Colunista
VEM provocando reações a proposta do senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR) que pretende criar mecanismos de incentivo para a fusão e incorporação de municípios com menos de 5 mil habitantes. A ideia, segundo Oriovisto, é evitar que cidades menos populosas que não têm arrecadação suficientes para se autossustentarem gastem recursos públicos com estruturas em duplicidade sem necessidade. Ele cita, por exemplo, estudo de 2015 do Tribunal de Contas do Estado, segundo o qual 102 dos 399 municípios do Paraná, ou 24% do total, são inviáveis economicamente e deveriam deixar de existir. 
SEGUNDO levantamento, esses municípios não produzem receita suficiente – seja através de arrecadação própria, seja de repasses do Estado e do governo federal – para manter serviços básicos. Em todo o país, cerca de 1.300 dos 5.570 municípios estão nessa condição, pois vivem exclusivamente de verbas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). E boa parte dos recursos destinados a eles são gastos com as folhas de pagamento de prefeituras e câmaras de vereadores. Apenas com os legislativos, segundo o senador, esses municípios gastam R$ 744,8 milhões por ano somente com os salários de vereadores. 
PRESIDNETE da AMP (Associação dos Municípios do Paraná) e prefeito de Pérola, Darlan Scalco, criticou duramente o projeto de Oriovisto. “Por que não acabamos com o Senado, que gera um custo altíssimo para a sociedade?”, reagiu. 
DEPUTADO paranaense Ricardo Barros (PP), relator do projeto de lei de abuso de autoridade na Câmara, afirmou ontem que líderes de partidos ainda tentam convencer o presidente Bolsonaro a manter trechos da proposta e que há acordo apenas para vetar a restrição ao uso de algemas. Para Barros, no entanto, caso o presidente confirme os vetos ao texto – seriam 20 – o Congresso deverá trabalhar para derrubá-los, já que o projeto foi aprovado com amplo apoio. No Senado, de 81 parlamentares, 32 assinaram manifesto pelo veto a projeto. Na Câmara, de 513 deputados, o líder do governo na Casa, Major Vitor Hugo (PSL-GO), obteve o apoio de menos de 100 assinaturas. “São números insuficientes para manter os vetos. Então, se os vetos forem de fato confirmados, haverá uma reação do Congresso”, disse Barros.
PRESIDENTE Bolsonaro (PSL) declarou ter determinado que o Ministério da Educação (MEC) elabore um projeto de lei contra a “ideologia de gênero” no ensino fundamental. O anúncio foi realizado pelo Twitter e não especifica o que seria considerado um conteúdo inadequado. No texto ele diz que a determinação visa “a proteção integral da criança”. Cerca de 30 minutos antes, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), havia anunciado o recolhimento de material didático que faria “apologia à ideologia de gênero”. “Fomos alertados de um erro inaceitável no material escolar dos alunos do 8º ano”, escreveu. 
CONVENÇÃO municipal do MDB em Curitiba, realizada em 25 de julho e que elegeu o deputado Requião Filho à presidência do partido na capital paranaense, foi anulada pela Executiva estadual comandada pelo deputado estadual Antonio Anibelli Neto. Para a executiva estadual, a convenção foi impugnada por “falta de quórum mínimo e descumprimento do estatuto do MDB”. Segundo ainda membros da direção estadual, o diretório municipal de Curitiba fará nova convenção nos próximos meses. O fato expõe mais uma vez a cisão entre as famílias Requião e Anibelli, outrora aliados.
MINISTRO da Justiça, Sérgio Moro, é conhecido por 93% da população, mas a maioria (59%) não concorda que ele dispute a Presidência da República nas eleições de 2022. Este é o resultado da mais recente pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas, realizada entre os dias 28 e 31 de agosto. Os que mais rejeitam sua candidatura à sucessão de Bolsonaro são os que têm curso superior (57%), os homens (55%), os moradores da região Nordeste (54%). Os que mais apoiam estão na região Sul (44%), os que têm mais de 60 anos (40%), e os que têm entre 35 e 44 anos (41%).
NUM evento realizado com diretores de escolas estaduais de todo o Estado no Teatro Positivo terça (03) o governador Ratinho Júnior anunciou a prorrogação dos mandatos dos atuais diretores de escolas por mais um ano. Assim, as eleições que estavam marcadas para novembro próximo só vão ocorrer no final de 2020.
CRESCEU 22,2% no 1º semestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2018, o lucro líquido da Caixa Econômica Federal. Segundo o balanço do banco divulgado nesta semana, de janeiro a junho o lucro chegou a R$ 8,1 bilhões. No 2º trimestre, o lucro líquido teve alta de 21,6%, registrando R$ 4,1 bilhões. 
 
PRODUÇÃO industrial brasileira teve queda de 0,3% na passagem de junho para julho deste ano, o terceiro resultado negativo consecutivo. A perda acumulada no período chega a 1,2%, segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal, divulgada IBGE nesta semana.
DE acordo com o Ministério da Saúde os casos de suicídio entre crianças e adolescentes está se tornando cada vez mais frequente no Brasil. Em 2017, último ano com dados disponíveis no Sistema de Informações sobre Mortalidade, foram 1.055 registros, recorde da série histórica iniciada em 1979.
Só no Paraná, ainda segundo o Ministério da Saúde, foram 62 casos em 2017, maior número desde 2004, quando haviam sido registrados 63 episódios de suicídio envolvendo crianças e adolescentes. O recorde da série histórica para o estado, contudo, pertence ao ano de 1998, quando 81 jovens com até 19 anos deram cabo à própria vida. 
“TEMOS crianças mais jovens, de 9 ou 10 anos, que às vezes nos surpreendem com essa fala que quer morrer, que não quer viver.” O relato é da psiquiatra do Hospital Pequeno Príncipe de Curitiba, Maria Carolina Serafim. Neste ano, a menor criança que tentou suicídio e foi atendida no hospital tinha apenas nove anos de idade. E não foi um caso isolado. Para Maria Carolina, os números refletem uma série de fatores, dentre eles algumas mudanças sociais pelas quais atravessamos (com impacto significativo por parte das redes sociais e celulares) e que podem provocar um mal-estar no jovem, que então não consegue lidar com suas frustrações e muitas vezes se vê desamparado mesmo dentro de casa.
“TEM muitos fatores. As mudanças sociais, principalmente na família, algumas situações da própria escola, algumas dificuldades das crianças e adolescentes de acompanhamento. Mas existe também um aumento da prevalência dos transtornos depressivos”, aponta a especialista. “Muitos pais dizem que isso passa, que é só (o filho) amadurecer, mas o que vemos é que em muitos casos eles não conseguem superar e aí vai agravando cada vez mais.”
PSIQUIATRA do HPP ainda alerta que os principais sinais relacionados ao suicídio e depressão são alterações cognitivas e sociais. “Alterações no processo escolar; no relacionamento social; irritabilidade; uma certa agressividade sem contexto, meio gratuita; processos de ansiedade, pânico e hiperatividade. Quando a criança é muito pequena, também podemos notar alguns sinais de depressão”, destaca Maria Carolina. Ainda segundo a especialista, ao se deparar com um caso desse tipo, a primeira coisa que alguém deve fazer é tentar conversar e orientar o paciente a buscar ajuda. “Primeiro é tentar conversar, ver o que está se passando, e buscar ajuda. 
FRASE: O mal-estar faz parte da vida, temos de aprender a lidar com o mal-estar (Maria Carolina Serafim, psiquiatra do Hospital Pequeno Príncipe de Curitiba)

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