Cotidiano
Em meio ao debate da reforma tributária, a recriação da CPMF voltou a ser um tema em discussão por integrantes da equipe econômica do governo e, na avaliação do deputado federal Rubens Bueno (Cidadania-PR), a simples possibilidade de surgimento de um novo imposto precisa ser rechaçada de imediato. Com um novo nome, a contribuição em estudo incidiria sobre toda entrada e saída de dinheiro em uma conta, sejam débitos ou créditos.
“Sempre que um governo tem queda na arrecadação a recriação da CPMF volta a nos assombrar. Precisamos afastar de vez esse fantasma. A sociedade não aceita mais impostos e aqui no Congresso esse tema não encontrará campo para prosperar”, afirmou o parlamentar, que votou pela extinção da CPMF e sempre atuou para derrubar tentativas de sua recriação.
Para Rubens Bueno, impostos como a CPMF são perversos pois incidem sobre todos com a mesma alíquota. “Mesmo que o presidente Bolsonaro negue a volta da CPMF, o assunto continua circulando dentro de sua equipe. Então todos precisam estar atentos para barrar qualquer tentativa de recriação. O que o país precisa é de uma reforma tributária que simplifique o sistema de pagamento de impostos e amplie os mecanismos para combater a sonegação”. 
Outro ponto que o deputado acredita que deve ser reavaliado diz respeito a isenções e incentivos fiscais. “Nos últimos governos passamos por festivais de concessões de incentivos fiscais. Esse mecanismo é essencial para algumas áreas, mas precisa de critérios mais rigorosos já que tem impacto direto na arrecadação. Talvez seja a hora de um pente-fino nessa área. Não é possível manter benefícios para setores que não trazem retorno”, disse Rubens Bueno.

Deixe comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos necessários são marcados com *.