Colunista
APESAR das poucas revelações públicas as conversações políticas também continuam sendo verificadas em Paranavaí, com vistas às eleições municipais do ano que vem. Falta pouco mais de um ano para as eleições em outubro de 2020 e existem muitos pretendentes à Prefeitura Municipal e a vereadores. 
CONVERSAÇÕES não saíram dos bastidores nesta semana. É que alguns partidos vêm fazendo levantamentos internos para concluir pela viabilidade de lançar candidatos próprios ou embarcar ao lado de outras siglas. Na semana passada um ocupante de cargo até que tentou promover uma reunião multipartidária, mas não chegou ao resultado que esperava. 
NESTA semana uma pesquisa interna pôde dar a alguns partidos uma visão do que a população pensa para as eleições de 2020. Mudança parece estar sendo a palavra mais pronunciada pelos pesquisados de diferentes bairros da cidade. Este direcionamento, porém, só poderá ser confirmado em pesquisas que devem ser realizadas a partir de janeiro, quando passarão a ser autorizadas as divulgações. 
JUSTIÇA Federal da Bahia decidiu nesta sexta-feira (07 de junho) suspender o contingenciamento de verbas realizada pelo Ministério da Educação nas universidades e institutos federais. A decisão, tomada pela juíza Renata Almeida de Moura Isaac, da 7ª Vara Federal, determina ainda que a medida deve ser cumprida no prazo de 24 horas. Se não o for, será aplicada multa diária no montante de R$ 100 mil.
DECISÃO foi tomada com base numa ação apresentada pelo Diretório Central dos Estudantes da Universidade de Brasília (UnB). De acordo com a magistrada, houve “abuso de direito” por parte do MEC, uma vez que não foi feito “prévio estudo técnico e minucioso, inclusive com a participação dos representantes destas instituições, para fins de se garantir que o bloqueio incidente sobre as verbas discricionárias não interferirá na continuidade das atividades acadêmicas”.
TRF-2 (Tribunal Regional Federal) extinguiu o processo ao qual o presidente Jair Bolsonaro (PSL) respondia na Justiça Federal do Rio por declarações ofensivas a negros e quilombolas. Em outubro de 2017 Bolsonaro chegou a ser condenado na 1ª Instância a pagar multa de R$ 50 mil por declarações que havia feito em abril do mesmo ano. Na ocasião, em palestra no Clube Hebraico, o então deputado federal disse que havia visitado um quilombo e que o afrodescendente mais leve pesava sete arrobas. “Nem para procriador eles servem mais”, afirmou.
DEPUTADO federal Rubens Bueno (Cidadania) classificou de proposta do “liberou geral contra a vida” o projeto do governo federal que altera o Código de Trânsito Brasileiro, que acaba com diversas punições para motoristas infratores e enfraquece medidas que salvam vidas nas estradas. Entre as mudanças previstas estão a dispensa do exame toxicológico para motoristas e o fim de multas para os condutores que deixem de usar cadeirinhas para crianças em veículos e trafeguem em rodovias durante o dia sem o farol ligado. O projeto também aumenta de 20 para 40 o número de pontos para a suspensão da carteira de habilitação. “Eu nunca vi tamanho absurdo. É um incentivo à morte, à violência e para aqueles que cometem crimes. Hoje, 50% dos leitos do SUS são ocupados por vítimas de acidentes de trânsito no Brasil. Elas também ocupam 60% das UTIs. Não é possível que agora se retire da legislação aquilo que ajuda a reduzir o número de vítimas no trânsito. Esse projeto vai aumentar o banho de sangue, a carnificina nas estradas do país”, disse o deputado.
