Agricultura

A cerveja    fabricada    no    Brasil agora tem novos padrões   de   qualidade   e  identidade,  com  a  Instrução  Normativa   Nº   65,   publicada   nesta  quarta-feira  (11)  no  Diá-rio Ofi cial da União. A norma traz as classifi cações e as deno-minações  do  produto,  determi-na os ingredientes permitidos e proibidos  e  estabelece  padrões  de rotulagem para a cerveja. A IN também permite a adi-ção de produtos de origem ani-mal como o leite e mel, além de madeira às leveduras do gênero Saccharomyces. A  quantidade de malte que deve estar presen-te na cerveja não será alterada, que  deve  ser  de,  pelo  menos,  55%  do  extrato  primitivo  da  bebida,  ou  seja,  da  quantidade  de  açúcares  que  são  utilizados  pela levedura antes da fermen-tação. O eventual uso de outros ingredientes deverá fi car explí-cito na rotulagem.A   norma   publicada   com-plementa  a  alteração  feita  em  julho, no Decreto 6.871/2009, trazendo  as  disposições  espe-cífi cas  para  a  produção,  co-mercialização  e  rotulagem  da  cerveja no país. A IN também revoga   instruções   normativas   anteriores  que  traziam  regras  para a produção do produto. O coordenador geral de Vi-nhos  e  Bebidas  do  Mapa,  Car-los  Muller,  lembra  que  antes  desta norma, o consumidor não entendia   as   informações   que   constavam  nos  rótulos.  “Sim-plifi cando  as  denominações que  devem  estar  nos  rótulos,  a  gente  torna  a  informação  ao  consumidor mais clara e direta. Isso   melhora   a   comunicação   da   real   natureza   do   produto   e  a  comunicação  do  produtor  com   o   mercado   consumidor,   sem  omitir  informações  e  sem  usar  eufemismos  para  falar  da  característica do produto”, diz.Segundo  o  diretor  do  De-partamento   de   Inspeção   de   Produtos    de    Origem    Vege-tal  (Dipov)  do  Mapa,  Glauco  Bertoldo,  a  atualização  desta  norma  fi naliza  um  processo iniciado em 2012, com ampla participação da sociedade e do setor produtivo, com a realiza-ção  de  numerosas  consultas  e  audiências públicas.“A atualização complemen-ta outras iniciativas de raciona-lização e melhoria dos serviços prestados   pela   Secretaria   de   Defesa  Agropecuária,  através  do  Dipov,  como  o  registro  au-tomático  de  produtos  de  ori-gem vegetal e a implementação do  autocontrole  em  indústrias  de  bebidas,  medidas  que  me-lhoram a prestação de serviços públicos  e  diminuem  a  carga  burocrática  da  atuação  fi scal sobre as empresas registradas”, diz Bertoldo.O   presidente   da   Câmara   Setorial  da  Cadeia  Produtiva  da Cerveja, Carlo Lapolli, tam-bém comemorou a medida. “A evolução não vai alterar o custo fi nal do produto e vai facilitar o  registro  de  novas  cervejarias  no Ministério. É consenso no setor  cervejeiro  que  o  consu-midor está ávido por novidades e o país precisa acompanhar o mercado    internacional,    com    produtos  modernos  e  de  maior  valor agregado.”, diz.Atualmente,   o   setor   cer-vejeiro  do  Brasil  é  o  terceiro  maior do mundo, com mais de 1.000  empresas  registradas  e 14  bilhões  de  litros  consumi-dos  por  ano.  O  setor  garante cerca de 2,7 milhões de empre-gos com um faturamento de R$ 100  bilhões  e  arrecadação  de impostos  da  ordem  de  aproxi-madamente R$ 30 bilhões

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