Colunista
SEGUNDO estimativa populacional do IBGE, entre 2001 e 2019, um período de 18 anos, 40,1% dos municípios paranaenses viram sua população encolher. Ao todo, foram 160 municípios que registraram crescimento negativo variando entre -72,02% (caso de Altamira do Paraná, que possuía 6.941 habitantes e atualmente conta com 1.942) e -0,02% (Porto Vitória, cuja população no período analisado passou de 4.066 para 4.065). Por outro lado, todos os demais municípios (um total de 239 cidades) viram sua população crescer. Tunas do Paraná foi quem teve o aumento mais expressivo: tinha 3.707 habitantes em 2001 e atualmente conta com 8.769 – alta de 136,55%. Já Nova Londrina praticamente manteve o mesmo contingente populacional: possuía 13.211 habitantes há 18 anos, e atualmente conta com 13.213 (crescimento de 0,02%).
ESTADO do Paraná, como um todo, está desde 2014 “encalhado” na marca de 11 milhões de habitantes. Neste século, o estado viu sua população crescer 17,94%, passando de 9.694.709 para 11.433.957. A taxa de crescimento anual médio verificada foi de 1,04%. A se manter esse ritmo de crescimento, será apenas em 2024 que o estado conseguirá superar a marca de 12 milhões de habitantes – a estimativa aponta para um contingente populacional de 12.094.742 pessoas. A exemplo do caso curitibano, nos últimos anos o Paraná tem crescido menos do que sua média histórica, com uma taxa média de 0,63%. Ainda assim, se mantida essa taxa, em julho de 2024 o estado contará com 12.034.944 de habitantes.
PARANAVAÍ teve um crescimento populacional de 7,59% nos últimos 10 anos. O crescimento foi verificado ano a ano, menos em 2010, quando foi realizado o censo, em que se verificou uma pequena redução populacional, segundo dados do IBGE. 
MUNICIPIOS de porte médio do entorno de Paranavaí tiveram crescimento maior. Cianorte cresceu mais que o dobro de Paranavaí no período 2010-2019,  chegando a 18,09% (de 69.958 para 82.620); Umuarama cresceu 10,80% (de 100.676 para 111.557) e Campo Mourão 8,79% (de 87.194 para 94.859).
 
RANKING mostra Curitiba como a maior cidade do Paraná e a região metropolitana da capital emplacou sete cidades entre as 25 mais habitadas. É a seguinte a relação das 25 maiores cidades do Paraná: (1) Curitiba: 1.933.105;(2) Londrina: 569.733; (3) Maringá: 423.666; (4) Ponta Grossa: 351.736; (5) Cascavel: 328.454; (6) São José dos Pinhais: 323.340; (7) Foz do Iguaçu: 258.532; (8) Colombo: 243.726; (9) Guarapuava: 181.504; (10) Paranaguá: 154.936; (11) Araucária: 143.843; (12) Toledo: 140.635; (13) Apucarana: 134.996; (14) Pinhais: 132.157; (15) Campo Largo: 132.002; (16) Arapongas: 123.027; (17) Almirante Tamandaré: 118.623; (18) Piraquara: 113.036; (19) Umuarama: 111.557; (20) Cambé: 106.533; (21) Fazenda Rio Grande: 100.209; (22) Sarandi: 96.688; (23) Campo Mourão: 94.859; (24) Francisco Beltrão: 91.093; (25) Paranavaí: 88.374.
PSDB nacional decidiu ficar em cima do muro e não iniciar processo de expulsão do ex-governador do Paraná, Beto Richa, e com isso ele voltou a ser objeto de consulta de parlamentares interessados em upgrade político. Antigos aliados e deputados estaduais foram flagrados em carros escuros. com insufilm, entrando no prédio de Richa e saindo sem despertar atenção dos moradores do edifício onde o tucano mora, no elegante bairro Ecoville, em Curitiba.
ECONOMIA brasileira cresceu 0,4% no 2º trimestre, ligeiramente acima do previsto pelos analistas do mercado. Depois de crescer só 1,1% em 2017 e repetir a taxa em 2018, a economia brasileira, medida pelo Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de todos os bens e serviços produzidos no país) avançou apenas 0,7% no 1º semestre. Os dados foram divulgados na manhã desta quinta-feira (29) pelo IBGE. O país saiu oficialmente da recessão há dois anos, mas o atual ciclo de retomada do crescimento é o mais lento dos últimos 40 anos.

