Colunista
DEPUTADOS estaduais devem barrar a tentativa do governo do Estado de reduzir os porcentuais de repasses de verbas para o Judiciário, Ministério Público, da própria Assembleia Legislativa e do Tribunal de Contas do Estado, na votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2020. E tudo indica que os parlamentares também tendem a rejeitar a proposta do Executivo de retirar os recursos do Fundo de Participação dos Estados da base de cálculo para esses repasses. Caso isso se confirme, o governo deixará de garantir reforço de caixa de mais de R$ 500 milhões para o ano que vem.
PROPOSTA de LDO para o ano que vem que reduz de 18,6% para 17,6% a fatia da receita do Estado que é repassada aos demais poderes foi encaminhada em abril à Alep pelo Palácio Iguaçu. Pelo projeto, a parte da receita que cabe ao Tribunal de Justiça cairia de 9,5% para 8,99%; para o Ministério Público de 4,1% para 3,88%, para a Assembleia de 3,1% para 2,93% e para o Tribunal de Contas de 1,9% para 1,8%. Além disso, a proposta também prevê que a verba do FPE não seria mais contabilizada para o cálculo desses recursos, como acontecia até 2010. Estima-se que se a mudança for aprovada o Judiciário perderia mais de R$ 280 milhões; o MP cerca de R$ 120 milhões; a Assembleia R$ 90 milhões e o TCE aproximadamente R$ 50 milhões. A medida, tentada por governos anteriores, sempre foi rejeitada pelos deputados.
DEPUTADO Ademar Traiano (PSDB), presidente da Assembleia, afirma que “os parlamentares devem mudar o texto apresentado pelo governo, mantendo na LDO do ano que vem os mesmos porcentuais de repasses previstos atualmente. A ideia é, talvez, manter os percentuais (atuais), mas ficar limitado ao crescimento da receita os repasses”, disse o tucano. 
DURANTE passagem por Londrina quinta-feira (20) o governador Ratinho (PSD) descartou a possibilidade do governo pagar o reajuste aos servidores públicos estaduais – que estão com os salários congelados desde 2016 e cobram a reposição da inflação de 4,94% dos últimos 12 meses. O governador disse que a reposição representaria quase R$ 1 bilhão a mais de gastos. Temos que trabalhar com a realidade. Isso exigiria aumento de arrecadação e a população já paga muito imposto”, disse.
 
AUMENTO de alguns casos atendidos pelo Corpo de Bombeiros do Paraná chamou a atenção e acendeu o alerta. O Grupo de Operação de Socorro Tático (Gost), viu subir as ocorrências de pessoas perdidas em matas e também de suicídios. Nestes dois casos o aumento entre 2017 e 2018 foi de 90% e 135%, respectivamente. Casos de pessoas perdidas em trilhas, montanhas ou matas, têm crescido consideravelmente nos últimos anos – saltaram de 27 ocorrências em 2017 para 51 em 2018, um aumento de 90%. A questão dos suicídios vem chamando mais a atenção. Houve um aumento nas estatísticas, passando de 12 casos em 2017 para 28 em 2018 (incremento de 135%). E até o final de maio deste ano já foram 14 atendimentos realizados. 
PRESIDENTE Jair Bolsonaro reconheceu que o governo vinha enfrentando dificuldades na articulação política com o Congresso, mas procurou poupar o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, de críticas. Após ter passado a articulação política de Onyx para o general Luiz Eduardo Ramos, que ocupa a Secretaria de Governo, Bolsonaro também reconheceu que teve que retornar ao modelo do governo anterior. Também fez críticas ao Congresso por mudanças que estão sendo engendradas e disse que querem torna-lo uma rainha da Inglaterra, com cargo, mas sem autoridade para tomar decisões. “Quando nós montamos aqui, no primeiro momento, por inexperiência nossa, tivemos algumas mudanças nas funções de cada um que não deram certo”, disse Bolsonaro em entrevista coletiva no Planalto. “Então, em grande parte, retornamos ao que era feito em governo anterior.”
DIFICULDADE de articulação do governo levou o Planalto a sofrer duas derrotas no Congresso na semana passada. A primeira delas foi a derrubada na Comissão de Constituição e Justiça do Senado dos decretos que flexibilizavam o porte de armas, promessa de campanha de Bolsonaro. A segunda derrota foi imposta na Câmara, quando o relator da PEC da reforma da Previdência, deputado Samuel Moreira (PSDB-RJ) retirou Estados e municípios de seu relatório sobre a proposta. A mudança reduz a economia prevista pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.
LEVANTAMENTO do instituto Paraná Pesquisa para o site Diário do Poder mostra que 58% dos brasileiros defendem a permanência do presidiário Lula onde está, na prisão da Polícia Federal, em Curitiba, enquanto 36% (menos que o eleitorado do PT no País) acham que o ex-presidente deveria ser beneficiado com a prisão domiciliar. No Nordeste já são mais da metade (50,5%) os que o querem manter preso. No total, 6% não responderam ou não sabem. Entre os brasileiros com ensino superior completo aumenta para 69,4% o percentual dos que acham que Lula deve ficar preso. Entre os jovens de 16 a 24 anos é maior a dúvida: 49,4% acham que Lula deve ficar preso. Entre aqueles com mais de 60 anos são 61,4%. O Paraná Pesquisa entrevistou 2.264 brasileiros com mais de 16 anos, dos 26 estados e Distrito Federal, entre 17 e 21 de junho.
II RODADA do Barômetro da Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (Abrig), em parceria com o Instituto de Pesquisa e Estratégia (IPE) mostra que o Judiciário ultrapassou o Legislativo no quesito desaprovação em relação ao levantamento anterior. Em dezembro do ano passado, 46% desaprovavam o Judiciário. Agora, são 63%. Diferença de 17 pontos. A desaprovação do Congresso, que era de 50%, chega agora aos 60%. A aprovação também subiu, de 19% para 25%. O que caiu foi o percentual daqueles que não sabiam. De 31% baixou para 15%. O governo do presidente Jair Bolsonaro escapou dessa sina: 47% aprovam, 35% desaprovam e 18% não souberam responder.
MINISTÉRIO da Saúde publicou na quarta-feira (19) o resultado final da 1ª fase dos médicos selecionados neste 18º ciclo do programa “Mais Médicos”. De acordo com as regras previstas no edital 1.975 profissionais foram selecionados para atuar na Atenção Primária das unidades de saúde de mais de mil municípios localizados nos 26 estados, além de 10 Distritos Sanitários Especiais Indígenas. Esses profissionais devem se apresentar nos municípios entre os dias 24 e 28 de junho para o início das atividades de atendimento à população.
NO Paraná serão 101 médicos em 55 municípios. Os municípios com mais médicos são Colombo, com 10, Piraquara (9) e Guarapuava (6). Na região da Amunpar os municípios que vão receber novos médicos são Nova Aliança do Ivaí, Itaguajé, Cruzeiro do Sul, Itaúna do Sul, Planaltina do Paraná, Sta Cruz de Monte Castelo e São Pedro do Paraná. Foram oferecidas aos médicos 2.149 vagas, conforme indicação dos gestores locais sobre a quantidade necessária de profissionais para atendimento em suas unidades de saúde. Esta primeira fase do 18º ciclo do programa priorizou a participação de profissionais formados e habilitados com registro do Conselho Regional de Medicina (CRM) do Brasil. 
FRASE: Todo mundo tem o direito de dizer o que quer para o Brasil, mas não se pode desmoralizar as eleições universais, livres e diretas (Carlos Diegues, diretor de cinema alagoano).

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