Cotidiano

O crescimento no índice de exclusões de registros no SCPC tradicionalmente acontece nos meses de novembro e dezembro, quando os trabalhadores recebem a primeira e segunda parcelas do 13º salário. Mesmo assim são raras as vezes em que o número de exclusões é superior ao de inclusões. A última vez que isso aconteceu em Paranavaí foi em dezembro de 2011 (período de 13º salário), nove anos atrás.

Por isso, a informação divulgada esta semana na reunião da Diretoria da Associação Comercial e Empresarial de Paranavaí (ACIAP) de que no mês passado, julho, o índice de exclusões do SCPC foi superior às inclusões causou uma boa surpresa entre os diretores. Este dado aponta que a economia local começa a ser reativada. “Não há de se falar em crescimento este ano. Somente uns poucos setores crescerão e ainda em razão de suas características. Mas estamos confiantes de que podemos retomar a níveis que estávamos antes da pandemia”, diz o vice-presidente para Assuntos de Comércio da ACIAP, Luiz Paulo Mendonça Hurtado.

Em reunião virtual, o vice-presidente para Assuntos de Comércio da ACIAP, Luiz Paulo Mendonça Hurtado

Segundo os dados do Serviço de Inteligência Empresarial da ACIAP, conhecida popularmente como SCPC ou Seproc, as exclusões (quitação das dívidas) no mês passado foi 44,22% em relação a junho e 24,10% em comparação com julho de 2019, quando não havia pandemia. Não é só isso: o número de endividamento também caiu: em relação a junho o número de inclusões (registro de dívidas) em julho diminuiu 36,39% e se comparado a julho do ano passado a redução foi de 13,32%.

O índice de exclusão de julho foi maior inclusive que o último mês de dezembro. O desempenho foi melhor em quase meio por cento (0,48%).

Os números mostram que a ACIAP tem sido uma excelente parceira para reduzir a inadimplência de seus associados. Os positivos índices de exclusão significam que o Serviço de Inteligência da entidade recuperou R$ 199.547,75. Este ano (de janeiro a julho) a entidade já recuperou R$1.332.184,60.

Os dados ainda mostram que a eficiência da entidade este ano foram recuperadas 62% a mais o valor das dívidas registradas, enquanto em 2019 o índice tinha sido de 44%.

AUXÍLIO EMERGENCIAL – Para o gerente executivo da Associação, Carlos Henrique (Kaká) Scarabelli, os dados referentes às exclusões em julho passado, principalmente se comparado aos índices de inclusões, demonstra que o auxílio emergencial tem irrigado a economia local, garantido empregos e a sobrevivência do comércio varejista, que está vendendo e recebendo dívidas atrasadas. Em Paranavaí foram contempladas 25.665 pessoas. No total foram distribuídos R$ 61 milhões.

“Quem estava desempregado, em situação difícil ou sem nenhuma renda, teve a oportunidade através do Governo Federal, recebeu o auxílio emergencial e saldou sua dívida”, analisa Scarabelli.

De outro lado, lembra o executivo, os números mostram que o Serviço de Inteligência Empresarial da ACIAP, está sendo fundamental e dando suporte ao empresário na recuperação de dívidas, “se destacando inclusive em relação a anos em que não se vivia este quadro pandêmico”.

LUZ NO FIM DO TÚNEL – O vice-presidente para assuntos de comércio, que é proprietário de uma loja de calçados, sentiu na sua empresa uma maior procura de interessados em quitar dívidas atrasadas. “Desde a pandemia vínhamos propondo renegociações, deixando juros de lado, reparcelando. Mas no mês passado a procura foi bem maior”, diz Hurtado, que confirma que os funcionários do crediário trabalharam mais em exclusões do que em inclusões.

O empresário também atribui ao pagamento do auxílio emergencial o bom desempenho dos índices de exclusões de registros no SCPC. Outra ferramenta que facilitou a recuperação de dívidas, segundo ele, foi o convênio com o Cartório de Protesto. “A gente tenta de todas as formas a negociação Quando não tem alternativa, encaminhamos para o protesto e isto têm feito os inadimplentes voltarem a negociar ou quitar de vez a dívida atrasada”, relata ele.

Mendonça Hurtado está otimista. Durante o fechamento do comércio, dispensou cinco funcionários e já recontratou três. Para ele, a venda do Dia dos Pais foi igual a do ano passado no mesmo período e melhor que a do Dia das Mães deste ano, que é o segundo Natal dos lojistas. “Tem uma luz no fim do túnel”, comemora.

O empresário não acredita em crescimento da economia este ano, mas já começa a crer que a comercialização pode voltar aos níveis pré-pandemia. “Acho que já dá até para flexibilizar outros setores da economia. Basta definir protocolos de segurança, como foi feito com o comércio, que estabeleceu uso de máscaras, do álcool em gel para funcionários e clientes, cumprir com o distanciamento social, etc, que dá certo”, aposta o vice-presidente da ACIAP.

(Assessoria Aciap)

Deixe comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos necessários são marcados com *.