Colunista
SECRETARIA de Operações Integradas do Ministério da Justiça, criada por Sergio Moro no início do governo, começou a colher resultados da fiscalização de fronteiras para evitar entrada de drogas, contrabando e armas no país. Segundo a revista Veja em maio a Secretaria deflagrou a Operação Hórus na região de Guaíra-PR, onde criminosos se valem da complexidade da região, como a grande extensão do Rio Paraná, por exemplo, para transportar ilícitos do Paraguai para o Brasil. 
EM pouco mais de dois meses de trabalho – dados de 1º/5 a 10/7 – a operação registrou apreensões de produtos contrabandeados com potencial de prejuízo de R$ 35 milhões aos cofres públicos. Apenas na apreensão de 10 mil caixas de cigarro, o correspondente a 5 milhões de maços, o prejuízo dos criminosos foi de R$ 25 milhões. Foram apreendidos também nesse período 43 veículos (caminhões, motos, automóveis) e 22 embarcações. Os agentes prenderam 19 pessoas e encontraram pouco mais de 1 tonelada de maconha transportada. A ação é tocada em parceria com a Polícia Federal, o Exército e a Polícia Militar paranaense.
NESTE ano até o último dia 30 de junho a dengue causou a morte de 443 pessoas em todo o País, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde. O número é 233% maior que as 133 mortes registradas no mesmo período de 2018. Foram registrados neste ano 1.281.759 casos de dengue no país, ante 183.829 casos em período igual do ano passado – alta de 584%. 
REGIÃO Sudeste apresenta o maior índice epidêmico, com 1.040 casos por 100 mil habitantes, seguida pelo Centro-Oeste, com 1.038 casos a cada 100 mil pessoas. Minas Gerais (2.034 por 100 mil), Goiás (1.395/100 mil) e Mato Grosso do Sul (1.267/100 mil) destacam-se pela maior incidência de infectados. São Paulo tem 902 casos a cada 100 mil habitantes. A doença é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti.
NO primeiro semestre deste ano o Tesouro Nacional pagou R$ 4,25 bilhões em dívidas atrasadas de estados. Desse total, a maior parte, R$ 2,12 bilhões, é relativa a atrasos de pagamento do estado de Minas Gerais. Também foram pagos R$ 1,99 bilhão do Rio de Janeiro e R$ 131,21 milhões de Goiás. As informações são da Agência Brasil. Apenas em junho a União quitou R$ 1,26 bilhão de dívidas em atraso de entes subnacionais. Desse total, R$ 610,45 milhões couberam ao estado do Rio, R$ 520,36 milhões a Minas Gerais e R$ 131,21 milhões a Goiás. Em 2016, 2017 e 2018 o Tesouro cobriu, respectivamente, R$ 2,377 bilhões, R$ 4,059 bilhões e R$ 4,803 bilhões em dívidas em atraso de estados e municípios.
NOS últimos dias ganhou repercussão na mídia o caso de mortes por intoxicação. Mas nos últimos 10 anos, 322 brasileiros morreram vítimas de intoxicação acidental por gases e vapores, segundo levantamento feito pelo  Datasus, portal do Ministério da Saúde que traz dados sobre mortalidade. Os números são referentes ao período de 2008 a 2017, o mais recente disponível. Segundo o balanço, a faixa etária com o maior número de mortes é de 20 a 29 anos, com 64 óbitos. Entre os mortos, 34 eram crianças ou adolescentes com menos de 14 anos, dos quais oito eram bebês menores de 1 ano.
MINISTRO da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, parece estar perdendo a paciência com as reportagens que estão sendo publicadas pelo site The Intercept Brasil a partir de vazamentos de supostas conversas de membros da Operação Lava Jato. Na manhã desta terça-feira (16) Moro disse ser “grande defensor da liberdade de imprensa, mas essa campanha contra a Lava Jato e a favor da corrupção está beirando o ridículo. Continuem, mas convém um pouco de reflexão para não se desmoralizarem”. No fim da mensagem, o ministro ainda fez uma espécie de ultimato: “Se houver algo sério e autêntico, publiquem por gentileza”. O trecho mais recente das supostas conversas foi divulgado segunda-feira (15) e mostra o procurador Deltan Dallagnol pedindo dinheiro da 13.ª Vara Federal de Curitiba para pagar uma peça publicitária em defesa das 10 medidas contra a corrupção.
