Colunista
ENCONTRO do governador Ratinho Júnior (PSD) no Palácio Iguaçu com deputados da frente parlamentar de apoio aos servidores públicos para discutir o reajuste salarial do funcionalismo terça-feira terminou sem avanços. Ratinho Jr ouviu os argumentos dos parlamentares, que defendem o pagamento da data-base, com reposição da inflação dos últimos 12 meses, de 4,94%, como reivindica a categoria. Mas não deu uma resposta sobre se o governo vai ou não conceder o reajuste.
SEGUNDO relato do deputado Evandro Araújo (PSC), que participou do encontro, o governador disse que o Executivo ainda está finalizando estudos sobre a situação financeira do Estado. “Ele disse que amanhã deve ter uma reunião final e nos dará uma resposta assim que for possível”, afirmou. O governo promete uma resposta ao funcionalismo até o dia 25.
DATA marca justamente o dia em que os sindicatos dos servidores prometem cruzar os braços e entrar em greve, caso não haja uma resposta do governo. A data-base do reajuste anual dos servidores públicos paranaenses vence em maio. Os funcionários do Executivo estão com os salários congelados desde 2016 e acumulam perdas de 17%, indicam sindicatos.
PRESIDENTE da Assembleia Legislativa, Ademar Traiano (PSDB), reagiu contra a manifestação da Ordem dos Advogados do Brasil na Ação Direta de Inconstitucionalidade que corre no STF contra o pagamento de aposentadorias a ex-governadores do Estado. A OAB recorreu contra pedido do Legislativo para que o julgamento fosse suspenso. A cúpula do Legislativo argumentou no pedido que a Casa aprovou recentemente Proposta de Emenda Constitucional que extingue o benefício para futuros ex-governadores. 
NA petição a OAB lembra, porém, que ao aprovar a PEC a Assembleia manteve o pagamento da aposentadoria para ex-governadores e familiares que já recebem o benefício. Segundo Traiano a “manifestação é ofensiva ao Poder Legislativo paranaense”. “Não houve burla ou manobra. Houve apenas uma legítima e soberana deliberação legislativa”, argumentou o tucano. Atualmente, nove pessoas recebem a aposentadoria vitalícia no valor mensal de R$ 30.471,11 cada.
MINISTRO da Justiça, Sergio Moro, em entrevista ao programa do Ratinho, do SBT, exibida na noite desta terça-feira (18), voltou a negar irregularidades na troca de mensagens com o procurador Deltan Dallagnol, chefe da força-tarefa da Lava Jato, e disse que tem “absoluta confiança” de que sempre agiu conforme a lei. Reportagens do site The Intercept Brasil revelaram conversas em que os dois trocavam informações sobre ações da operação e sugerem que Moro pode ter interferido na atuação da Procuradoria. Na época dos diálogos, ele era juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba, responsável pelos processos ligados à Lava Jato. Moro, que inicialmente não havia negado a autenticidade das conversas, afirmou que não consegue confirmar que as mensagens são reais porque, segundo ele, não tem mais os arquivos. Mas disse ter absoluta confiança de que sempre agiu com lisura dentro da profissão. 
DURANTE a entrevista Moro afirmou que o vazamento das mensagens foi uma ação criminosa de hackers e que vê uma ação orquestrada para “obstaculizar as investigações” da Lava Jato e anular condenações. Ele disse ter detectado tentativas de disseminar informações falsas sobre o ataque aos telefones para despistar as investigações. “Existe um grupo criminoso organizado cujo objetivo é obstaculizar investigações ou buscar anulação de quem já foi condenado por corrupção, quem tem conta na Suíça ou recebeu favores de empreiteiras. O objetivo é muito grave, além de ser um ataque às instituições”, disse.
PRESIDENTE Jair Bolsonaro não se conformou com a derrota que sofreu no Senado terça à noite (18), quando, por ampla maioria, derrubou o decreto que ampliava o direito à posse e ao porte de amas e munições. Foram 47 votos a 28 – apesar da intimidação, que incluiu até ameaças à vida dos senadores e suas famílias, disparadas nos últimos dias. A esperança de Bolsonaro é de que a Câmara dos Deputados reverta a decisão do Senado e revalide o decreto das armas.
EX-DIRETOR da Dersa, estatal paulista de construção de rodovias, Paulo Vieira de Souza, ordenou o pagamento de pelo menos R$ 740 mil em dinheiro da empresa a integrantes de grupo ligado à facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) em 2009. É o que aponta investigação iniciada no Ministério Público de São Paulo em 2016 e nunca inteiramente concluída, segundo o UOL. Paulo Preto, como é conhecido o ex-diretor, é apontado como operador de propinas do PSDB durante o governo José Serra (PSDB-SP) em São Paulo (2007-2010).
AGORA que o Telegram voltou ao noticiário brasileiro por conta das reportagens do portal “The Intercept” com conversas privadas dentro do “app” entre o ministro da Justiça, Sergio Moro, e o procurador da Lava-Jato Deltan Dallagnol, vale lembrar que o aplicativo de mensagens deu há algumas semanas uma boa cutucada em seu eterno rival, o WhatsApp. As informações são de Márcio Padrão, do UOL. Um artigo assinado por Pavel Durov, o russo cofundador e atual executivo-chefe do Telegram, foi publicado no site oficial do “app” com o provocativo título: “Por que o WhatsApp nunca será seguro”. E não é uma pergunta, pois não termina com ponto de interrogação. Durov está afirmando mesmo.
NÃO são apenas os venezuelanos que querem deixar seu País em busca de melhores oportunidades em países vizinhos. O número de pessoas em todo o mundo que deixaram suas casas para fugir de guerras, violência, perseguições políticas e crises humanitárias bateu um recorde em 2018, chegando a 70,8 milhões – o dobro do que era há 20 anos. Isso representou um aumento em relação a 2017, quando 68,5 milhões estavam nesta situação. 
DADOS fazem parte de um relatório divulgado nesta semana pelo Acnur (agência da ONU para refugiados). Segundo o documento 13,6 milhões de pessoas foram deslocadas à força apenas em 2018, o que significa uma média diária de 37 mil. Em compensação 11,3 milhões de pessoas conseguiram deixar essa situação – por exemplo voltando para casa ou adquirindo uma nova nacionalidade. 
PARA Federico Martinez, representante-adjunto do Acnur no Brasil, essa situação deve continuar piorando. “É o sétimo ano seguido que vemos essa tendência de crescimento. As causas que levam a esse problema não estão sendo resolvidas”, afirmou.
MARTINEZ disse que a situação é especialmente preocupante na América Latina. Primeiro porque as décadas de conflito armado na Colômbia geraram 8 milhões de deslocados internos no país – só a Síria, com 13 milhões, tem mais. A cada cinco refugiados no mundo, quatro vivem em um país vizinho ao seu, e um terço mora em países pobres, contra 16% em nações ricas. A maior parte dos sírios, aliás, procurou abrigo exatamente na Turquia, o que fez o país se transformar no que mais recebe refugiados no mundo, com 3,7 milhões. O segundo na lista, com 1,4 milhão, é o Paquistão, vizinho do Afeganistão, seguido de Uganda (1,2 milhão) e Sudão (1,1 milhão) – os dois últimos vizinhos do Sudão do Sul, de onde já saíram 2,3 milhões de refugiados. Cerca de metade dos refugiados no planeta tem menos de 18 anos, dos quais 138 mil são crianças desacompanhadas.
FRASE: A realidade não tem sentido, mas ainda é o único lugar onde ainda se pode comer um bom bife (Woody Allen, ator e produtor de cinema estadunidense).

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