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Sem acordo entre os Sindicatos do Comércio Varejista (Sivapar) e dos Comerciários (Sindoscom) a Associação Comercial e Empresarial de Paranavaí (Aciap) anunciou nesta terça-feira (01) que vai promover uma reunião com seus associados lojistas “para definir um calendário próprio, respeitando as leis trabalhistas”.

A informação é do gerente-executivo da entidade, Carlos Henrique (Kaká) Scarabelli. Segundo ele, como não há acordo entre os sindicatos, os lojistas podem abrir seus estabelecimentos quando quiserem, já que não há lei proibitiva de dias e horários para o funcionamento do comércio. “O que tem que ser respeitado é a legislação trabalhista, que prevê adicionais, períodos de descanso etc. Respeitando a legislação, o empresário tem a liberdade para abrir seu comércio quando quiser”, explica.

Mas a falta de um calendário acaba prejudicando o comércio da cidade. “Sem um calendário e com esta liberdade, uns abrem, outros não. Quem vai ao comércio e não encontra todas as lojas abertas, acaba se desestimulando. Então agora vamos fazer um calendário próprio e uniforme”, acrescenta.

Considerando que a reunião deve acontecer em breve, a Aciap está desestimulando os associados a abrirem as lojas no dia 7 de setembro, data que foi incluída no calendário sugestivo encaminhado ao Sivapar e ao Sindoscom. “Como as partes que são as legítimas para negociar não entram em acordo, estamos sugerindo que o comércio não abra na próxima segunda-feira. Não temos o poder de impor, já que, sem acordo, cada empresário decide o seu próprio calendário. Mas a orientação é que o comércio da cidade permaneça fechado no feriado”, complementa.

IRRESPONSABILIDADE – Sobre a manifestação ocorrida no último sábado em frente a Aciap, o gerente a considerou injusta, desnecessária e irresponsável. Segundo representantes do Sindicato, a manifestação reuniu 700 pessoas e foi para pressionar a Aciap a reavaliar a proposta do calendário.

“A manifestação foi desnecessária e injusta, porque a Aciap apenas sugere. Quem tem poder para negociar é o Sivapar e o Sindoscom. O Sindicato está fazendo uma manobra política e usando a categoria para outros interesses, como apontam os indícios”, diz Scarabelli, que complementa: “As imagens da manifestação não apontam que havia 700 participantes. Mas mostra que houve aglomeração, o que é desaconselhado pelas autoridades sanitárias para evitar a proliferação da Covid-19. Promover esta aglomeração coloca a cidade em risco de um novo surto, como aconteceu num frigorífico. Só que naquele caso, foi involuntário”.

Scarabelli vai além: O Sindicato não teve responsabilidade com quem deveria representar. Expôs a categoria a risco com a aglomeração. É um crime contra a saúde pública”.

PAPEL MODERADOR – A Aciap costumeiramente sugere um calendário comercial que é lapidado pelos sindicatos. “Fomos procurados, pediram e fizemos a sugestão”, diz o gerente. A proposta foi feita 15 dias após a reabertura do comércio, que ficou parado por quase três semanas, entre março e abril. A possibilidade de recuperar o período fechado foi considerada quando da formalização da sugestão. “Prevíamos cortes, como sempre ocorreu”, explicou.

Além de apresentar sugestões, a entidade também tem feito um papel moderador quando as negociações emperram. Neste sentido, a Aciap convidou os dois sindicatos para tentar um acordo. “Não ocorreu porque a presidente do Sindoscom se manteve inflexível. Na ocasião, ela não tratou do calendário, só tratou do índice de reajuste e falava em 8%, algo inegociável neste momento tão crítico, em que o empresário está fragilizado economicamente”.

O gerente desconfia que a presidente do Sindoscom, Leila Vanda Aguiar, está causando o impasse para se beneficiar. “Ela está usando a Aciap para fugir da responsabilidade dela, que é negociar e fechar um acordo com o Sivapar. Não se incomoda em colocar comerciários contra patrão e a categoria em risco”, diz.

Na Aciap a sensação entre diretores é que a Diretoria do Sindoscom está focada mesmo é no reajuste salarial, que contempla o Sindicato com a reversão. Há a desconfiança de que se fosse possível e concedido o reajuste, os representantes dos comerciários não dariam a importância que estão dando ao calendário comercial.

Scarabelli também rebateu a informações difundida por Leila de que enviou uma proposta de calendário para ser apreciado pela Aciap. “Isto não corresponde à verdade, nunca foi recebido o tal documento. E não tem por que receber, já que o calendário tem que ser discutido com o Sivapar e não com a Associação Comercial”, finalizou ele.

(Assessoria de Imprensa Aciap)

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