Cotidiano

As alterações físicas e mentais dos motoristas não provocam apenas mortes e sequelas decorrentes de acidentes. Todos os dias, essa mudança do perfil dos motoristas brasileiros se manifesta em discussões e agressões no trânsito, muitas vezes resultando também em mortes.

Esse atual cenário preocupa médicos e psicólogos especialistas em trânsito. Um caso recente, no qual um motociclista é flagrado agredindo a socos o motorista de um carro no litoral sul de São Paulo, ganhou as redes sociais e levantou novamente o debate sobre a necessidade de fazer avaliações psicológicas periódicas dos condutores brasileiros.

O coordenador da Mobilização Nacional dos Médicos e Psicólogos Especialistas em Medicina do Trânsito, Alysson Coimbra, explica que há um projeto de lei de 2015 que estabelece a realização da avaliação psicológica em toda a renovação. “Esse laudo feito no momento da habilitação não pode ser vitalício. Os indivíduos estão em constante formação e passam por transformações ao longo da vida, que podem provocar alterações no seu estado mental”, explica o médico.

O PL 98/2015, de autoria do senador Davi Alcolumbre (DEM/AP), altera a redação dos artigos 147 e 148 da Lei nº 9.503, que institui o Código de Trânsito Brasileiro, para exigir a avaliação psicológica de todos os motoristas a partir da primeira habilitação. “Hoje apenas os motoristas que exercem atividade remunerada têm que passar por avaliações psicológicas no ato da renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), o que representa uma parcela mínima dos condutores. O PL 98 representa um avanço e é um instrumento direto na redução da violência do trânsito brasileiro”, completa.

Coimbra lembra que essa inabilidade de convivência harmônica de todos os integrantes do sistema nacional de trânsito já provocou centenas de mortes e milhares de casos de agressão. “Quando temos pessoas em desequilíbrio ou portadoras de condições que podem causar surtos, o resultado são imagens de violência extrema como as que vimos recentemente. É tarefa dos nossos legisladores zelar pela segurança de todos nós no trânsito”, afirma.

Atualmente, o projeto de lei está sob a relatoria do Senador Fabiano Contarato (REDE/ES), porém segue sem previsão de ser incluído na pauta. “Precisamos sensibilizar os congressistas brasileiros sobre a necessidade de reforçar o combate à violência no trânsito. E o PL 98/2015 é um importante mecanismo para isso. A violência no trânsito é uma epidemia que mata mais de 40 mil pessoas todos os anos no trânsito. Além das perdas irreparáveis para as famílias, esses casos ainda representam uma série de prejuízos para a Saúde Pública e a Previdência Social. Criar um trânsito mais seguro é a missão de toda a sociedade, mas os legisladores têm um papel de protagonismo nessa missão. Avaliações psicológicas mais regulares certamente impactarão positivamente na segurança viária do Brasil”, afirma Coimbra.

Brigas de trânsito expõem necessidade de avaliação psicológica periódica dos motoristas
As alterações físicas e mentais dos motoristas não provocam apenas mortes e sequelas decorrentes de acidentes. Todos os dias, essa mudança do perfil dos motoristas brasileiros se manifesta em discussões e agressões no trânsito, muitas vezes resultando também em mortes.

Esse atual cenário preocupa médicos e psicólogos especialistas em trânsito. Um caso recente, no qual um motociclista é flagrado agredindo a socos o motorista de um carro no litoral sul de São Paulo, ganhou as redes sociais e levantou novamente o debate sobre a necessidade de fazer avaliações psicológicas periódicas dos condutores brasileiros.

O coordenador da Mobilização Nacional dos Médicos e Psicólogos Especialistas em Medicina do Trânsito, Alysson Coimbra, explica que há um projeto de lei de 2015 que estabelece a realização da avaliação psicológica em toda a renovação. “Esse laudo feito no momento da habilitação não pode ser vitalício. Os indivíduos estão em constante formação e passam por transformações ao longo da vida, que podem provocar alterações no seu estado mental”, explica o médico.

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