Cotidiano

O Dia Nacional de Combate ao Fumo, comemorado em 29 de agosto, é um momento de alerta para as pessoas que ainda fazem uso do tabaco. Pesquisa da OMS (Organização Mundial da Saúde) aponta que a substância lidera as causas de mortes evitáveis em todo o planeta, respondendo por mais de 60% dos óbitos relacionados às doenças crônicas não transmissíveis (DCNT).

Tabagismo é fator de risco e agravamento de uma série de doenças

Ramon Andrade de Mello, médico oncologista, professor da disciplina de oncologia clínica da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), da Uninove (Universidade Nove de Julho) e da Escola de Medicina da Universidade do Algarve (Portugal), lembra que 30% dessas mortes estão diretamente relacionadas a diversos tipos de câncer como pulmão, boca, laringe, faringe, esôfago, pâncreas, rim, bexiga, colo do útero, estômago e fígado. “O tabagismo é devastador para a saúde. Os fumantes têm 15 vezes mais chances de desenvolver câncer de pulmão do que as pessoas que nunca fumaram”.

Estimativas do INCA (Instituto Nacional do Câncer) mostram que o país deve registrar mais de 17.700 casos de câncer de traqueia, brônquio e pulmão em 2020. A doença ocupa a terceira colocação, excetuando o câncer de pele não melanoma. “A melhor medida preventiva contra a doença é parar de fumar. As instituições públicas contam, inclusive, com programas que ajudam as pessoas a largar o tabagismo”, orienta o oncologista.

O oncologista da Unifesp alerta ainda para o narguilé, que tem sido utilizado com frequência pelos jovens: “Ele pode provocar o desenvolvimento de câncer de pulmão, doenças respiratórias, além de câncer de boca, bexiga e leucemia. As recomendações são as mesmas para aquelas que fazem uso do cigarro tradicional”.

SOBRE – Oncologista clínico e professor adjunto de Cancerologia Clínica da Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Ramon Andrade de Mello tem pós-doutorado em Pesquisa Clínica no Câncer de Pulmão no Royal Marsden NHS Foundation Trust (Inglaterra) e doutorado (PhD) em Oncologia Molecular pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (Portugal).

O médico tem título de especialista em Oncologia Clínica, Ministério da Saúde de Portugal e Sociedade Europeia de Oncologia Médica (ESMO). Além disso, Ramon tem título de Fellow of the American College of Physician (EUA) e é membro do Comitê Educacional de Tumores Gastrointestinal (ESMO GI Faculty) da Sociedade Europeia de Oncologia Médica (European Society for Medical Oncology – ESMO), Membro do Conselho Consultivo (Advisory Board Member) da Escola Europeia de Oncologia (European School of Oncology – ESO) e ex-membro do Comitê Educacional de Tumores do Gastrointestinal Alto (mandato 2016-2019) da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (American Society of Clinical Oncology – ASCO).

O oncologista é do corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein e Hospital 9 de Julho, em São Paulo, SP, e do Centro de Diagnóstico da Unimed (CDU), em Bauru (SP).

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