Colunista
HÁ risco latente e potencial de desastres nas estruturas das barragens paranaenses, segundo relatório de auditoria do Tribunal de Contas do Estado que avaliou a qualidade da fiscalização da segurança das barragens paranaenses pelo Instituto das Águas do Paraná. A conclusão do órgão de controle teve como base a avaliação da atuação da autarquia estadual sobre o assunto, por meio da qual foram detectados problemas como grave déficit institucional; carência orçamentária e de pessoal; ausência de gestão, planejamento e execução das suas atribuições; omissão no cumprimento das competências e da legislação; e grave omissão na fiscalização. 
SEGUNDO a equipe de servidores do TCE que percorreu 3.500 km para visitar 11 barragens e 10 órgãos públicos ao longo de 40 dias úteis, entre 12 de abril e 10 de junho, foram encontradas 61 inconformidades nas barragens vistoriadas, além de 71 irregularidades na entidade fiscalizadora – uma delas trata-se da tentativa, via proposta de contrato de gestão de R$ 2.412.563,19, de terceirizar suas funções típicas para o Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar), que, por sua vez, delegaria as tarefas para empresas privadas. Ao todo, 15 gestores foram apontados como responsáveis pelas falhas.
NO primeiro trimestre deste ano o Estado do Paraná teve um leve aumento nas operações de fusões e aquisições. Comparando com o mesmo período de 2018, o estado registrou um crescimento de 25%, passando de 12 para 15, segundo pesquisa realizada pela KPMG. O destaque foram as operações de compra por estrangeiros.
CRESCIMENTO da economia estimada pelo mercado financeiro para este ano caiu para abaixo de 1%, após 16 reduções consecutivas. É o que mostra o boletim Focus, resultado de pesquisa do Banco Central a instituições financeiras, divulgado em Brasília. O crescimento do PIB foi reduzido para 0,93%.
TOTAL de famílias endividadas no Paraná ficou em 89,7% no mês de maio de acordo com dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, elaborada pela Confederação Nacional do Comércio e divulgada pela Fecomércio-PR. O resultado significa uma alta de 0,9% em relação ao mês de abril. Mas, apesar da alta em maio, em relação ao mesmo mês do ano passado há uma queda de 1,3 pontos. 
CONTAS em atraso seguiram a mesma tendência, com mais 0,8 pontos na comparação mensal e queda significativa na comparação anual (-5,8 pontos), e a falta de condições de pagamento ficou estável. Ainda assim, quase 10% das famílias paranaenses mantêm-se dentro do patamar de sem condições de pagar suas dívidas, e 26,1% estavam com contas em atraso em maio. Com relação aos números nacionais, os dados apontaram alta nas famílias endividadas tanto com relação a abril quanto na comparação com maio de 2018.
DEVIDO a um remanejamento feito pelo Tribunal de Justiça do Paraná o juiz substituto Fernando Bardelli Silva Fischer não será mais o responsável por julgar as ações das operações Quadro Negro e Rádio Patrulha, nas quais o ex-governador Beto Richa (PSDB) é investigado. O presidente do Tribunal, desembargador Adalberto Jorge Xisto Pereira, altera os juízes de três subseções criminais. Com isso, Fischer irá para 13ª Vara Criminal. Quem assume o lugar de Fischer é o juiz José Daniel Toledo.
UMA criança com menos de um ano de idade morre no Paraná a cada 5h21min. Segundo o Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde, em 2017, último ano com dados disponíveis, foram registrados 1.633 óbitos infantis no estado. O que mais chama a atenção, contudo, é o fato de que em 156 dos 399 municípios paranaenses (39,1% do total) registrou-se uma alta da taxa de mortalidade infantil na comparação com 2016. A situação não atingiu apenas as pequenas cidades, mas também algumas das principais do estado, casos de Londrina (de 8,7 para 10,68), Maringá (de 8,34 para 10,08) e Ponta Grossa (10,86 para 12,66), por exemplo. Curitiba, por outro lado, registrou queda: de 8,66 para 8,31.
CRESCEU 6% no primeiro trimestre deste ano a produção de ovos de galinha em comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo dados divulgados pelo IBGE, a produção de 912,6 milhões de dúzias de ovos é a maior para um 1º trimestre da série histórica da pesquisa, iniciada em 1984. 
APLICATIVO de celular “Agora é Lei no Paraná”, criado pela equipe de comunicação da Assembleia Legislativa do Paraná, premiado em 2017, acaba de ser selecionado para disputar mais um prêmio nacional. Trata-se do “Prêmio Redes WeGov”, um dos mais importantes reconhecimentos de projetos e soluções de governo eletrônico do Brasil. “Nossa equipe de comunicação, comandada pela jornalista Kátia Chagas, se consagra mais uma vez. As inovações criativas que produzimos nos últimos anos – para aproximar o Parlamento da população – acumulam uma série de prêmios nacionais. Uma prova de que estamos no caminho certo”, disse o presidente da Assembleia, deputado Ademar Traiano.
OPOSIÇÃO ao governo Ratinho na Alep até agora é formado por apenas 12 deputados: os quatro deputados da bancada do PT (Professor Lemos, Tadeu Veneri, Arilson Maroldi Chiorato e Luciana Rafagnin), os dois do MDB (Requião Filho e Anibelli Neto) dois do PROS (Soldado Fruet e Homero Marchese), dois do PP (Luiz Carlos Martins e Gilberto Ribeiro), mais os avulsos (Plauto Miró Guimarães, do DEM, e Goura do PDT) e, pontualmente, dois ou três que dançam conforme a música. Todos os demais 42 dos 54 deputados estaduais se declaram governistas e dispostos a apoiar projetos do Executivo e seguir a orientação da liderança governista.
ANO de 1991 foi um marco para o perfil da mulher no mercado de trabalho porque, pela primeira vez, o nível de escolaridade feminina superou o dos homens. Segundo a professora Hildete Pereira de Melo, uma das coordenadoras do Núcleo de Pesquisa em Gênero e Economia (NPGE) da Faculdade de Economia da Universidade Federal Fluminense (UFF), nesse período o tempo de estudo das mulheres passou a ser maior.
Conforme a pesquisadora, as mulheres aumentaram em um ano a escolaridade média em relação aos homens. No Censo de 1900 as mulheres eram analfabetas e terminaram o século 20 mais escolarizadas do que os homens.
HILDETE alertou ainda para a necessidade de a mulher se preparar para um novo perfil profissional. Segundo ela, o mercado de trabalho caminha para carreiras mais tecnológicas. “Essa revolução tecnológica vai jogar as mulheres no olho da rua, porque precisa fazer outros cursos universitários. As coisas de TI [tecnologia da informação] são todas de modelos matemáticos. Vamos ter que enfrentar isso. Não podemos ficar só com a psicologia, a enfermagem, a pedagogia. Nem a economia é curso de mulher. Somos minoria ainda, [o índice] está abaixo de 30% [quantidade de mulheres nos cursos em relação a homens]. Para ela esse problema seria reduzido se houvesse políticas públicas 
FRASE: Podemos escolher o que semear, mas somos obrigados a colher o que semeamos (Provérbio Chinês).

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