Colunista
QUADRO partidário ainda não está completamente definido na maior parte do País, com vistas às eleições municipais do ano que vem. No Estado e na região não é diferente. Mas os futuros candidatos começam a se movimentar para reorganizar os partidos onde devem se abrigar para a disputa.
EM Paranavaí nos últimos dias várias reuniões foram realizadas, sem grandes alardes, até porque vislumbra-se uma nova acomodação partidária. Alguns políticos devem mudar de partido – como o atual prefeito, Carlos Henrique Rossato Gomes, que deve mudar do PSDB para o DEM. 
EM Paranavaí pelo menos 20 partidos dos 33 que existem legalmente no País atualmente estão aptos a lançar candidatos a prefeito, vice e vereadores. No entanto apenas dois deles têm Diretório Municipal: MDB e PT. Os demais são dirigidos apenas por comissões provisórias. Este último, inclusive, já tem nome praticamente definido a prefeito: César Alexandre.
NAS recentes reuniões partidárias realizadas em Paranavaí da semana passada para esta, os participantes analisaram os possíveis nomes a prefeito e vice, mas também a vereadores. Estimam que haverá pelo menos sete nomes a prefeito e 120 nomes a vereadores. Nas eleições de 2016 houve 102 participantes. 
DISPUTA pela Prefeitura não se resume apenas a 2020. É que, dependendo da boa votação, quem não for eleito já estará credenciado a disputar as eleições parlamentares a federal ou estadual. Assim tem acontecido ao longo da história. 
PREFEITURA de Umuarama suspendeu o atendimento à população nesta sexta (29) após ser alvo de um ataque cibernético na quinta- (25). A Secretaria Municipal de Comunicação Social, em nota, não divulgou a extensão do problema, mas avisou que o atendimento só será normalizado na segunda-feira (29).
SE depender da maioria dos brasileiros (90,8%) o Congresso Nacional diminuiria de tamanho, com menos deputados e senadores. É o que mostra pesquisa recente do Instituto Paraná Pesquisas, que ouviu 2184 eleitores entre os dias 17 e 20 de julho em 170 municípios brasileiros. Apenas 6% não concordam.

PRESIDENTE
Bolsonaro, irritado, encerrou entrevista coletiva nesta sexta-feira (26) após classificar como “idiota” uma pergunta feita por jornalista sobre o uso de um helicóptero da FAB (Força Aérea Brasileira) por seus familiares para ir à festa de casamento do filho, Eduardo Bolsonaro. “Com licença, estou numa solenidade militar, tem familiares meus aqui, eu prefiro vê-los do que responder a uma pergunta idiota para você. Tá respondido? Próxima pergunta”, disse, interrompendo a pergunta antes mesmo de sua conclusão.
AO ser questionado se tem o desejo de disputar a Presidência da República no futuro, o governador Ratinho Júnior (PSD) saiu pela tangente: “Eu confesso que meu sonho eu realizei como homem público que é governar o Estado”, afirmou ele. Ratinho admitiu que para qualquer um seria uma honra ocupar o cargo máximo do País, mas desconversou. “A vida que tem que me dizer quais os próximos passos. Não tenho essa ambição”, disse. 
NÚMEROS do Tribunal Superior Eleitoral mostram que 69% do eleitorado brasileiro já são identificados por meio de impressões digitais.
Já se cadastraram 101.709.041 dos 146.197.619 eleitores brasileiros.
Segundo o TSE, 11 unidades da federação já concluíram o processo de cadastramento das digitais, atingindo 100% de identificação digital do eleitorado. São elas: Acre, Alagoas, Amapá, Distrito Federal, Goiás, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Roraima, Sergipe e Tocantins. No Paraná a biometria já alcançou 94,42% do eleitorado (7.532.927 eleitores).
GOVERNADOR Ratinho Jr teve que enfrentar temas espinhosos no primeiro semestre de sua gestão, mas ainda terá outros no segundo semestre, na volta do recesso, em 5 de agosto. Analistas listam cinco principais assuntos previstos para entrar na pauta do Legislativo com o fim do recesso de julho. 
SÃO eles, de acordo com o jornal Gazeta do Povo de Curitiba: (1) Aval à negociação salarial – A possibilidade de um reajuste geral nos salários dos servidores públicos dominou parte da pauta do primeiro semestre, mas o desfecho da negociação entre o governo do Paraná e os representantes do funcionalismo só deve ocorrer em agosto. Embora as categorias tenham concordado em suspender a greve, a proposta da gestão Ratinho não atende completamente as reivindicações – o que pode elevar o debate na Alep. (2) LEGE sai da geladeira – Enquanto a negociação em torno de um reajuste geral ao funcionalismo estava em andamento no primeiro semestre, a gestão Ratinho se viu obrigada a suspender o trâmite na Assembleia Legislativa de um projeto de lei batizado de “LEGE” – embora a proposta fosse ampla (de maneira geral, cria mecanismos de controle de ações de governo do Paraná), ela reservava um polêmico trecho envolvendo os servidores públicos. O projeto de lei acabou sendo jogado para o final do 2º semestre. O artigo 16 da LEGE estabelece uma relação entre investimento e receita no momento de verificar possíveis reajustes salariais, promoções e progressões, o que, na visão dos servidores públicos, pode ser traduzido como uma fórmula para, na prática, congelar salários e outros benefícios. 
E AINDA: (3) Privatizações – A gestão Ratinho já anunciou que duas companhias com mais de 20 anos de história devem deixar de fazer parte da estrutura do governo do Paraná: a ideia é privatizar a Copel Telecom, subsidiária da Copel responsável pelo fornecimento de internet via fibra ótica, e da Compagás, companhia que distribui gás natural para empresas e clientes residenciais no estado. Mas, nos dois casos, é necessário o aval da Assembleia Legislativa. Na Casa, a resistência parte da bancada da oposição, que é minoria e não concorda com as vendas. (4) Reforma administrativa continua – Outra proposta que a gestão Ratinho Junior pretendia votar na Assembleia Legislativa no 1º semestre, mas que acabou jogada para o pós-recesso de julho, é uma espécie de 2ª etapa da reforma administrativa, com a redução do número de autarquias e empresas de economia mista. Embora a íntegra da proposta ainda seja desconhecida, ela já rende críticas, em especial porque entre as ideias estaria a fusão em uma única entidade do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), do Centro Paranaense de Referência em Agroecologia (CPRA), da Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná (Codapar) e do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar). A nova autarquia receberia o nome de Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná. 
TAMBÉM: (5) Lei das Universidades Estaduais – Um dos projetos de lei de autoria da gestão Ratinho Junior que devem entrar na pauta da Alep no 2º semestre é o que estabelece regras para a distribuição de recursos e altera a forma de gestão das universidades estaduais. Mas a proposta encontra resistência, e isso deve influenciar no trâmite do texto. Em maio, quando a intenção de criar uma lei para regular os repasses foi anunciada, reitores manifestaram preocupação com os critérios que poderiam ser estabelecidos.
FRASE: Roubar dinheiro público não é novidade no Brasil: a novidade é ser punido e ter que devolver o que se roubou (Zuenir Ventura, jornalista brasileiro).

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