Colunista
MUNDO artístico perdeu uma de suas grandes referências. O cantor e violonista baiano João Gilberto morreu sábado (6), aos 88 anos, no Rio de Janeiro. O músico deixa três filhos: João Marcelo, Bebel e Luísa. João Gilberto Prado Pereira de Oliveira concluiu em 1961 a trilogia de álbuns fundamentais que apresentaram a Bossa Nova ao mundo: “Chega de saudade” (1959), “O amor, o sorriso e a flor” (1960) e “João Gilberto” de 1961. 
O ARTISTA não parou com suas criações e seguiu com shows e discos que se tornaram obras de arte, como “Amoroso”, álbum gravado nos Estados Unidos entre 1976 e 1977 sob o selo Warner Music. O disco foi relançado no Brasil em formato longo no ano passado durante os festejos dos 60 anos da Bossa Nova. O álbum celebra o encontro harmonioso do artista brasileiro com o maestro alemão Claus Ogerman (1930 – 2016).
DADOS de pesquisa do Datafolha publicada nesta segunda-feira (8): 33% da população considera o trabalho do presidente Jair Bolsonaro ótimo ou bom, enquanto 31% avaliam como regular e outros 33%, como ruim ou péssimo. Além disso, 2% disseram não saber avaliar. Em abril, segundo o Datafolha, 32% consideravam o trabalho do presidente ótimo ou bom, 31% viam como regular e 30% como ruim ou péssimo, com 4% que não souberam responder. A pesquisa foi feita em 4 e 5 de julho e ouviu 2.860 pessoas em 130 cidades. Trata-se, ainda, da pior avaliação para um presidente com seis meses em um primeiro mandato desde a redemocratização. Fernando Collor, em igual período, tinha 34% de ótimo/bom, Fernando Henrique Cardoso 40%; Lula 42% e Dilma Rousseff 49%. 
ENTRE seus eleitores, no entanto, a aprovação de Bolsonaro subiu. Para 60% daqueles que declararam ter votado no presidente no 2º turno das eleições, 60% consideram seu trabalho ótimo ou bom, ante 54% em abril. Para 29%, o trabalho é regular, de 33% em abril. E 9% avaliam como ruim ou péssimo, mesmo porcentual da pesquisa anterior. Para o futuro, caiu de 59% para 51% o número de pessoas que projetam uma gestão ótima ou boa. Para 21%, será regular (16% em abril), enquanto os que preveem a gestão como ruim ou péssima oscilaram de 23% para 24%.
COM seis meses de mandato, que só vai se encerrar em 2022, o presidente Jair Bolsonaro disse na noite deste sábado (6), numa festa junina do Clube Naval, em Brasília, que só deixará a presidência em 2026. No palco durante a festa ele fez um breve discurso. Disse que pegou ”um país quebrado moral, ética e economicamente, mas, se Deus quiser, nós conseguiremos entregá-lo muito melhor para quem nos suceder em 2026”. No fim da fala, Bolsonaro afirmou: “Estou aqui porque acredito em vocês e vocês acreditam no Brasil”.
SENADOR paranaense Alvaro Dias (Podemos) concorreu à Presidência em 2018 defendendo o combate à corrupção. Prometeu “refundar a República” por meio de uma reforma política. Embora tenha ficado em 9º lugar, com 0,8% dos votos válidos, diz que suas propostas foram aceitas, mas sustenta que a população preferiu ir ainda mais à direita, escolhendo Jair Bolsonaro. Ele mesmo apoiou, no 2º turno, o candidato do PSL e, apesar de manter a confiança no governo, critica a continuidade do tom bélico da campanha. Aos 74 anos o senador em terceiro mandato disse em entrevista à GaúchaZH que “estamos aguardando um projeto de nação, o que é essencial para um país em crise, com as contas públicas desarrumadas, desemprego crescente, dívida pública aumentando, economia paralisada, indicadores econômicos negativos. Neste momento, se exige criatividade, ousadia e decisão, o que implica buscar um projeto de nação com o apoio da sociedade e do Congresso”.
ALVARO salientou que a crise não é responsabilidade do atual governo. Mas também não é possível ficar o tempo todo condenando o PT, já demitido nas urnas. É preciso buscar soluções para os problemas mais emergentes e aflitivos que estão assustando a maioria dos brasileiros. O governo só colocou como milagre a reforma da Previdência, sem outro projeto que possa estimular a economia.  A reforma tributária, por exemplo. Para Alvaro a matriz de todas as reformas é a política. Neste momento, a mais importante é a tributária. Quando o governo tenta argumentar que a reforma da Previdência significará economia de R$ 1 trilhão, comunica mal a proposta. Ao brasileiro, interessa é saber o que ganhará com a reforma. O governo tem dito que quem ganha é o governo. Esse discurso não encanta a população. O governo tem de discutir outras questões, como a política de desonerações. Neste ano, são R$ 310 bilhões. A indagação que é preciso fazer é se as desonerações beneficiam os consumidores.
ALVARO defende que a reforma da Previdência deve incluir Estados e municípios.
Os dois setores terão dificuldades maiores de chegar a uma reforma eficiente se o conjunto da sociedade não se envolver em um projeto macro que sai da União. Sobre Sérgio Moro disse que tem sido um sustentáculo popular do governo Bolsonaro. Ficou estigmatizado como ícone da Operação Lava-Jato e trouxe todo o apoio popular para sua ação no governo.
PARA o senador, apesar de todas as ações do governo, o aprofundamento da crise é visível. As desigualdades sociais aumentam, estamos sendo sufocados por uma política que atende ao interesse do sistema financeiro, mas maltrata a população empreendedora e trabalhadora. Também criticou o STF que em cinco anos condenou uma única autoridade (o então deputado Nelson Meurer do PP-PR), enquanto na 1ª instância tivemos 285 condenações. O Supremo, pelo menos na Justiça Criminal, não funciona. Temos pedidos de impeachment (de ministros do STF), um requerimento que pede a CPI da Lava-Toga. Com que autoridade o presidente do STF propõe um pacto? Não é papel do Judiciário.
EM relação ao porte de armas, é preciso cuidado, diz Alvaro Dias. A regulação tem de ser competente e rigorosa. O que justifica a liberalidade de distribuir armas para todos os políticos do país, jornalistas, advogados? Vamos elaborar um projeto que assegure o direito à legítima defesa com o porte de armas, mas estabelecendo critérios competentes. Essa matéria não é para decreto. Não é competência exclusiva do presidente. Muitas pessoas estão sendo iludidas, entendendo que deveríamos aprovar tudo (o que vem do Planalto), mas fizemos juramento de respeitar a Constituição. Não podemos responsabilizar o ministério (da Justiça e Segurança Pública). Além das alterações no campo administrativo, retirando qualquer influência de natureza política em sua composição, há a formulação do projeto que endurece a legislação com o pacote anticrime. A Câmara priorizou a Previdência, mas no meu entendimento poderia tratar das duas matérias concomitantemente.
FRASE: Olhe o mundo com o coração do cego, entenda as palavras com a atenção do surdo, fale com a mão e com os olhos, como fazem os mudos (Cazuza – 1958-1990 – cantor e compositor carioca).

Deixe comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos necessários são marcados com *.