Cotidiano
CURITIBA – A campanha de vacinação contra febre aftosa no Paraná já começou e segue até 31 de maio. Nesta etapa, a vacinação é obrigatória para animais jovens de zero a 24 meses, bovinos e búfalos.
A expectativa da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) é que sejam vacinadas 4,1 milhões de cabeças. Os produtores precisam comprovar a vacinação.
As vacinas para esta campanha já estão disponíveis no mercado em fracos de 15 e 50 doses, com uma novidade: a dose, que era de 5 mililitros (ml), reduziu para 2 ml, independente de peso e tamanho do animal.
O coordenador do Programa de Febre Aftosa da Adapar, Walter de Carvalho Ribeirete, explica que dois fatores foram determinantes para essa alteração. A vacina anterior conferia proteção para três tipos de vírus e a vacina atual deixou de conter o componente do vírus Tipo C, considerado erradicado na América do Sul. “Outro fator é que houve alteração na formulação, diminuindo o componente oleoso da vacina, com o objetivo de reduzir a reação no local da aplicação”.
Ao comprar a vacina os criadores obtêm a nota fiscal e o formulário para comprovar a vacinação, que será utilizado para atualização do cadastro na Adapar. 
“Mesmo os produtores de bovinos e búfalos que não tenham animais abaixo de 24 meses precisam atualizar o cadastro no prazo estabelecido para esta campanha”, completa Ribeirete. O transporte de animais só é autorizado com a vacinação e cadastro atualizado, o que permite a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA).
Multa a quem não vacinar
Os produtores que não cumprirem a obrigatoriedade poderão ser autuados. A não vacinação ou não comprovação implica em multa, definida conforme a quantidade de animais. O valor-base segue a Unidade Padrão Fiscal do Paraná (UPF), que chegou ao valor de R$ 102,49 em abril de 2019 e deve ter reajuste em maio.
Essa pode ser a última campanha de vacinação contra febre aftosa no Paraná. Para isso, a suspensão da vacinação precisa ser divulgada oficialmente pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Hoje, o Paraná é reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como Área Livre de Febre Aftosa, com Vacinação. O objetivo do poder público é obter o reconhecimento de Área Livre de Febre Aftosa sem Vacinação, com fiscalização permanente, na expectativa de atrair investimentos e abertura em mercados internacionais.

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