Cotidiano
Com a chegada da estação mais fria do ano, algumas mudanças ocorrem nos sistemas produtivos de bovinos de corte. As pastagens naturais e cultivadas perenes de verão têm seu crescimento afetado, e apresentam uma baixa qualidade nutricional e com maior teor de fibra.
A suplementação alimentar ou confinamento nesta época do ano têm sido grandes aliados dos pecuaristas, seja para a intensificação dos sistemas, ou apenas para a manutenção do score e peso corporal dos animais.
Entretanto, é necessário cuidar para que esse alimento seja de boa qualidade e livre de microrganismos maléficos para os animais, como fungos e seus metabolitos secundários, micotoxinas – substâncias tóxicas que causam diversos problemas à saúde do animal, como queda na imunidade, aumento da mortalidade, queda no desempenho reprodutivo e produtivo, assim como danos intestinais e hepáticos.  As micotoxinas representam um risco quase que inevitável no sistema produtivo e já estão presentes em 25% do volume total de grãos a nível mundial, o que evidencia os transtornos no campo decorrentes deste processo, gerando uma perda de aproximadamente um bilhão de dólares por ano, de acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).
Técnicas de manejo nutricional são alternativas importantes e extremamente efetivas. Uma delas é o uso de adsorventes de micotoxinas, que ao serem acrescentados na dieta atuam como agente “sequestrante” – evitando que o intestino dos animais absorva as substâncias e também que as toxinas sejam distribuídas para outros órgãos do animal. 
Outra alternativa, mas com ação preventiva, são tecnologias à base de ácidos orgânicos que irão inibir o crescimento dos fungos na silagem, impedindo-os de se proliferarem e desenvolverem as micotoxinas.

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