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Laudo pericial do Instituto de Criminalista confirmou que o projétil retirado do corpo de Odair Galhardo foi disparado de uma das armas apreendidas, a pistola 380

A arma apreendida com um dos suspeitos presos no dia 14 em operação da Polícia Civil de Paranavaí foi a utilizada no homicídio de Odair Galhardo, 51 anos. Ele foi executado a tiros na manhã de 28 de agosto de 2020. A vítima era chefe Regional do Instituto de Águas e Terras do Paraná – IAT, com sede em Paranavaí.

A partir do crime, a Polícia Civil passou a investigar o caso. Após análise da colheita de material probatório, diante vários indícios, chegou à identificação de dois suspeitos, sendo um o possível autor dos disparos e outro mandante.

Descobriu-se que um dos suspeitos, logo após o crime, foi para cidade de Araçatuba no Estado de São Paulo. Investigadores de Paranavaí deslocaram até a cidade e, de maneira sigilosa e coordenada com equipe de Paranavaí, agiram em momento no cumprimento das prisões de forma simultânea, já que ambos deveriam ser presos na mesma data e horário para que não houvesse comunicação entre os presos ou fuga de um deles.

Um dos presos apontado pela Polícia como autor dos disparos foi localizado e preso em um assentamento divisa de Amaporã /Planaltina (assentamento Sumatra). Em sua residência a Polícia localizou duas armas de fogo, sendo uma pistola 380 municiada e uma espingarda carabina, ambas sem registro de propriedade. As armas foram apreendidas pela Polícia Civil e periciadas.

CONFIRMAÇÃO – Agora, o laudo pericial do Instituto de Criminalistica confirmou que o projétil recolhido no local do crime e o retirado do corpo de Odair Galhardo, bem como estojos apreendidos no local, foram disparados por uma das armas apreendidas, a pistola 380.

Com as prisões e a prova material, a Polícia Civil continua em diligências para conclusão e envio de toda a investigação ao Poder Judiciário.

PRESOS NEGAM – Em primeiro interrogatório os suspeitos negam participação no crime, versão enfraquecida pelo laudo pericial. A Polícia apura ainda se o crime foi motivado por desavença pessoal ou retaliação frente ao trabalho de fiscalização do IAT. Os presos possuem idade de 66 (natural de São Paulo) e 41 anos (natural do/MS) onde ambos ficarão detidos na Cadeia Pública de Paranavaí a disposição da Justiça.

O CRIME – O assassinato aconteceu por volta das 07h de 28 de agosto de 2020, na porteira do Parque Estadual de Amaporã/PR, situado na Rodovia PR-218m KM 01.

A investigação apurou que o crime é previsto no artigo 121, parágrafo 2º, incisos II e IV do CP, punível com pena de reclusão, tratando-se inclusive de crime hediondo (artigo 1º, inciso I da Lei nº 8.072/90). As informações foram prestadas através de comunicado expedido na tarde de ontem pelo delegado-chefe da 8ª Subdivisão Policial de Paranavaí, Luiz Carlos Mânica.

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