivos fiscais de natureza tributária, concedidos em operações de crédito realizadas no Sistema Financeiro Nacional,  deu parecer favorável à proposta do projeto do senador José Serra (PSDB-SP), que avalia o impacto dos benefícios ou subsídios e incentivos fiscais de natureza tributária, concedidos em operações de crédito realizadas no Sistema Financeiro Nacional. Pelo projeto o Ministério da Economia será obrigado a divulgar, anualmente, demonstrativos de todos os benefícios concedidos na forma de subsídios. “O aumento da transparência é imprescindível para o país. Em um país das dimensões do Brasil, com graves desigualdades e muita pobreza, a transparência no uso dos recursos públicos é fundamental e necessária”, defendeu Oriovisto.
CÂMARA Municipal de Francisco Beltrão manteve o título de Cidadão Honorário ao ex-governador Beto Richa por 8×3. O vereador Aires Tomazoni (MDB) foi quem propôs a cassação do título sob a justificativa de que Richa “não tem condições política, moral e ética para receber a honraria”. O título foi aprovado em 2011, mas ainda não foi entregue.
VICE-GOVERNADOR do Paraná, Darci Piana, recepcionou no Palácio Iguaçu o cônsul em exercício da República de Angola, Isau Sulano Boco. Durante a audiência foram debatidas políticas para fomentar o intercâmbio e o desenvolvimento das relações comerciais, econômicas, culturais e científicas entre o Paraná e Angola. O cônsul estava acompanhado do adido comercial Manoel Delgado e do assistente geral Filomeno Matias.
DIREÇÃO nacional do MDB apresenta nesta quarta (29) nova minuta de estatuto partidário e de reestruturação de seu conselho de ética. Entre as regras propostas está a desfiliação automática de condenados pela Justiça em segunda instância. A informação é da Folha de S. Paulo, que revela (coluna Painel), que a ideia é incorporar à sigla a dinâmica da lei da Ficha Limpa. O partido vai propor que seus dirigentes sejam escolhidos para mandato de quatro anos, sem direito à reeleição. Haverá ainda a garantia de que, nos primeiros oito anos de vigência do novo estatuto, 20% das vagas de direção da sigla sejam reservadas a mulheres. Depois, o índice subiria para 30%, segundo a reportagem.
DEPOIS de ver a Rede minguar sem recursos do fundo partidário (não atingiu a cláusula de barreira), Marina Silva tem passado o chapéu entre amigos mais abastados. Ela já teria conseguido garantir o próximo ano de funcionamento do partido. Há quem defenda que Marina se lance à Prefeitura de São Paulo ano que vem ou a deputada federal em 2022 para ajudar a sigla. A ex-ministra teve cerca de 1 milhão de votos ano passado e ainda resiste a traçar um plano certeiro para a eleição. As informações são do Estadão.
EX-DEPUTADO Roberto Jefferson, condenado no mensalão, passou por Brasília e deu uma aliviada nos tropeços do governo Bolsonaro: “É uma gestão neófita, que cria problemas para si mesma. Não tem vício de natureza moral, só de origem política”, diz a revista Veja.
DEPOIS de quase um ano e meio no azul, o comércio varejista voltou a mais fechar do que abrir lojas no primeiro trimestre. O número é pequeno, mas emblemático, pois indica grande mudança de rota. E confirma o quadro de estagnação da economia, já apontado por outros indicadores. No último trimestre de 2018, o saldo entre abertura e fechamento de lojas foi positivo em 4,8 mil unidades. O ano passado também tinha sido o primeiro ano positivo de inaugurações depois da recessão, com 11 mil pontos de venda abertos. 
SALDO de lojas de 2018 é pequeno comparado às 220 mil lojas que o varejo perdeu entre 2014 e 2017. Mas era importante porque sinalizava a recuperação do setor, agora ameaçada. Os dados de abertura de lojas fazem parte de estudo da Confederação Nacional do Comércio feito com base nas informações prestadas por empresas formais e com vínculo empregatício, reunidas no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). No final do ano passado, ainda sob a influência do prognóstico favorável para a economia neste ano, a expectativa era de que 2019 encerrasse com a abertura líquida de 22 mil lojas, diz o economista-chefe da CNC, responsável pelo estudo, Fabio Bentes. Hoje, ele acredita que essa projeção está prejudicada diante do pífio desempenho da atividade econômica esperado para o ano.
ESTUDO mostra que o segmento de vestuário e calçados foi o que mais fechou lojas no primeiro trimestre deste ano – quase 400 – e também foi o que mais demitiu trabalhadores: 65,7 mil pessoas de um total de 101,4 mil funcionários no varejo como um todo. Até as farmácias, que vinham resistindo à crise, sucumbiram no primeiro trimestre. Foram fechados 196 estabelecimentos no primeiro trimestre, número que supera o encerramento de pontos de venda de móveis e eletrodomésticos. Já os supermercados e hipermercados, que vendem itens de consumo básico, continuaram no azul e inauguraram 645 lojas entre janeiro e março.
FRASE: A vida não acaba quando deixamos de viver e sim quando deixamos de buscar algo nela (Bob Marley).

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