Colunista
DIRETOR de Previdência da Paranaprevidência, Élio João Ventura, esteve ontem à tarde em visita ao Diário do Noroeste, depois de visitar cidades da região com a missão de verificar os trabalhos de recadastramento de funcionários nas unidades de educação e política militar. Ele esteve em Maringá, Loanda e Paranavaí (ver notícia em outra página desta edição).
VENTURA foi chefe do Núcleo Regional da Secretaria de Agricultura e Abastecimento em Paranavaí. O atual secretário de Agricultura do Estado, Norberto Ortigara, foi seu colega de trabalho na Seab em Paranavaí. Ventura chegou a ser candidato a deputado, depois foi transferido para Curitiba, exerceu cargo na Itaipu Binacional e outros órgãos, inclusive na própria Seab. No início do ano assumiu como diretor de Previdência. 
NO Diário do Noroeste Ventura lembrou os tempos em que atuou na Seab em Paranavaí e sua participação na comunidade. “É uma cidade que nunca vou esquecer, inclusive do grande número de amigos que fiz e continuo tendo em Paranavaí”, disse ele durante a visita. “Não dá para visitar a todos, mas deixo o meu abraço”. Ontem ainda ele teve encontros com lideranças políticas da cidade, como o ex-prefeito Rogério Lorenzetti.
MINISTÉRIO Público Federal realizou anteontem a devolução de R$ 424.952.537,74 aos cofres da Petrobras, por meio da força-tarefa Lava Jato em Curitiba. Os valores são referentes a acordos de leniência com empresas no âmbito da operação, além da repatriação de valores decorrentes de renúncias voluntárias de três réus já condenados. Os valores já foram depositados diretamente para a estatal. Do total devolvido quinta-feira, R$ 313.079.412, 83 fazem parte de uma parcela do acordo de leniência do Grupo Technip; R$ 44.821.429,39 referem-se ao acordo de leniência da Camargo Corrêa e R$ 67.051.695,52 são provenientes das renúncias voluntárias. Com mais esta devolução, o total de valores efetivamente devolvidos para a Petrobras no âmbito da Lava Jato atinge a quantia de R$ 3.023.990.764,92. 
foram oferecidas pela força-tarefa Lava Jato em Curitiba 101 acusações criminais contra 445 pessoas, sendo que já foram proferidas sentenças em 50 processos, condenando 159 réus a um total de 2.249 anos, 4 meses e 25 dias de pena. Foram deflagradas 61 fases da operação somente na atuação em Curitiba, com o cumprimento de 1.237 mandados de busca e apreensão, 227 mandados de condução coercitiva, 161 mandados de prisão preventiva e 155 mandados de prisão temporária. Por meio de acordos, a operação já garantiu o retorno de aproximadamente R$ 14 bilhões aos cofres públicos, que devem ser pagos ao longo dos próximos anos.
OPERAÇÃO da Polícia Federal que culminou na prisão de quatro suspeitos de serem os responsáveis por hackear os celulares de integrantes da Operação Lava Jato e do ministro da Justiça, Sérgio Moro, precisa desvendar se há mandantes por trás dos crimes e se houve pagamento pelas informações pessoais roubadas. “A identificação de toda essa rede, de possíveis mandantes e financiadores do crime é fundamental para que possamos entender com clareza os objetivos por trás dessa série de delitos que causaram grande instabilidade política e desnudaram a fragilidade do sistema de proteção de aplicativos de troca de mensagens. Certamente essa não é uma organização que atua ao acaso. Está claro que existe aí uma cadeia de comando”, avaliou o deputado federal Rubens Bueno (Cidadania-PR). 
MORREU na quinta (25) o herdeiro do grupo baiano OAS, César Mata Pires Filho, 40 anos, em São Paulo. Ele estava internado desde que sofreu infarto durante um depoimento na Justiça Federal, em Curitiba, no dia 8 de julho. Na audiência em que passou mal, o empresário dava explicações sobre o caso em que era acusado de pagar propina ao Partido dos Trabalhadores (PT) e a agentes públicos na construção da sede da Petrobras em Salvador-BA. Ele era investigado na Operação Lava Jato e chegou a ser preso no final de 2018. 
FILHO do fundador da companhia, César Mata Pires, ele acabou libertado após pagamento de uma fiança de R$ 28 milhões. Foi submetido a uma cirurgia para implantação de dois stents (uma espécie de endoprótese usada para desobstruir artérias). A operação foi bem-sucedida e o quadro dele foi considerado estável após o procedimento. A situação dele piorou nos últimos dias. O pai dele, o também empresário César Mata Pires, dono da OAS, morreu em 2017 em São Paulo, também vítima de um infarto. Pires Filho é também neto do ex-senador Antônio Carlos Magalhães e primo do prefeito da capital baiana, ACM Neto.
FRIO, recesso e desinteresse quase fizeram da convenção do MDB em Curitiba um fracasso de público na quinta (25). Os mais dedicados filiados se reuniram na Sede Histórica do Partido e confirmaram a chapa única, “Novo Movimento Democrático”, liderada pelo deputado Requião Filho para o comando do Diretório Municipal nos próximos dois anos. As eleições para a prefeitura em 2020. Pré-candidatos a vereador e lideranças estiveram presentes, ao lado do ex-senador Roberto Requião. ”Continuamos com o objetivo de lançar candidatos a prefeito em todas as cidades, assim como uma chapa forte de vereadores, que represente as bandeiras do MDB e os ideais que nos diferenciam de todos os demais partidos”, afirmou Requião Filho.
PARANÁ foi uma das poucas unidades da federação a aumentar sua taxa de analfabetos entre 2017 e 2018, como revelam os números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad). Segundo a avaliação, conduzida pelo IBGE, se o estado tinha, há dois anos, 4,6% de sua população acima dos 15 anos sem saber ler e escrever, viu essa porcentagem subir para 5% no ano passado. É um contrafluxo em relação ao cenário brasileiro. No país, o analfabetismo reduziu, ainda que de forma tímida, de 6,9% para 6,8% no mesmo período. São, atualmente, 11,2 milhões de brasileiros nessa condição. 
EM números absolutos o Paraná tem 454 mil pessoas não alfabetizadas. É um movimento de escalada. Em 2016, esse número era de 401 mil e foi a 417 mil no ano seguinte. Foi um desempenho muito abaixo dos vizinhos de região, inclusive. Rio Grande do Sul e Santa Catarina conseguiram reduzir o número de analfabetos. No estado mais ao sul há 281 mil pessoas nesta condição e, em Santa Catarina, 143 mil – respectivamente 2,5% e 3% da população acima dos 15 anos. A situação foi puxada principalmente pelos índices ruins na escolarização da população classificada como “preta ou parda” (definições do IBGE) de 2017 a 2018. Nesta faixa o número de analfabetos subiu 0,7% (para 8%). 
ENTRE os classificados como “brancos”, o aumento foi de 0,1% (para 3,6%). Os números mostram ainda que as mulheres são maioria entre os que não leem ou escrevem (5,8% contra 4,1% homens). Além do Paraná, apenas Pará, Amapá, Mato Grosso e Distrito Federal aumentaram a taxa de analfabetos, sendo que os amapaenses foram os que se saíram pior, elevando a porcentagem de quem não sabe ler e escrever de 5% para 6,1% da população acima de 15 anos.
FRASE: O que não se compreende não se possui (Goethe).

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