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Há 99 anos, em 2 de agosto de 1920,o Governo do Estado concedeu a Antonio Ribeiro dos Santos, proprietário da Companhia Ferroviária Noroeste do Paraná, através do decreto estadual nº 896, o privilégio de construir e operar uma estrada de ferro que, partido do ramal Ourinhos-SP a Jaguariaíva-PR, entre Jacarezinho-PR e a barranca do rio Paraná, seguiria até Cambará, prolongando-se até Jataí. A Cia. Ferroviária. Noroeste do Paraná foi aberta ao tráfego em 1924 ligando Ourinhos, na linha-tronco da E. F. Sorocabana, em São Paulo, a Cambará, no Paraná e, no mesmo ano, teve o nome alterado para Cia. Ferroviária São Paulo-Paraná. Foi comprada logo depois pelos ingleses da Cia. de Terras do Norte do Paraná em 1928. Em 1930 as linhas chegaram a Ingá (Andirá) e Bandeirantes. Em 1933, a junção do ramal de Paranapanema, ao contrário dos planos iniciais, foi desviada para a ponte que liga Ourinhos a Jacarezinho, em Marques dos Reis, o que provocou protestos dos políticos de Cambará. Prolongada até Apucarana em 1942 e povoando a região, virgem até 1929, foi vendida ao Governo Federal em 1944 e incorporada imediatamente à RVPSC. Foi prolongada, em diversas fases, até atingir Cianorte, em 1972, onde parou. O tráfego de passageiros, dividido entre os trechos Ourinhos-Maringá e Maringá-Cianorte, parou em 1981 no primeiro trecho, onde rodava com trens de passageiros que vinham de São Paulo, e um pouco antes no outro, onde trafegava em trens mistos. Atualmente circulam apenas trens cargueiros da ALL, atual concessionária, no ramal, e o trecho Maringá-Cianorte está abandonado. O mapa da ferrovia que ilustra este texto foi enviado por um internauta inglês quando da publicação, pela primeira vez, do acervo de fotos em um álbum agasalhado no provedor Terra (SB).

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