Colunista
MÊS de junho deste ano de 2019 teve a temperatura mais alta já registrada para o mês no planeta. O recorde abrangeu as temperaturas tanto na terra quanto no mar, segundo a Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (Noaa, na sigla em inglês). No acumulado de janeiro a junho, 2019 teve a segunda maior temperatura nos últimos 140 anos. Apenas o ano de 2016 teve mais calor do que o medido neste ano. Na medição da média mensal, nove dos 10 meses de junho mais quentes da história ocorreram desde 2010. 
EXCEÇÃO foi o calor registrado em 1998. Segundo a Noaa, foi o 43º junho consecutivo com temperaturas acima da média do século XX. O pico de calor foi registrado em diversas regiões do mundo, como Ásia, África, América do Sul e Europa. Nesta última, uma onda de calor que atingiu o continente chegou a ter temperaturas até 10º mais quentes do que a média normal para a região. Mas segundo a Organização Mundial Meteorológica, outros indicadores também tiveram desempenho que demandam observação. Em junho foi registrada a segunda menor extensão de gelos do Ártico em 41 anos.
FRIO mais forte neste mês de julho já foi embora, mas ainda teremos dias frescos até o início de agosto. A previsão para Paranavaí e região é variável: 14º a 28º nesta quinta-feira; 10º a 25º nesta sexta; 17º a 27 sábado; 18º a 30º domingo; 17º a 30º segunda; 15º a 27º terça e 14º a 27º na quarta.  
EX-GOVERNADOR Beto Richa (PSDB) entrou com novo recurso no STF pedindo a anulação da ação a que ele responde na 13ª Vara Criminal de Curitiba, no âmbito da Operação Rádio Patrulha, do Ministério Público Estadual, que investiga suspeitas de fraude em licitação do programa “Patrulha do Campo”, de obras em estradas rurais. Richa é acusado de receber propina para favorecer empresas em licitação para a aquisição de máquinas. A defesa do tucano pediu ao ministro do STF, Gilmar Mendes, relator do caso, que o processo seja transferido para a Justiça Eleitoral. O pedido tem como base decisão do STF de março deste ano segundo a qual crimes eleitorais como o caixa 2 que tenham sido cometidos em conexão com outros crimes como corrupção e lavagem de dinheiro devem ser enviados à Justiça Eleitoral.
SETORES do PT querem o ex-presidenciável Fernando Haddad no comando nacional do partido no lugar de Gleisi Hoffmann. A informação é do Congresso em Foco, que cita entre outros nomes que defendem Haddad o ex-ministro da Justiça, Tarso Genro. No entanto esta troca depende do aval do ex-presidente Lula, de quem se tornou porta-voz desde sua prisão, em abril do ano passado.
ENQUANTO o governo tenta “estimular” a economia discutindo a liberação do FGTS, o senador José Serra (PSDB-SP) comentou sobre os resultados que a economia brasileira deve ter em 2019 e disse que os números são “preocupantes”. “Na prática, o PIB fecha o ano perto de 0,45% na base mensal, um resultado preocupante e que mostra a necessidade de medidas racionais de estímulo ao investimento privado e a ocupação da capacidade via investimentos públicos não concorrentes”, explicou.

MINISTRO
da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, revogou o status de refugiados políticos de três paraguaios que moram no Brasil desde 2003 e são acusados no Paraguai por envolvimento em um caso de sequestro em 2002. Segundo a revista Veja, Juan Arrom, Anuncio Martí e Víctor Colmán, ex-militantes do esquerdista Partido Pátria Livre (PPL), são acusados pelo sequestro de María Edith Bordón, mulher de um empresário local, que passou 64 dias no cativeiro e foi libertada depois do pagamento de um resgate de 300 mil dólares. 
TRIO fugiu para o Brasil após o caso e afirma ter sido torturado por policiais paraguaios para confessar participação no crime. O refúgio aos três foi concedido em 2003, durante o governo Lula. No mês passado, no entanto, a Corte Interamericana de Direitos Humanos absolveu o Estado paraguaio de qualquer responsabilidade por falta de provas. A notícia da revogação foi comemorada pelo presidente Jair Bolsonaro, que disse que os três paraguaios “voltarão para seu país e pagarão pelos seus crimes, a exemplo de Cesare Battisti, preso na Itália”.
FOI sepultado ontem o jornalista esportivo Juarez Soares, 78 anos, que morreu na terça-feira em S. Paulo. Ele lutava contra um câncer. “China”, como era conhecido, passou pela RedeTV!, Globo, SBT, Bandeirantes e Record. Uma grande perda para o jornalismo esportivo.  Muita gente lembra do China na função de comentarista, mas na TV Globo, Juarez Soares era repórter de campo e comentarista esportivo, entre 1974 e 1982. 
DESPESAS feitas pelos deputados federais no 1º semestre deste ano representam 74% dos gastos no mesmo período do ano passado – uma economia de R$ 120 milhões. O Partido Novo gastou apenas 30% da média das demais legendas com a cota para o exercício do mandato, o cotão, e usou só 52% da verba disponível para contratar assessores nos seus gabinetes. Até junho deste ano os deputados usaram R$ 69,5 milhões do cotão e investiram R$ 257 milhões na contratação de servidores. No ano passado, no primeiro semestre, haviam gasto R$ 113 milhões da cota para o exercício do mandato e investido R$ 326 milhões para lotar seus gabinetes com assessores. 
DOIS deputados usaram menos de R$ 1 mil do cotão em seis meses neste ano. A deputada Paula Belmonte (Cidadania-DF) só fez despesa com telefonia: só R$ 202. O deputado Hercílio Diniz (MDB-MG), dono da Rede de Supermercados Coelho Diniz, usou R$ 608 na mesma despesa. Para os deslocamentos até Governador Valadares-MG, onde mora, usa voos de carreira pagos do próprio bolso ou utiliza o seu bimotor turbo-hélice Baron. “Não tenho a política como profissão”, afirma Diniz, que também abriu mão de apartamento funcional e auxílio-moradia e contratou apenas oito dos 25 assessores possíveis. Ele declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 38,8 milhões. 
COM patrimônio de R$ 5,6 milhões, a empresária Paula Belmonte também usa parte do salário para contratar assessores na área de comunicação e cobrir despesas com deslocamento. Ela afirma que é possível tocar o mandato com pouco dinheiro. “Temos que otimizar o recurso que é do contribuinte, porque não existe recurso público, o recurso é de cada um de nós. Principalmente neste momento de recessão no país, com pessoas desempregadas, com recursos escassos para a saúde, a educação”, diz. 
PARTIDOS utilizaram, em média, 87% da verba destinada à contratação de assessores – R$ 111 mil por mês. O PT utilizou 94% da cota, num total de R$ 29 milhões (média R$ 542 mil por deputado). O PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, usou 80%, ou R$ 25 milhões. O Novo chegou a apenas 52% dos recursos disponíveis, investindo R$ 2,3 milhões em assessores. O gasto médio por deputado ficou em R$ 290 mil. Os partidos que integram o Centrão (PP, PRB, PL, PTB e Cidadania) tiveram gasto médio de R$ 503 mil por deputado na contratação de assessores. O PCdoB ficou na segunda colocação, com R$ 528 mil por deputado. O campeão de gastos no primeiro semestre foi o deputado Cássio Andrade (PSB-PR), com R$ 243 mil – próximo ao total da bancada do Novo.
FRASE: O que tem começo, tem fim (Nicolau Maquiavel).

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