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ENTRE agosto de 2018 e junho deste ano desmatamento na região amazônica atingiu uma área total de 4.565 km². A área devastada é 15% superior ao volume verificado nos 12 meses anteriores. Entre agosto de 2017 e junho de 2018, foram perdidos 3.975 km² de mata na Amazônia Legal. As informações são do Sistema de Detecção do Desmatamento na Amazônia Legal em Tempo Real (Deter). Trata-se de uma ferramenta do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), órgão federal, usada para fiscalizar ações de desmatamento.
Entre ambientalistas há apreensão quanto ao volume de devastação neste mês. Julho é marcado por um forte aumento de desmatamento na região.
MUNICÍPIO de Altamira, no Pará, onde foi erguida a hidrelétrica de Belo Monte, segue no topo dos locais mais desmatados da Amazônia, com 234 km² de floresta perdida entre agosto do ano passado e junho de 2019. A Floresta Nacional do Jamanxim, unidade de conservação que também fica no Pará, continua a ser o principal alvo do crime organizado que devasta a Amazônia em busca de madeira e grilagem de terras. Foram perdidos 85 km² de mata nativa no mesmo intervalo.
PRESSIONADO pelo desempenho do mercado financeiro, o fluxo cambial registrou o pior resultado para meses de junho desde 1982, quando o indicador começou a ser divulgado. Segundo o Banco Central, no mês passado US$ 8,286 bilhões saíram a mais do que entraram no país no câmbio contratado.
APÓS xingar o ministro Sérgio Moro de “corrupto” e “ladrão”, num desrespeito sem precedentes, o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) promete comprar a briga com os parlamentares governistas que ameaçam levá-lo ao Conselho de Ética da Câmara. Em vídeo postado em sua página no Facebook ele avisou que “não retira nenhuma palavra” do que disse na CCJ. “Eu não retiro nenhuma palavra do que eu disse ontem.”
SERVIDORES públicos estaduais acampados na Praça Nossa Senhora de Salete, em frente ao Palácio Iguaçu, sede do governo estadual, afirmam que a greve do funcionalismo vai continuar. A greve é por tempo indeterminado desde o dia 26 de junho. O funcionalismo reivindica o pagamento de 4,94%, referente a inflação dos últimos 12 meses, mais negociação dos atrasados. Sem reposição desde 2016, as perdas acumuladas passam de 17%. O governador Ratinho propôs 5,09% escalonado em 0,5% em outubro e 1,5% em janeiro de 2020, janeiro de 2021 e janeiro de 2022., desde que a receita tiver apresentado crescimento mínimo de 7% nos 12 meses anteriores.
DESEMPREGO continua sendo preocupação do trabalhador brasileiro. A Confederação Nacional da Indústria divulgou quarta-feira (3) os resultados de uma pesquisa que avalia o índice do medo do desemprego entre os brasileiros e constatou que, em junho, o marcador cresceu 2,3 pontos em comparação ao levantamento anterior, feito em abril. De acordo com o órgão, o indicador alcançou 59,3 pontos no mês passado, ficando acima da média histórica de 49,9 pontos. Em comparação a junho de 2018 o indicador está 8,6 pontos menor. “Há uma certa frustração com o mercado de trabalho que, na verdade, reflete o fraco desempenho da economia. Com isso, quem sai para procurar emprego não encontra tão facilmente”, diz o gerente-executivo de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco. 
SEGUNDO a pesquisa, pessoas com mais de 45 anos de idade e com menor grau de instrução são as que mais temem a desocupação. De acordo com a CNI, entre brasileiros com idade de 45 a 54 anos, o índice do medo do desemprego deu um salto de 7,1 pontos em relação a abril e marcou 60,1 pontos em junho. Já entre as pessoas com instrução apenas até a quarta série do ensino fundamental, o marcador subiu 6,1 pontos e atingiu 65,1 pontos em junho. O levantamento também constatou que o medo do desemprego é maior no Nordeste, região em que o índice alcançou 66 pontos em junho. O marcador é menor na região Sul, onde ficou em 47,9 pontos, abaixo da média nacional.
RELATOR da reforma da Previdência, Samuel Moreira (PSDB-SP), quer inventar receita de R$ 50 bilhões em 10 anos, aumentando de 40% para 45% apenas o imposto sobre o lucro dos bancos, 15% lugar entre os setores de maior lucro, segundo o Valor 1000, estudo do jornal Valor Econômico. Curiosamente, o relator poupa empresas que lucram mais, como a mineradora Vale, a que matou quase 300 pessoas em Brumadinho-MG e preservou seu lucro de R$ 25,6 bilhões em 2018. A Petrobras foi a empresa brasileira que mais lucrou em 2018: R$25,7 bilhões. Mas à frente dos bancos estão setores como a mineração. O aumento do imposto sobre lucro dos bancos será repassado aos correntistas, assim como impactará na redução do crédito.
DE cada 100 casos de corrupção no Brasil, 97 ficam impunes na Justiça Criminal. Revelação impactante do procurador da República Deltan Dallagnol, O coordenador da Força Tarefa da Lava Jato enfatizou que o Parlamento precisa dar respostas no combate à impunidade, aprovando mudanças na legislação.
POR 40 votos a 6, deputados aprovaram proposta de Lei de Diretrizes Orçamentárias do Estado para 2020, mantendo os porcentuais de repasse de recursos para o Judiciário, Tribunal de Contas, Ministério Público e do próprio Legislativo. Os deputados rejeitaram a proposta original do governo que previa a redução desses porcentuais, o que garantiria um reforço de caixa de R$ 500 milhões para o Executivo no ano que vem. Os parlamentares também rejeitaram a proposta do governo de retirada das verbas do Fundo de Participação dos Estados da base de cálculo para esses repasses. O projeto foi aprovado pela comissão de Orçamento da Casa pela manhã e já entrou na pauta de votação do plenário poucos minutos depois. 
BANCADA de oposição tentou adiar a votação, alegando não ter tido tempo para tomar conhecimento das mudanças feitas no projeto original, mas a base do governo rejeitou o pedido. Em abril o governo encaminhou à Assembleia proposta de LDO para o ano que vem estabelecendo a redução de 18,6% para 17,6% da fatia da receita do Estado que é repassada aos demais poderes. A proposta também previa que a verba do FPE não seria mais contabilizada para o cálculo desses recursos, como acontecia até 2010. 
ESTIMA-SE que se a mudança fosse aprovada o Judiciário perderia mais de R$ 280 milhões; o MP cerca de R$ 120 milhões; a Assembleia R$ 90 milhões e o TCE aproximadamente R$ 50 milhões. A medida foi tentada diversas vezes no governo anterior, de Beto Richa (PSDB), mas acabou sendo sempre rejeitada pelos parlamentares, que além de não concordar com a redução de verba para o próprio Legislativo, temiam se indispor com o Judiciário, o MP e o TCE, cortando recursos desses poderes.
FRASE: A falência contínua na administração da coisa publica contamina a relação vindoura e o pós-jogo de poder e interesses de desenvolvimento entre o estado democrático verdadeiro e os interesses especulativos dos poderosos grupos financeiros em qualquer lugar do planeta. (Ricardo V. Barradas)

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