CONFEDERAÇÃO Israelita do Brasil vai processar o ex-presidenciável Ciro Gomes (PDT) por causa de declarações sobre a relação da comunidade judaica com o presidente Bolsonaro. Para a entidade, Ciro fez afirmação antissemita e generalizada ao comentar o assunto em entrevista ao site HuffPost Brasil. Na entrevista o pedetista afirmou que Bolsonaro diz a grupos de interesse “o que eles querem ouvir”. “Para os amigos dele aí, esses corruptos da comunidade judaica, que acham que, porque são da comunidade judaica têm direito de ser corrupto. Corrupto, para mim, não interessa se é curdo ou cearense. Corrupto é corrupto, ladrão é ladrão. Ele disse para eles que ia transferir a Embaixada do Brasil [para Jerusalém] a custo de grana para campanha. Depois chegou lá dizendo que não vai mais.
PARA 62,8% dos brasileiros o jogador Neymar é inocente da acusação de estupro. Foi o que apontou pesquisa realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas, entre os dias 4 e 6 de junho. Para 14% Neymar é culpado e 23% não soube ou não quis responder. Neymar é culpado para 18% das mulheres e para 9,4% dos homens. Para 66% dos homens e 59,8% das mulheres ele é inocente.
IDEIA de criar moeda única – peso real – entre Argentina e Brasil é discutível, embora as economias estejam em patamares preocupantes. Nos 12 meses até março, a produção industrial do vizinho caiu 13%, queda semelhante à do Brasil em 2015. A queda de produção de automóveis foi de 56% no mesmo período. Ou seja: a indústria automobilística argentina está desaparecendo, com nível de atividade agora inferior a 20% do que tinha em 2013.
ATÉ o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, decidiu criticar a articulação política do governo Bolsonaro. “O governo comete todos os dias algum tipo de trapalhada. É muito desencontro ao mesmo tempo, em uma mesma semana”. E repete Rodrigo Maia afirmando que “o Planalto não tem agenda para o país”.
PSDB saiu da convenção de 31 de maio em Brasília com a cara de João Doria. Foi ele quem tratorou as antigas lideranças do partido ao eleger o atual presidente Bruno Araújo. Na condição de novo grão-tucano, Doria defende uma série de mudanças na legenda, que vão do ideário liberal, pró-¬mercado, em detrimento da social-¬democracia, a uma postura mais firme nos temas nacionais (inclusive na expulsão de membros com denúncias de corrupção). “O PSDB deixa de ser um partido de centro-esquerda para ser um partido de centro, que dialoga com a esquerda e a direita mas se afasta dos extremos, tanto de um lado quanto de outro. Será um partido que tem uma proposta liberal de economia, com menos Estado, pró-mercado, pró-desenvolvimento” disse Dória.
VICE-PRESIDENTE da República, general Hamilton Mourão, assumiu interinamente pela 7ª vez a cadeira presidencial nesta semana, com a viagem do presidente Jair Bolsonaro à Argentina, onde se reuniu com o colega Maurício Macri e outras autoridades. Numa entrevista à revista Época ele  revelou alívio pela crescente tranquilidade entre as alas militar e ideológica do governo, que vinham dando problemas à estabilidade do governo desde janeiro – um dos episódios mais marcantes, inclusive, foi a queda de Ricardo Vélez do posto de ministro da Educação.
SEGUNDO Mourão, alguém teria chegado até à ala ideológica (os chamados olavistas) para dar um “chega”. “Acho que o próprio presidente pode ter feito isso”, comenta o vice-presidente. “Carlos sumiu”, disse, em referência ao vereador Carlos Bolsonaro, que em diversos episódios atacou o próprio Mourão e a ala militar do governo, acusando a possibilidade de um complô para derrubar o pai da chefia do governo. A situação, contudo, pode não ter sido totalmente apaziguada ainda. Isso porque o filho mais virulento do presidente voltou ao Twitter na manhã de sexta para dizer estar com “saudades” do “presidente de verdade” do Brasil, seu pai, Jair Bolsonaro.
FRASE: O meu poema não é o túnel, é o asfixiado querendo respirar; o meu poema não é a guerra, é o grito de paz engasgado na garganta do mundo (Alzemiro Lídio Vieira – 1943-2013 – poeta e artista plástico catarinense)

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