Cotidiano
Thiago Alonso e Trajano Budola
Casos de violência são corriqueiros nas escolas paranaenses e foram debatidos nesta segunda-feira (13) durante o seminário “Violência nas escolas”, por proposição da deputada Luciana Rafagnin (PT). Deputados, especialistas, representantes do Ministério Público, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), professores, alunos e funcionários de escolas participaram do debate. 
Para a propositora do seminário, a violência no ambiente escolar se dá em vários níveis, diariamente e é um mal silencioso, muitas vezes não discutido. “Estamos buscando ações que possam inibir e evitar casos de violência”, disse. O deputado Professor Lemos (PT) lembrou leis que visam coibir casos de abuso no ambiente escolar, como a que institui um projeto antibullying em colégios paranaenses. Segundo ele, o objetivo é diminuir os casos de violência, que têm aumentado muito no Paraná e no Brasil.
A Secretaria da Educação do Paraná elaborou em 2017 um estudo sobre situações de violências na escola, com aplicação de questionário em 1.790 estabelecimentos de ensino da rede estadual. Entre os tipos de violência mais comum estão a verbal (77,5%), o bullying (48,4%), a psicológica (38,8%) e a física (15%). Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira mostram que 83,6% das escolas brasileiras precisam manter os portões trancados durante o horário de funcionamento; 44,7% das escolas brasileiras tem sinal de depredação; 71,8% dos professores relataram agressões verbais ou físicas entre os estudantes; 52,3% dos professores testemunharam situações de agressões verbal ou física de estudantes contra professores ou funcionários de escola.
DEBATES – Participaram do seminário o juiz auxiliar da segunda vice-presidência do TJ, Anderson Ricardo Fogaça, o procurador Olympio de Sá Sotto Maior Netto, a presidente da Comissão de Estudos sobre Violência de Gênero da OAB-PR, Helena de Souza Rocha, a chefe do Departamento de Diversidade e Direitos Humanos da Secretaria Estadual da Educação, Angela Nasser, o presidente da APP-Sindicato, Hermes Leão, o funcionário escolar Paulo Lima, conselheira do Conselho Regional de Psicologia, Carolina Walger, a professora Andréia Ferreira, da rede pública estadual, a professora Loriane Trombini, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), e a estudante Alana Letícia de Souza.
Durante as falas, os palestrantes descreveram as diversas formas em que a violência se dá e apontaram algumas soluções para atenuar a nocividade da prática.

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