REFORMA administrativa que deverá ser implementada pelo governo Bolsonaro será apresentada em reunião de reitores federais nesta quinta-feira (18) pelo MEC. Segundo informações divulgadas em um evento privado na noite de sexta-feira (12), as instituições públicas deixarão de ser administradas sob o regime jurídico de direito público, fazendo com que seja implementada uma política de cobrança de mensalidade para cursos que são gratuitos. Ontem o ministro da Educação, Abraham Weintraub, negou a versão.
EM cada dez micro e pequenos empresários que atuam no comércio e no ramo de serviços, seis (65%) não planejam contratar crédito para seus negócios em um horizonte de três meses. O percentual de indecisos saltou de 17% para 24%, ao passo que apenas 11% declararam a intenção de contratar crédito para seus negócios.
APÓS leve onda de otimismo no início no ano, cresceu a rejeição dos brasileiros ao Congresso Nacional. A conclusão é do mais recente levantamento do Datafolha, feito entre 4 e 5 de julho, antes da votação da reforma da Previdência. Desempenho dos senadores como ótimo/bom caiu de 22% para 16%; subiu de 32% para 38% a avaliação de ruim ou péssimo; e regular subiu de 41% para 42%; e 4% não souberam responder. 
NÚMEROS mostram que, quanto maior a escolaridade, maior é a insatisfação com os congressistas. Avaliam o Congresso como ruim ou péssimo 32% dos entrevistados com ensino fundamental. Entre os que têm o superior, o índice é de 47%. Também estão mais insatisfeitos os habitantes das grandes cidades: 43% dos moradores de municípios com mais de 500 mil habitantes consideram ruim o desempenho do Legislativo federal, contra 33% dos que moram nas de até 50 mil habitantes.
SOBRE o governo Bolsonaro 33% dos brasileiros acham que o presidente faz um trabalho ótimo ou bom; 31% acham regular; 33% ruim ou péssimo. Entre as instituições avaliadas pelo Datafolha, o Congresso é a segunda em que os brasileiros menos confiam. Os que dizem confiar muito no Legislativo federal são 7%, e os que confiam um pouco, 46% – ante 8% e 49% em abril.
A desconfiança nos partidos políticos é maior. Apenas 4% dos entrevistados dizem confiar muito nas siglas, e 36%, um pouco. Os que não confiam são 58%.
SEMANA passada após a aprovação do texto-base da reforma da Previdência os deputados conseguiram votar apenas uma das emendas ao documento – a que pretendia retirar os professores do ensino público da União da reforma. O destaque proposto pelo Partido Liberal (PL) não passou. Faltaram 43 votos – 265 parlamentares foram favoráveis e 184 contrários. Entre os paranaenses, a disputa foi bem mais apertada do que a votação do texto-base – que terminou com goleada de 24 a 6. 
DOS 30 deputados paranaenses, 12 votaram sim, pela saída dos professores das novas regras; 13 votaram não, para que eles seguissem no texto; e 5 se ausentaram – Aliel Machado (PSB), Hermes Parcianello (MDB), Pedro Lupion (DEM), Sergio Souza (MDB) e Zeca Dirceu (PT), segundo o jornal Gazeta do Povo. Os 12 votos favoráveis foram de Boca Aberta (Pros), Ênio Verri (PT), Giacobo (PL), Gleisi Hoffmann (PT), Gustavo Fruet (PDT), Leandre (PV), Luciano Ducci (PSB), Luísa Canziani (PTB), Luiz Nishimori (PL), Luizão Goulart (PRB), Rubens Bueno (Cidadania) e Sargento Fahur (PSD).
FRASE: A inexperiência é o nome que damos aos nossos erros (Oscar Wilde)

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