Cotidiano
A Lei nº 13.425, de 2017, reúne as diretrizes gerais sobre medidas, prevenção e combate a incêndios e a desastres em: estabelecimentos, edificações e áreas com público reunido. Uma das diretrizes prevê a responsabilidade para os órgãos de fiscalização sobre o exercício das atividades de Engenharia e Arquitetura.
Ralph Chezzi, engenheiro civil e diretor da Bump Comunicação Visual, responsável por desenvolver projetos de sinalização em inúmeros segmentos, explica que a sinalização de segurança, que consta na regulamentação NBR 13.434, tem como finalidade garantir a segurança contra o incêndio, reduzindo a ocorrência de acidentes:
“A ideia dessa sinalização específica é alertar para os riscos existentes e garantir que sejam adotadas medidas de proteção, que possam orientar as ações de combate e facilitar a localização dos equipamentos e rotas de saída em caso da necessidade do abandono do local em segurança”, esclarece.
PLACAS DE SINALIZAÇÃO – A sinalização específica para a prevenção e combate a incêndio, pode ser classificada em: básica e complementar. Confira abaixo a função de cada tipo de sinalização:
FAZEM PARTE DA SINALIZAÇÃO BÁSICA:
SINALIZAÇÃO DE PROIBIÇÃO – A finalidade dessa sinalização é proibir ou conter ações que possam desencadear o incêndio ou o agravamento;
SINALIZAÇÃO DE ALERTA – A função é alertar para as áreas e materiais que oferecem risco;
SINALIZAÇÃO DE ORIENTAÇÃO E SALVAMENTO – Esse tipo de sinalização tem como função orientar rotas de saída e ações para o seu acesso;
SINALIZAÇÃO DE EQUIPAMENTOS DE COMBATE E ALARME – Tem como intuito indicar a localização e os tipos de equipamentos de combate a incêndio.
FAZEM PARTE DA SINALIZAÇÃO COMPLEMENTAR – Indicação continuada de rotas de saída; Indicação de obstáculos e riscos da utilização de rotas de saída como pilares, vigas, entre outros; Mensagens escritas que acompanham a sinalização básica, sempre que for necessária uma complementação ao símbolo utilizado.
Alguns dos requisitos na sinalização para prevenção e combate a incêndio, conforme a NBR 13.434/2005, Parte 3 (versão atualizada) são:
Sinalizações devem ser resistentes a agentes químicos e lavagem;
 Apresentar resistência à água, detergentes, sabão, etc.; Resistência a óleo comestível e gordura; Resistência ao efeito fotoluminescente.
PREVENÇÃO E COMBATE A INCÊNDIO EM HOTÉIS – Segundo o Instituto Sprinkler Brasil (ISB), órgão responsável por divulgar informações relacionadas ao combate ao incêndio por meio da utilização dos sprinklers (chuveiros automáticos), foram divulgados dados de que apenas em 2018, foram registradas 531 ocorrências de incêndio estruturais.
Uma das razões do número de ocorrências é a má qualidade dos equipamentos utilizados, que só é percebido, no momento da ocorrência do incêndio.
As ações protetivas de prevenção e combate a incêndio no ramo da hotelaria, engloba algumas medidas, como: Redução das fontes de ignição e, consequentemente, prevenção aos riscos de incêndio; Prevenção da propagação do fogo e fumaça; Garantir os meios seguros de escape às pessoas presentes no local; Promover o fácil acesso às equipes de socorro e disponibilizar equipamentos adequados de combate a incêndio.
Chezzi explica que os hotéis devem assegurar rotas de fugas, descritas em um plano de escape de emergência:
“As rotas de fugas sinalizadas devem estar presentes em todos os corredores e áreas sociais como: restaurantes, bares, clubes, salas de convenções, entre outros. Pictogramas luminosos podem ser utilizados e todas as salas com ocupação maior do que vinte pessoas precisam ter mais de uma saída sinalizada”, esclarece.
Dentro dos apartamentos é indispensável que sejam fixadas de maneira visível instruções de emergência em dois idiomas (português e inglês).
PREVENÇÃO E COMBATE A INCÊNDIO EM HOSPITAIS – Foi disponibilizado em 2017, pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), um manual contra incêndio, específico para as edificações voltadas a oferecer serviços de saúde.
As categorias de sinalização devem respeitar a NBR 13.434 em todos os locais. É preciso que a sinalização básica e complementar seja utilizada em toda a extensão da edificação.
No caso das sinalizações básicas de emergência, que têm como finalidade a orientação e salvamento, assim como indicar o alarme e os equipamentos de combate ao incêndio, precisam ser dotadas de efeito fotoluminescente. As sinalizações complementares, com o intuito de indicar as rotas de saída, obstáculos e riscos, também devem contar com este mesmo efeito.
Chezzi esclarece que as sinalizações de emergência precisam ser instaladas em lugares visíveis, com uma altura mínima de 1,80 metro (medida do piso acabado à base da sinalização). Nas áreas de risco, as sinalizações precisam estar presentes em mais de um ponto. “Ao menos uma dessas sinalizações precisa ser claramente identificada de qualquer região no local, com distância de no máximo 15 metros entre si”, acrescenta.
A mensagem de SAÍDA precisa estar sempre grafada na língua portuguesa e, opcionalmente, pode ser complementada por uma indicação em língua estrangeira.
Independentemente do estabelecimento, é essencial que se cumpram as normas de sinalização da NBR 13.434. Os Corpos de Bombeiros de cada unidade federal são os órgãos responsáveis pela fiscalização dos locais, emitindo o Auto de Vistoria (AVCB), que atesta a segurança dos locais.
Sem cumprir essas exigências, que garantem a segurança da edificação e, consequentemente, a integridade das pessoas que circulam no ambiente, o local não poderá funcionar.

Deixe comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos necessários são marcados com *.