Cotidiano

Nas lojas que comercializam produtos infantis, a expectativa é de resultados positivos até a data comemorativa, 12 de outubro

Na loja em que Ana Paula Domingues Gonçalves é vendedora, foi preciso pedir novas mercadorias para repor o estoque: as vendas para o Dia das Crianças começaram e estão garantindo resultados positivos. Em Paranavaí, a temporada de comercialização de produtos voltados para o público infantil já começou e a expectativa é de crescimento à medida que a data comemorativa se aproxima.
De acordo com Ana Paula, os brinquedos são os itens mais procurados, porque “todas as crianças gostam”, mas os artigos de confecção infantil também têm procura. “Quem não pode dar presentes mais caros, compra uma lembrancinha.” Os preços acessíveis e a variedade de itens são importantes atrativos para os consumidores, diz a vendedora.
As vendas registradas até agora em uma loja de roupas infantis também deixaram a auxiliar-administrativo Jenifer Paltanin Santana otimista. “A procura tem sido grande, e como algumas pessoas deixam para fazer as compras nos últimos dias, esperamos aumento no movimento.”
Diante do cenário de dificuldades econômicas agravadas pela pandemia de Covid-19, a meta é pelo menos manter os índices alcançados no ano passado. “Vamos conseguir”, garante Jenifer. Segundo ela, as peças de roupas mais leves são as preferidas pelos clientes, principalmente por causa das altas temperaturas.
ACIAP – Uma das apostas da Associação Comercial e Empresarial de Paranavaí (Aciap) para alavancar as vendas é a abertura das lojas da cidade em horário estendido no sábado que antecede o Dia das Crianças, 10 de outubro. No Centro e nos bairros, o funcionamento será das 9 às 17 horas.
O gerente-executivo da Aciap, Carlos Henrique Scarabelli, destaca que não haverá campanhas publicitárias de fomento às vendas, mas ações institucionais pelas redes sociais. O objetivo é chamar a atenção dos clientes e estimular o comércio de Paranavaí.
Ele explica que se trata de uma das datas comerciais com reflexos menos significativos, porque são poucas lojas com produtos exclusivos para o público infantil. Em anos anteriores, a Aciap experimentou investir em grandes campanhas às vésperas do Dia das Crianças, mas não obteve muito sucesso.
Por isso, os empresários estão concentrando os esforços na preparação para a temporada da Black Friday, nos dias 26, 27 e 28 de novembro, que historicamente garante importantes resultados. Os lojistas também já pensam nas vendas para o Natal, data comemorativa com os melhores índices de comercialização de todo o ano.
NATAL – Depois de meses de impasse para a elaboração do calendário comercial, com dias e horários de funcionamento das lojas de Paranavaí, no dia 11 de setembro os lojistas chegaram a uma decisão. A programação inclui expediente diferenciado em dezembro, começando pelo dia 7, com a chegada do Papai Noel.
A partir de então, as lojas do Centro e dos bairros abrirão das 9 às 22 horas de segunda a sexta-feira e das 9 às 17 horas aos sábados. No domingo que antecede o Natal e no dia 24 de dezembro, o expediente também será das 9 às 17 horas.
CALENDÁRIO – Cabe aos sindicatos que representam patrões (Sivapar) e empregados (Sindoscom) definir o calendário comercial. A programação deve constar na Convenção Coletiva de Trabalho, mas o documento que sela o acordo entre as duas entidades ainda não foi concluído.
Inicialmente, os líderes sindicais discordavam quanto ao funcionamento das lojas em alguns domingos e feriados. A proposta havia sido apresentada pela Aciap, em forma de sugestão, e chegou a ser divulgada na internet. Insatisfeitos com o calendário, comerciários fizeram abaixo-assinados e protestaram.
A dificuldade em chegar a um consenso levou o Sivapar e a Aciap a organizarem uma reunião com os empresários, com o intuito de rever a proposta inicial e estabelecer novo calendário. Definidos os dias e os horários de funcionamento, a decisão foi divulgada e recebida de maneira positiva pelos trabalhadores.
SALÁRIO – Agora, os sindicatos patronal e laboral precisam entrar em acordo quanto ao reajuste salarial. Sivapar defende índice zero. Sindoscom reivindica 2,05%. Enquanto não resolvem o impasse, não é possível homologar a Convenção Coletiva de Trabalho, documento que aponta as regras para as relações profissionais entre as duas categorias.

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