Cotidiano
O Paraná é o segundo Estado mais inovador do País e também aparece na vice-liderança em investimentos em ciência e tecnologia, atrás apenas de São Paulo. É o que revela o Índice de Inovação dos Estados, lançado neste mês pela Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC).
A pesquisa é resultado de um balanço de oito indicadores que medem do capital humano à infraestrutura, partindo da capacidade de inovar para resultados concretos. Os dados foram consolidados a partir de estudos técnicos do Tesouro Nacional, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI), CAPES, Anatel e Ministério do Trabalho.
No índice de 0 a 1, o Paraná pontuou com 0,66, praticamente o dobro da média nacional das 27 unidades da federação, de apenas 0,35. O governador Carlos Massa Ratinho Junior avalia que os dados mostram que o Paraná tem um ecossistema equilibrado e eficiente, fundamental para fazer a inovação avançar em todas as áreas, no setor público e na iniciativa privada.
“Este levantamento demonstra nosso potencial. Mas queremos avançar e ser o Estado mais inovador do País”, afirma o governador. Para isso, relata ele, o Governo do Estado programa investimentos robustos em infraestrutura, tecnologia no campo, capacitação profissional e no estabelecimento de pontes entre a produção científica das universidades estaduais e institutos de pesquisa e as demandas do setor produtivo.
Ratinho Junior destaca ainda que esteve no Vale do Silício, nos Estados Unidos, para aproximar o Paraná de startups focadas em soluções tecnológicas inovadoras e que o Estado também discute parcerias com corporações como a Microsoft. Ele ressalta que, além as universidades, estatais como a Celepar, Tecpar, Copel e Sanepar têm papel fundamental no fomento à inovação e soluções tecnológicas.
CAPACIDADE – Os dados da FIEC mostram que o Paraná, com esse conjunto de ativos públicos, que também envolve a Fundação Araucária, é o segundo Estado que mais investe em ciência e tecnologia. São Paulo pontua com nota máxima (1) e o Paraná com 0,78, bem à frente da média nacional, de apenas 0,25.
O levantamento revela que o Paraná é segundo no índice de propriedade intelectual na indústria, atrás apenas de Santa Catarina e na frente do Rio Grande do Sul, o que posiciona a região Sul como a maior produtora de patentes por habitantes. Os dados foram compilados a partir do banco do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).
Em relação à produção científica, medida com publicações em periódicos especializados, o Paraná aparece em sétimo. Na intensidade tecnológica da estrutura produtiva, que é o conjunto de competências para produzir bens de maior complexidade, o Paraná aparece em quinto, atrás apenas de Amazonas, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
No índice de competitividade global em setores tecnológicos, que revela que os produtos brasileiros podem aliar alta qualidade e baixo custo, o Paraná aparece em sétimo, atrás de São Paulo, Pernambuco, Amazonas, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Bahia. Esse indicador é medido pela parcela das exportações de alta e média-alta tecnologia, e também pela diversidade das exportações. Além de medir a inserção internacional de bens, é verificado se essa inserção não está concentrada em pouquíssimos itens.

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