COMÉRCIO/PARANAVAÍ

Na última sexta-feira (11) o Sindicato do Comércio Varejista de Paranavaí (Sivapar) convocou os empresários para uma assembleia online, com o objetivo de definir datas e horários de funcionamento das lojas da cidade. O calendário foi avaliado de maneira positiva pela presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio (Sindoscom), Leila Vanda Aguiar, mas ela disse que não abre mão do reajuste salarial dos trabalhadores.
Os dois itens, calendário comercial e reajuste salarial, fazem parte da Convenção Coletiva, documento com as regras para as relações de trabalho. Os termos são definidos a partir de negociações entre Sivapar e Sindoscom, mas as conversas entre as lideranças sindicais ainda não avançaram.
O primeiro problema, resolvido na semana passada, dizia respeito à jornada de trabalho em domingos e feriados. Os comerciários consideraram abusiva a sugestão de calendário apresentada pelos empresários. Protestaram.
Diante disso, o Sindoscom fez uma proposta diferente para os empresários, indicando como deveria ser a jornada de trabalho. Na assembleia de sexta-feira, os lojistas fizeram alterações e chegaram a um acordo. O resultado agradou. “Nossa classe achou que ficou bom. Era o que esperávamos”, disse Leila.
Agora, é preciso discutir outro ponto fundamental para a conclusão da Convenção Coletiva, o reajuste salarial. A líder dos trabalhadores pede 2,05%, mas o presidente do Sivapar defende índice zero. Ambos se mostram irredutíveis, o que impede o acordo entre as duas categorias.
A presidente do Sindoscom disse que se a classe patronal não quiser aplicar o reajuste, pode adotar o salário estadual (R$ 1.436,60). Atualmente, o piso em Paranavaí é de R$ 1.404,33, com o acréscimo passaria para R$ 1.433,11. “Para equiparar ao salário mínimo do Paraná, o reajuste deveria ser de 2,3% e eu estou pedindo somente a reposição, que é 2,05%.”

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