Cotidiano

“O Paraná enfrenta a maior crise hídrica dos últimos 50 anos.” A declaração do chefe regional da Sanepar, Heterley Ubaldo, pode parecer equivocada depois de quase uma semana de dias chuvosos em Paranavaí e municípios do Noroeste do Paraná. No entanto, ele se refere a um período de estiagem que se prolonga desde meados de 2019, com precipitação abaixo da média durante os últimos 12 meses.

A falta de chuva reduziu os níveis dos lençóis freáticos e comprometeu o volume de mananciais que abastecem todo o Paraná. Ao mesmo tempo, os dias mais secos fizeram aumentar o consumo de água. Para se ter uma ideia, em julho deste ano a Sanepar de Paranavaí produziu 1.354.416 metros cúbicos, volume 4,26% maior do que no mesmo período de 2019, quando chegou a um total de 1.299.074 metros cúbicos.

De acordo com Ubaldo, as chuvas recentes melhoraram as condições das fontes de captação para abastecimento em Paranavaí. Mesmo assim, ele reiterou o que tem dito com frequência, que é preciso fazer o consumo consciente de água.

Entre as orientações repassadas pelo chefe regional da Sanepar estão: usar a descarga de maneira moderada, fechar a torneira ao se barbear e escovar os dentes, ensaboar a louça com a torneira fechada, utilizar controladores de saída nas torneiras e reduzir o tempo de banho.

Apesar dos efeitos da seca prolongada, Ubaldo destacou que não há risco de desabastecimento e não existe possibilidade de implantação do sistema de rodízio em Paranavaí, com distribuição intercalada de água para os bairros da cidade.

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