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O desequilíbrio ambiental começa a fazer parte do cotidiano e passa a ter um custo social e monetário para os moradores do cerrado. A mais drástica crise hídrica da história do Brasil Central é um exemplo. Brasília passa por racionamento e o Descoberto, seu principal reservatório, registrou 5% de volume. Em Cristalina (GO), as outorgas para irrigação foram suspensas e os agricultores tiveram que aprender a gerir o recurso. Em Goiânia (GO), moradores invadiram a caixa d’água da empresa de saneamento para conseguir o líquido. A falta de água também atingiu a geração de energia. O governo acionou as termelétricas, levando os consumidores a pagarem mais caro, por meio da bandeira vermelha. Mas a conta não para por aí. As chuvas cada vez mais raras e intensas causam destruição quando chegam, como o vivido por Brasília e Abadiânia (GO) há duas semanas. O maior incêndio do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (GO), recentemente, também foi um alerta do prejuízo da perda de biodiversidade. 

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