Cotidiano
“Os homens são responsáveis por pelo menos seis de cada dez óbitos por doenças do aparelho circulatório e, no conjunto, a faixa etária de 20 a 59 anos é onde a mortalidade masculina é, pelo menos, o dobro da feminina”. Os dados fazem parte de um levantamento do departamento de Saúde do Homem da Secretaria de Estado de Saúde do Paraná (SESA) e comprovam a importância da campanha “Agosto Azul”, que neste ano tem como tema “Homem respeite a sua saúde e viva melhor”.
O objetivo é estimular a promoção da saúde do homem como mecanismo para estabelecer um ambiente familiar e social mais saudável. A deputada Cantora Mara Lima (PSC), autora da lei que institui no Paraná o “Agosto Azul”, destacou os bons resultados alcançados pelo conjunto de medidas implementadas durante a mobilização, que já acontece há oito anos, e são executadas pelo Governo do Paraná, e também adotadas por diversas instituições não governamentais (ONGs). “O Paraná está de parabéns por valorizar a iniciativa dessa importante lei. Assim como a lei do ‘Outubro Rosa’, também de minha autoria, que visa cuidar da saúde da mulher, ela promove a conscientização sobre os cuidados do homem com sua saúde”, acrescentou.
“Há oito anos defendo a prevenção e cuidados com a saúde do homem”, frisou a deputada. E complementou: “Sou uma parlamentar que defende a família. Essa é minha bandeira principal. Comemorar oito anos da campanha ‘Agosto Azul’ no Paraná é uma grande alegria, pois nessa lei estadual, e em seu objetivo primordial, está a família paranaense sendo valorizada por meio dos cuidados com a saúde masculina”, reiterou. Ela lembrou que o projeto de lei que criou a campanha foi apresentado e discutido na Alep ainda em 2011.
O secretário de Estado da Saúde do Paraná, Beto Preto, também destacou a importância da campanha que promove o debate sobre o tema: “Neste mês de agosto, intensificamos a campanha de conscientização com a saúde do homem. Mas, este cuidado deve ser permanente, principalmente porque ainda há, infelizmente, uma falta de hábito neste cuidado por parte dos homens. Temos que mudar essa realidade. Por isso, no ‘Agosto Azul’ chamamos a atenção neste sentido, porque prevenção é fundamental”, afirmou.
AUTOCUIDADO – De acordo com Zeila Terezinha Consul Carneiro, coordenadora do departamento de Saúde do Homem da SESA, muitos agravos verificados nos dados sobre a situação de saúde masculina poderiam ser evitados caso os homens adotassem e seguissem com regularidade as medidas de prevenção primária. “Os homens de forma geral habituaram-se a evitar o contato com os espaços da saúde, sejam os consultórios médicos, sejam das unidades de saúde pública, orgulhando-se da própria invulnerabilidade”, observou. “Avessos à prevenção e ao autocuidado, é comum que protelem a procura de atendimento, permitindo que os casos se agravem, ocasionando maiores problemas e despesas para si e para o sistema de saúde, que é obrigado a intervir nas fases mais avançadas das doenças”, alertou.
CÂNCER – O Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde mostra que em 2016, 736.842 homens morreram em todo o país. Entre as principais causas de morte estão cânceres (112.272), como de próstata, fígado, pulmonar e de pele; doenças do coração (68.018), como infarto e AVC; agressões (56.409); acidentes (84.139), em especial de transportes (31.565); doenças cerebrovasculares (51.753); e gripe e pneumonia (41.695). Esses dados foram divulgados pelo Ministério em novembro de 2018.
MULHERES – A expectativa de vida do brasileiro passou de 75,8 anos para 76 anos de 2016 para 2017, um aumento de três meses e 11 dias. E, quem vive mais são as mulheres. As informações são das Tábuas Completas de Mortalidade do Brasil de 2017, divulgadas no final do ano passado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o estudo, a expectativa de vida dos homens aumentou de 72,2 anos em 2016 para 72,5 anos em 2017, enquanto a das mulheres foi de 79,4 para 79,6 anos. Os dados do IBGE mostram ainda que em 1940, a expectativa de vida era de 45,5 anos, sendo 42,9 para homens e 48,3 anos para mulheres. Entre 1940 e 1960, o Brasil praticamente reduziu pela metade a taxa bruta de mortalidade (o número de óbitos de um ano dividido pela população total em julho daquele mesmo ano), caindo de 20,9 óbitos para cada mil habitantes para 9,8 por mil. A expectativa de vida ao nascer em 1960 era de 52,5 anos. Ao todo, a expectativa de vida aumentou 30,5 anos entre 1940 e 2017, chegando a 76,0 anos.
Programação – Inúmeras ações para incentivar a prevenção e promoção da saúde masculina, segmento populacional que envolve, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), um contingente de mais de 100 milhões de homens em território brasileiro (IBGE, 2015), serão desenvolvidas no Paraná durante o “Agosto Azul”. As atividades ocorrerão nas 22 Regionais de Saúde e nos 399 municípios que estarão trabalhando o tema. A Secretaria Estadual de Saúde está confeccionando adesivos que serão colados em carros oficiais do Estado para divulgação de sensibilização da população ao tema. Implementadas em parceria com outros órgãos, as ações se estenderão neste ano e vão além de agosto: acontecerão nos meses de setembro, outubro, novembro e dezembro.

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