Cotidiano
Akemi Nitahara
Da Agência Brasil 
Durante toda a manhã e início da tarde desta segunda-feira (8), fãs, amigos e parentes passaram pelo Theatro Municipal do Rio de Janeiro, na Cinelândia, região central da cidade, para se despedir de João Gilberto. O cantor, compositor e violonista faleceu no sábado (6), aos 88 anos. 
Por muitos considerado o pai da bossa nova, João Gilberto é tido pelo pesquisador e historiador da música brasileira Ricardo Cravo Albim como o responsável por mostrar para o mundo o talento musical do Brasil. 
“Não dá para mensurar o tamanho da perda de João Gilberto, porque ele é a criação da música brasileira contemporânea e a criação da música brasileira internacionalizando pela primeira vez todo um contexto de samba. Porque a bossa nova, que ele criou, e ele dizia com toda a razão, não é senão samba. Portanto, é o gênero mais autêntico do Brasil. A bossa nova é a criação de João Gilberto pela voz e pelo violão”. 
A cantora Teresa Cristina diz ter sido influenciada por ele, mesmo sem ter tido a oportunidade de ver pessoalmente João Gilberto cantar. 
“Ele está na base da música brasileira, é um farol. Do jeito dele, recluso, diferente, ele influenciou todos os meus mestres. Todas as pessoas que eu admiro, que tenho carinho e respeito à obra, têm o João Gilberto como mestre. Esse jeito dele cantar influenciou muita gente, acredito que eu também fui influenciada por esse jeito descansado dele cantar. Mas eu acho que ele era tão gênio que ele influenciou muita gente que nem sabe que tem a influência de João Gilberto no seu canto”. 

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