CONCESSIONÁRIAS
de pedágio estão obrigadas a afixar o cronograma de obras previsto no contrato assinado com o governo. Os deputados estaduais derrubaram, na terça-feira, por unanimidade, o veto do governador Ratinho Júnior (PSD) ao projeto de lei do deputado Anibelli Neto (MDB) nesse sentido. Pela proposta as empresas concessionárias terão que atualizar as informações sobre o andamento das obras semanalmente e as informações terão que estar em local visível, em todas as cabines de cobrança, bem como nas áreas destinadas ao atendimento ao usuário.
DATA de ontem (29) marcou o Dia Nacional de Combate ao Fumo. Criado em 1986 ficou como data anual para conscientização sobre o tema. Neste ano, um dos principais motes da campanha é chamar a atenção dos jovens sobre o uso do narguilé. Conforme aponta Guilherme Stelko Pereira, oncologista do COP (Centro de Oncologia do Paraná), o ato parece inofensivo, mas é um mal silencioso: 1h de narguilé vale pelo equivalente a fumar 100 cigarros.
“Uma sessão de narguilé, com duração entre 20 e 80 minutos, pode corresponder à exposição aos componentes tóxicos presentes na fumaça de 100 a 200 cigarros. Mais que isso: o uso compartilhado do narguilé com outros usuários pode expor o fumante a riscos de doenças como herpes, hepatites virais e tuberculose”.
COBRANÇA feita por grupos de renovação política por mais democracia interna nos partidos e pela diminuição do poder das lideranças partidárias parte de um diagnóstico correto, mas não leva em conta que nosso modelo de democracia exige liderança centralizada para que as siglas organizem sua atuação parlamentar. A análise é do cientista político e membro do Instituto de Estudos Sociais e Políticos (IESP), da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Fernando Guarnieri. Doutor em Ciência Política e especialista nas áreas de competição política e partidos políticos, Guarnieri é um dos convidados do seminário “Desafios da democracia no Brasil: inovação, participação e representação num mundo conectado”, que será realizado pelo Estado em parceria com a Rede de Ação Política pela Sustentabilidade (Raps) no dia 4 de setembro no Senado Federal em Brasília.
“AS oligarquias partidárias têm de ter algum limite, mas o que os movimentos de renovação têm de refletir é até que ponto essa forma enrijecida de partido não é consequência justamente do jeito como funciona nossa democracia”, afirma. Esse fenômeno, para o professor, não é exclusivo do Brasil. “No mundo inteiro há vários exemplos de partidos que têm dono.”
GUARNIERI afirma que a crítica parte de uma ideia de partido cujo papel seria basicamente de representação, de fazer a ligação entre o eleitorado e o Estado. “Mas os partidos surgem com a necessidade de organizar o trabalho no Legislativo, uma maneira de conseguir formar maioria para resolver problemas que surgem dentro dos Parlamentos”, afirma. Para Guarnieri, os partidos precisam ser capazes de formular estratégias e fazer alianças. “E tudo isso exige lideranças fortes.”
TENDO a hiperconectividade como tema central, o seminário tratará, entre outros assuntos, dos desafios enfrentados pela democracia em tempos de redes sociais, fundamentais no resultado de eleições ao redor do mundo, inclusive no Brasil. Para Guarnieri, o problema é o risco de as redes serem usadas como instrumento de manipulação. “Isso não era tão bem conhecido e começou a ser estudado muito recentemente”, diz.
FRASE: Políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos pelo mesmo motivo (Eça de Queirós).

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