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Índice apontado pela Associação Comercial e Empresarial de Paranavaí leva em consideração as consultas ao banco de dados do Serviço Central de Proteção ao Crédito

O primeiro caso de Covid-19 em Paranavaí foi confirmado no dia 22 de março de 2020. A chegada da pandemia teve impactos diretos sobre a economia e afetou o comércio local. O número de consultas ao banco de dados do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) mostra que a movimentação caiu 21,01% ao longo de um ano.

A pedido do Diário do Noroeste, a Associação Comercial e Empresarial de Paranavaí (Aciap) comparou os números de 22 de março de 2020 até 22 de março de 2021 com os registros do mesmo período entre 2019 e 2020.

Diferentes fatores contribuíram para a retração. O primeiro foi o fechamento dos estabelecimentos comerciais, decretado em âmbitos estadual e municipal como forma de conter a propagação do coronavírus. A medida foi adotada em dois momentos: de 20 de março a 7 de abril de 2020 e entre 27 de fevereiro e 8 de março deste ano.

Gerente-executivo da Aciap, Carlos Henrique Scarabelli aponta outras situações que levaram à redução nas vendas: “Medo da população de sair de casa, desemprego e diminuição da renda. As lojas físicas estão severamente castigadas”.

Dirigente do sindicato que representa os empresários do setor de restaurantes, bares e similares, Adriano Cegate, de Paranavaí, diz que os períodos de interrupção das atividades econômicas comprometeram as finanças das empresas e levaram a demissões. “Em todo o Estado foram milhares de trabalhadores.”

Ele cita o caso de Maringá, onde pelo menos 40 estabelecimentos do segmento não abrirão mais. Os que permanecem funcionando enfrentam dificuldades. “As empresas não voltaram a faturar 100%, não se recuperaram.” Na avaliação de Cegate, a economia de todo o país está danificada e vai levar anos para retomar os patamares anteriores à pandemia.

O empresário e líder sindical estima que o cenário deverá melhorar dentro de 60 dias. A aposta está na ampliação da campanha de vacinação contra a Covid-19 e na consequente redução dos números de pessoas doentes, internadas e mortas. Nas palavras de Cegate, “não existe saúde sem economia e não existe economia sem saúde”.

ALTERNATIVA – Se o comércio e o setor de serviços foram comprometidos pela pandemia de Covid-19, é preciso que os empresários encontrem maneiras de contornar as adversidades. “A Aciap faz o apelo para que busquem medidas inovadoras para ter resiliência num momento como este”, diz Scarabelli.

O gerente-executivo da Aciap segue orientando: “Uma saída é as empresas fazerem uma fusão entre loja física e loja digital. Atualmente, é preciso ter as duas linhas de frente”. Ele destaca que é necessário estar presente nas redes sociais e potencializar a marca.

Para aqueles que ainda não investiram nesse nicho de mercado ou não têm familiaridade com as redes sociais, “a Aciap oferece constantes treinamentos e consultorias, muitas gratuitas. Ficamos impressionados com a baixa participação, mesmo sendo gratuitos”, completa Scarabelli.

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