Colunista
SERVIDORES públicos que participaram de reunião ontem de manhã no Palácio Iguaçu saíram com a sensação de que o governo já se mostra disposto a retirar o projeto de lei que enviou à Assembleia Legislativa propondo reajuste escalonado de 5,09% até 2022 e impondo condições para seu cumprimento. As conversações apontaram para a possibilidade de o governo aplicar reajuste de 2% já a partir da folha de agosto – na dependência ainda da concordância técnica da Secretaria da Fazenda. 
UM novo projeto seria enviado à Assembleia sem as previsões de aumento da arrecadação como condicionante para a concessão da escala dos reajustes salariais. Na reunião interlocutores do governo teriam admitido que a disposição para rever a proposta inicial se deve à repercussão política negativa junto aos servidores públicos e aos deputados, com risco de uma desgastante rejeição do projeto que, em regime de urgência, seria discutido e votado semana que vem.
CONFIRMADA a previsão do Instituto Meteorológico do Paraná (Simepar), os cafezais que ainda restam no Paraná sofreram nesta madrugada um novo baque. Mas a grande cobertura de nuvens impediu um declínio mais acentuado das temperaturas. A expectativa do Simepar é que todas as regiões do Paraná sofreriam com geada neste sábado (6). Em Paranavaí o fim de semana deve ser o mais frio do ano até agora, com variação de 3º a 16º neste sábado e 2º a 17º no domingo.
PARA o presidente Bolsonaro, em meio às denúncias do estadunidense Intercept, mancomunado com oposicionistas brasileiros, o povo vai dizer “se temos razão ou não”, quanto às denúncias contra o ex-juiz federal Sérgio Moro. Mesmo depois da publicação de novos diálogos que sugerem supostas orientações ilegais do ex-juiz em ações da Operação Lava-Jato, o presidente defendeu nesta sexta-feira (5) o ministro da Justiça e Segurança Pública. Disse que irá acompanhado do ministro à final da Copa América, neste domingo (7), no Maracanã (Rio de Janeiro), e deixará que os torcedores presentes façam a avaliação do governo. “Se a segurança permitir ir eu e Sérgio Moro ao gramado, o povo vai dizer se nós estamos certos ou não”, destacou.
REVISTA Veja que chegou às bancas nesta sexta-feira (5) informa, em uma parceria com o The Intercept, que Moro atuou com parcialidade no caso. “O atual ministro pediu à acusação que incluísse provas nos processos que chegariam depois às suas mãos, mandou acelerar ou retardar operações e fez pressão para que determinadas delações não andassem”, apontou um trecho da reportagem.
BOLSONARO provocou a imprensa a noticiar informações sobre Adélio Bispo, o responsável pelo atentado contra ele. “Falam tanto na questão do Moro, telefone, etc, e cadê o caso do Adélio? Não vão dar nenhuma força pro caso? Os telefones estão guardados. A Ordem dos Advogados do Brasil, atualmente presidida por um declarado desafeto de Bolsonarto, entrou com ação impedindo que se entre no telefone celular de alguns.” Pois se entrar, vão saber quem foi o mandante da tentativa de homicídio da minha parte”, disse Bolsonaro.
PRESIDENTE Bolsonaro disse não ver nenhum problema no trabalho infantil. Ele mesmo trabalhou na lavoura quando tinha 9, 10 anos de idade e isso não o prejudicou “em nada”, disse. No entanto, Bolsonaro disse que não tentará descriminalizar o trabalho infantil para não correr o risco de ser “massacrado”. “O trabalho dignifica o homem, mulher, não interessa idade (…) A juventude nossa é isso aí, crescemos, meu pai e minha mãe tiveram 7 filhos, sem problema nenhum. E, saudades daquela época onde se tinha muito mais deveres do que direitos. Hoje você só tem direito e, dever, quase nenhum, e por isso nós afundamos cada vez mais”, afirmou. Bolsonaro foi mais longe ao dizer que “quando um moleque de 9, 10 anos de idade vai trabalhar em algum lugar, está cheio de gente aí falando que é trabalho escravo, trabalho infantil. Agora, quando está fumando um paralelepípedo de crack ninguém fala nada. Então, o trabalho não atrapalha a vida de ninguém”, disse.
