Cotidiano
BRASÍLIA (ABR) – O presidente Jair Bolsonaro faz visita oficial de três dias a Israel. A viagem retribui a vinda ao Brasil do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que prestigou Bolsonaro durante a posse, no dia 1º de janeiro. 
Ambos se encontram neste domingo em Tel Aviv. Segundo a Presidência da República, Bolsonaro pode assinar até quatro acordos de cooperação com o governo israelense, em áreas como defesa, serviços aéreos, saúde e ciência e tecnologia.
O presidente disse, no Twitter, que os compromissos em Israel “serão de grande importância para o Brasil”. Segundo Bolsonaro, serão negociados acordos nas áreas de ciência, tecnologia e defesa, entre outras. “Ótimas expectativas. Israel é uma nação amiga e juntos temos muito a somar”, afirmou.
Está prevista a assinatura dos seguintes atos conjuntos entre os dois governos:
– Acordo de cooperação em ciência e tecnologia, que tem o objetivo desenvolver, facilitar e maximizar a cooperação entre instituições científicas e tecnológicas de ambos os países;
– Acordo de cooperação na área de segurança pública;
– Acordo cooperação em questões relacionadas a defesa;
– Acordo sobre serviços aéreos, com propósito de estabelecer e explorar serviços aéreos entre os dois territórios;
– Memorando de entendimento entre o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e a Autoridade Nacional de Cybersegurança de Israel (INCD), na área de segurança digital;
– Plano de cooperação na área de saúde e medicina entre ministérios de Saúde dos dois países, para os anos de 2019-2022.
TRANSFERÊNCIA DE EMBAIXADA – O embaixador de Israel no Brasil, Yossi Shelley, afirmou à Agência Brasil que a transferência de representações diplomáticas estrangeiras de Tel Aviv para Jerusalém deve ser observada sob ponto de vista técnico. 
Após a decisão dos Estados Unidos de mudar sua embaixada, Paraguai, República Tcheca e outros seguiram na mesma direção. “A discussão toda sobre a embaixada é que se trata de uma questão técnica”.
O presidente Jair Bolsonaro disse que pensa em criar um escritório de negócios em Jerusalém. A iniciativa não afasta a possibilidade de futuramente transferir a embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém.

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