Colunista
MAIS de um milhão de trabalhadores paranaenses ficarão sem abono salarial do PIS/Pasep com a aprovação da reforma da Previdência, aponta estudo do Dieese divulgado sexta-feira (19). A proposta já passou em 1º turno na Câmara Federal e volta em agosto ao plenário da Casa, mas ainda precisa ser votada em dois turnos no Senado. Dos 1.472.411 paranaenses que recebem o abono hoje, 68,3% deles perdem o direito. O impacto pode chegar a R$ 683 milhões no Estado.
PARANÁ é o quarto estado com maior perda, fica atrás apenas de Santa Catarina (71,8%), São Paulo (70,1%) e do Rio Grande do Sul (68,5%). No País, 12,7 milhões de trabalhadores serão afetados. “As pessoas que trabalham no dia a dia é que vão pagar a conta da reforma da Previdência. Se fala muito de combater os privilégios, mas na verdade a conta é paga mesmo pelo trabalhador geral, aquele que atua no setor urbano”, disse o deputado Romanelli (PSB) que já pontuou a questão em artigos na imprensa.
NO Paraná o salário mínimo varia entre R$ 1.306,80 e R$ 1.509,20 divididos em quatro grupos. Conforme a Classificação Brasileira de Ocupações, os mais atingidos pelo corte são os que compõem os grupos 2, 3 e 4 de faixa salarial. São trabalhadores do setor de serviços administrativos, serviços gerais, de reparação e manutenção e vendedores do comércio em lojas e mercados, produção de bens e serviços industriais e técnicos de nível médio.
ABONO salarial atende aos trabalhadores de baixa renda e funciona como um 14º salário. Hoje, quem tem carteira assinada e recebe até dois salários mínimos (R$ 1,9 mil) por mês tem direito ao abono, cujo valor é de um salário mínimo (R$ 998). A reforma reduz esse valor para R$ 1.364,43. O Paraná tem 466 mil trabalhadores com renda mensal de R$ 1.096,66. Já os trabalhadores que recebem entre 1,37 e 2 salários mínimos chega a R$ 1.005.928, de acordo com a Rais/Dieese. 
FOI sepultado na sexta-feira (19) o ex-ministro do Trabalho Walter Barelli. Aos 80 anos de idade, ele estava em coma havia três meses, depois de bater a cabeça numa queda, na escadaria do Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo. Ele estava internado no hospital Sírio Libanês e morreu de falência de múltiplos órgãos, ao lado da família. Foi casado com Lourdes Barelli. Deixa os filhos Suzana, Pedro e Paulo Barelli e cinco netos. 
EX-GOLEIRO do Flamengo, Bruno Fernandes, condenado a 20 anos e 9 meses pela morte da modelo Eliza Samudio em 2010, deixou a prisão nesta sexta-feira à noite em Varginha-MG. Ele conseguiu na quinta o direito de progressão de pena para cumprir em regime semiaberto. A mãe de Eliza, Sônia Moura, reagiu com indignação à progressão de pena concedida ao goleiro. Hoje ela mora no Mato Grosso com o neto, filho de Bruno com Eliza, de nove anos. “Ele vai responder em liberdade e enquanto isso meu neto me pergunta onde está o corpo da mãe. Até quando vai durar essa angústia? Como podemos chamar isso de Justiça?” – desabafou Sônia ao portal G1. Bruno cumpriu 8 anos e 10 meses de prisão.
NOVA resolução sobre a política de pisos mínimos do frete rodoviário, publicada quinta-feira (18) pela Agência Nacional de Transportes Terrestres foi considerada condizente com os valores de mercado por exportadores, mas criticada por representantes dos caminhoneiros que falam em paralisação. As informações são do Estadão. Sexta-feira os caminhoneiros já discutiam a possibilidade de uma nova greve. Em maio do ano passado os caminhoneiros conseguiram parar o País para cobrar mudança no preço do combustível e no frete rodoviário. O governo acena com nova reunião nesta semana para discutir o assunto e evitar nova paralisação.
PRESIDENTE Jair Bolsonaro confirmou que a possibilidade de extinção da Ancine (Agência Nacional de Cinema) está sobre a mesa. Ele reiterou que pretende transferir a sede da agência para Brasília. Só não está definido ainda se o órgão, caso seja mantido em funcionamento, continuará sob a alçada do Ministério da Cidadania. “Vai ter um filtro, sim. Já que é um órgão federal, se não puder ter filtro, nós extinguiremos a Ancine. Privatizaremos ou extinguiremos”, afirmou Bolsonaro, enfatizando que o dinheiro público não pode servir para produção de filmes pornográficos e outros tipos prejudiciais como atualmente ocorre.
MINISTRO do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio vai se afastar do cargo por uma semana para “tratar de assuntos particulares”. Suspeito de participar de um esquema de candidaturas laranja dentro do PSL, partido dele e do presidente Jair Bolsonaro, Álvaro Antônio ficará fora do ministério até a próxima sexta-feira (26). As informações são do Globo.
PIVÔ da Operação Carne Fraca, o ex-superintendente do Ministério da Agricultura no Paraná, Daniel Gonçalves Filho, foi demitido do serviço público, após determinação da Controladoria-Geral da União. Segundo o jornal Valor Econômico a decisão, que também trouxe a demissão de Maria do Rocio – ex-chefe do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoa) da superintendência do Ministério no Paraná – foi assinada pelo ministro da CGU, Wagner Rosário, e publicada na edição da última quarta-feira (17) do “Diário Oficial da União”. A CGU resolveu aplicar a penalidade de demissão aos dois servidores do Ministério com base em “fatos apurados no âmbito da Carne Fraca”. Ambos foram condenados pela Justiça Federal no ano passado por conta das investigações em torno da Carne Fraca, mas como firmaram acordo de delação premiada tiveram suas penas abrandadas.
PESQUISA Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do IBGE revela que o número de paranaenses que procuram trabalho há pelo menos dois anos chegou a 124 mil no primeiro trimestre de 2019. O número de desempregados de longo prazo no Paraná é 188,4% maior do que o verificado no mesmo período de 2015, primeiro ano da recente recessão da economia brasileira, quando 43 mil trabalhadores estavam nessa situação.
ESTUDO analítico divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), inclusive, revela que o crescimento desse contingente de trabalhadores é mais acelerado no Paraná do que no restante do país. No Brasil, o número de desempregados de longo prazo cresceu 42,4% nesses quatro anos, chegando a 3,3 milhões de pessoas no primeiro trimestre deste ano.
No caso paranaense, inclusive, praticamente um em cada quatro trabalhadores desocupados (23,1% dos 536 mil desempregados) estão há mais de dois anos buscando recolocação no mercado de trabalho. 
EM números absolutos, apenas Maranhão (138 mil pessoas), Pernambuco (258 mil), Bahia (351 mil), Rio de Janeiro (528 mil) e São Paulo (788 mil) apresentam um contingente de desempregados de longo prazo maior que o Paraná. Além disso, os pesquisadores do Ipea também mostram que o número de desempregados que procuram trabalho há pelo menos dois anos cresce mais rápido entre os jovens. Mas ainda é na faixa etária de 40 anos ou mais que estão 27,3% dos desempregados nessa situação.
FRASE: Não existem métodos fáceis para resolver problemas difíceis (René Descartes) 

Deixe comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos necessários são marcados com *.