COMISSÃO especial da reforma da Previdência rejeitou por 30 votos a 18 o destaque que pretendia excluir os professores das futuras regras previdenciárias. O destaque apresentado pelo Partido Liberal (PL) previa a manutenção das regras constitucionais de aposentadoria para os professores – 25 anos de contribuição para mulheres e 30 para homens, sem exigência de idade mínima. Conforme o parecer aprovado pela comissão, as professoras poderão se aposentar com 57 anos de idade e 25 de contribuição. Já os professores, com 60 de idade e 30 de contribuição. Os profissionais terão de comprovar efetivo exercício na educação infantil ou nos ensinos médio e fundamental. 
VOTARAM contra a exclusão de professores da reforma os deputados paranaenses Diego Garcia (Podemos-PR), Filipe Barros (PSL-PR)
Paulo Martins (PSC-PR), Stephanes Junior (PSD-PR) e Toninho Wandscheer (Pros-PR). A favor da exclusão Aliel Machado (PSB-PR) e Gleisi Hoffmann (PT-PR).
EXISTEM atualmente 33.588 pessoas presas no Paraná, maioria delas cumprindo pena em regime fechado (19.555) ou então na condição de presos provisórios (11.215). Ainda há 2.363 presos no regime semiaberto e os demais entre o regime aberto, presos estrangeiros e indígenas. O número de vagas no sistema carcerário, contudo, fica distante do necessário: 24.082, o que significa que temos atualmente um déficit de mais de 9 mil vagas no sistema prisional, de acordo com dados do Geopresídios do Conselho Nacional de Justiça.
PARA além deste contingente de encarcerados, contudo, existe ainda no Paraná um total de 15.338 mandados de prisão em aberto — e isso considerando-se apenas as ordens emitidas no âmbito da Justiça estadual, no caso, o Tribunal de Justiça do Paraná. Os dados são do Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP), também do CNJ,e foram extraídos no início deste mês. Os pedidos mais antigos de prisão datam de janeiro de 2011. Se cumpridos todos os mandados de prisão em aberto, a população carcerária do Paraná cresceria em até 45,3%, alcançando um contingente de quase 49 pessoas. Chutando por baixo, isso representaria um rombo extra de até R$ 44,33 milhões por mês aos cofres públicos, tendo em vista uma análise do Tribunal de Contas do Estado que identificou que cada preso no estado representa um custo de R$ 2,9 mil. O cálculo considera apenas os gastos com a manutenção dos presos (alimentação, energia elétrica, água, etc), sem considerar ainda o montante que teria de ser investido para a construção de uma infraestrutura capaz de lidar com essa demanda.
PARA lidar com a questão da superlotação de presídios e carceragens, nos últimos anos o Judiciário, com especial destaque para o paranaense, tem apostado na adoção de medidas alternativas ao aprisionamento. No Paraná, por exemplo, existem 18.752 pessoas cumprindo pena em prisão domiciliar e outras 35.022 monitoradas eletronicamente (tornozeleira eletrônica). A adoção desse tipo de alternativa se deu a partir do diagnóstico de que o convívio nos presídios seria deletério para os condenados, que sairiam do cumprimento de pena pior do que antes da condenação. Além disso, há ainda o aspecto financeiro – um preso no regime fechado custa cerca de R$ 2,9 mil por mês, enquanto o aluguel de uma tornozeleira eletrônica custa R$ 267,92. 
FRASE: Na administração pública aonde se espera o resultado político, obra sem alma é obra não feita, é promessa não cumprida, é nada mesmo que tudo (Jean Carlos Sestrem).

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