Cotidiano
Desde 2014, a quantidade de imóveis levados a leilão tem se mantido a patamares elevados. O desemprego e a perda de renda ainda são os principais fatores que levam à situação de inadimplência. De acordo com a Associação Nacional dos Mutuários – ANM/PR, pelas regras do financiamento imobiliário, a partir da terceira parcela atrasada, o imóvel já pode ir a leilão. Porém, muitas vezes, o desconhecimento dos mutuários ocorre porque a notificação emitida pelo agente financeiro pode demorar a chegar.
O presidente da associação, Luiz Alberto Copetti, orienta que, ao primeiro sinal de dificuldade no pagamento de parcelas de financiamento, o consumidor procure ajuda especializada. Levantamento da ANM/PR feito com base nos editais de leilões e venda direta de imóveis e terrenos aponta que 140 imóveis financiados pela Caixa Econômica Federal foram a leilão no primeiro trimestre deste ano. O número se manteve estável se comparado o mesmo período do ano passado, quando 132 mutuários tiveram seus imóveis levados a leilão.
Para evitar problemas relacionados ao financiamento da casa própria e até mesmo a perda do bem por dificuldade de pagamento das prestações, o presidente da ANM/PR reforça a importância de tomar alguns cuidados:
Evite forjar a renda e contrair financiamento acima de 30% da renda familiar. Procure adquirir um imóvel de acordo com a sua capacidade financeira;
Lembre que a compra do novo imóvel trará custos referentes a mudança, legalização da aquisição e impostos, que podem comprometer a capacidade de pagamento das prestações;
Fique atento com a prestação debitada em conta. Além do valor da parcela, o banco cobra uma taxa de manutenção que deve ser depositada mensalmente. O não pagamento nesta taxa deixa o mutuário inadimplente
Ao primeiro sinal de dificuldade, busque renegociação com o agente financeiro imediatamente;
Entre as possibilidades recomendadas para minimizar a dificuldade de pagamento está o uso do FGTS para abater o saldo devedor ou a prestação durante 12 meses. Mas atenção, essa modalidade de abatimento temporário não reduz a dívida, apenas dá fôlego para evitar a inadimplência;
Em caso de dificuldade de negociação com o agente financeiro ou para evitar o leilão, procure imediatamente uma assistência especializada. A ANM-PR está preparada para defendê-lo judicialmente,
Por meio de ação judicial, além de suspender o leilão, o mutuário pode trazer novamente o imóvel para o seu nome e retomar o pagamento do financiamento.

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